Notícia

Entrevista exclusiva

Namorada de Baía revela que tem nódulos na garganta

Andreia Santos assume que o excesso de trabalho está a prejudicar a sua saúde. A nutricionista diz também que ainda "não tem vontade de ser mãe".
Por Inês Neves | 03 de janeiro de 2017 às 17:09
Andreia Santos sensual e muito ousada
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos
Andreia Santos

É um erro pensar que Andreia Santos é apenas uma cara bonita. A nutricionista, que só não entrou em medicina por duas centésimas e foi a melhor aluna no 4º ano do seu curso, é uma mulher forte, cheia de personalidade, calorosa e muito preocupada com os outros. Tanto que não se poupa a trabalhar e esse excesso de trabalho já lhe está a afectar a saúde: "Tenho dois nódulos nas cordas vocais por causa das consultas." Ainda que o trabalho não seja a sua prioridade número um, é o que lhe rouba tempo para decidir finalmente casar-se com Vítor Baia, com quem tem uma relação há cinco anos, e ter um filho!

Diz-me que adora o Natal, que existe uma magia especial por causa das crianças que há na família. Então para quando pretende renovar a magia da época com um bebé seu?
[risos] Para já, não estou nada a pensar nisso. Não sinto que seja o momento certo para ser mãe. O conceito que tenho de uma relação entre mãe e filho é de proximidade, por isso quero ser eu a educá-lo, quero acompanhar o seu crescimento de perto, ensiná-lo, e não deixar isso nas mãos de outra pessoa. E, neste momento, teria de abdicar do meu trabalho para ser mãe. Muitas vezes, dou consultas até às 23h/0h. É impensável alguém fazer isto se tiver uma criança em casa. Adoro mesmo o meu trabalho e não há em mim essa vontade de ser mãe, de ter um filho para já.

Não tem instinto maternal?
Tenho e quem me conhece e lida comigo, sabe e sente que sou muito protectora e cuidadora com os que me rodeiam, como com os meus pais, a minha irmã, com o Vítor, com os filhos dele. E mesmo nas consultas sou mamã de muita gente. Portanto, não é por falta de instinto, mas sim de tempo. E prioridades. Acima de tudo, porque não quero ter um filho só por ter.

Já desempenha um pouco esse papel com os filhos do Vítor…
O Diogo e a Beatriz já são adultos, a atenção é diferente. Com o Afonso, que tem nove anos, é que acabo por desempenhar um bocadinho… não gosto de dizer papel de mãe porque ele tem a mãe dele e é um bocado ingrato, mas desempenho um papel de cuidadora. Ele escreve-me cartas a dizer: "Andreia, és a melhor nutricionista do mundo; és muito bonita e ensinadora." É muito engraçado. Estou sempre a ensinar-lhe coisas e ele acaba por seguir muito do que lhe digo e diz-me, por exemplo: "Andreia, hoje só comi uma peça de fruta, sei que tenho de comer três, mas já vou comer as outras duas; vou comer a sopa porque sei que me faz bem para prevenir lesões." É muito engraçado.

Com três filhos, o Vítor ainda quer ter mais filhos?
Ele fala disso, eu que fico assim meio a tremer. Diz que vou ser uma boa mãe, que sou muito cuidadora. Mas eu sou muito ponderada e cada passo que dou tem de ser com os pés bem assentes na terra, sou demasiado racional. Para ser mãe, teria de abdicar de alguma coisa a nível de trabalho que, neste momento, não quero nem estou preparada para o fazer.

O trabalho à frente de tudo?
Não. Nem pensar. Mas é muito importante para mim. De facto, trabalho muito e estou numa fase em que me sinto muito cansada. Mas nunca é demais quando fazemos o que gostamos. Aliás, só é demais quando prejudicamos a nossa saúde e se não dedicamos tempo aqueles de quem gostamos. E eu prefiro prejudicar-me a mim, o meu tempo, - como dormir, muitas vezes, só três ou quatro horas - mas ter tempo para estar em casa e jantar com o Vítor, nem que seja à meia-noite.

E ele espera?
Ainda que lhe diga para jantar sem mim, ele faz questão de ficar à minha espera. E depois quando chego a casa, rejuvenesço. O Vítor transmite-me muita serenidade e tranquilidade, fico como nova, por isso, acabo por estar o tempo que for preciso sem estar a pegar no computador ou algo do género. Se for necessário, no dia seguinte acordo às 5h ou 6h da manhã para fazer o trabalho que não fiz na noite anterior. Não prejudico nunca a minha relação nem deixo de estar com alguém por causa do meu trabalho.

É difícil de acompanhar esse seu ritmo.
Ele não se queixa e admira muito o que faço. Está sempre a dizer-me: "Nunca vi ninguém tão trabalhador como tu." Giro muito bem o meu tempo. Jantamos sempre juntos, com excepção de 5ª feira, treinamos também algumas vezes e aos fins-de-semana estamos sempre juntos.

Nenhuma relação é assim tão perfeita…
Não, claro que não. Mas a nossa relação é muito equilibrada. Também temos as nossas desavenças, mas conseguimos equilibrar sempre as coisas, dar a volta. Nem consigo referir momentos maus que tivemos passado. Temos é uma grande capacidade de dialogar, de falar sobre as coisas e de sermos sinceros. Há muito respeito um pelo outro e sabemos respeitar o espaço de cada um. Por exemplo, quando estou mais cansada, só o deitar a cabeça no ombro dele, acaba por me dar mais tranquilidade. Se eu vejo que o Vítor esta mais stressado por um assunto ou outro, não vou perguntar o que se passa, apenas reparo e vou ter atitudes com ele que sei que o vou acarinhar sem pressionar, porque sei que ele precisa daquele momento para ele. Logo fala quando estiver pronto.

Dizia há pouco que só se trabalha demais quando se prejudica a saúde. Sei que a Andreia está com alguns problemas de saúde…
Tenho dois nódulos nas cordas vocais. Falo muito durante as consultas, duram todo o dia, muitas vezes, até às 23h. Envolvo-me muito com os meus pacientes. No início do acompanhamento optei por, mais do que lhes dar regras de alimentação, ajudar a pessoa a encontrar-se, ajudá-la a sair daquele sofrimento, ajudar a valorizar-se. E só depois é que falamos do plano alimentar. E isso faz as minhas consultas serem um pouco demoradas. E fico rouca. Por exemplo, se eu usar muito uma caneta, vou ficar com um calo no dedo. Aqui é quase a mesma coisa, é uma calosidade nas cordas vocais. Há um espessamento e as cordas vocais já tocam uma na outra. Pode ser necessário a cirurgia. Mas como descobrimos numa fase muito precoce, tive a vantagem de não ter de ser logo operada e resolver com terapia da fala. E estou a melhorar. Já me proibiram de dar tantas consultas, mas não consigo. Não consigo não me dar tanto aos meus pacientes ou de reduzir o meu horário. 

O que deseja para 2017?
A primeira coisa que penso é na família, na saúde de todos nós. Desde os meus 16 anos que sofro devido aos problemas de saúde do meu pai, então se ele estiver bem, isso já me dá muita felicidade e tranquilidade. Ver as pessoas que amo bem, é meio caminho andado para eu também estar bem.

O que se passou com o seu pai?
Quando eu tinha 16 anos ele teve cancro nos intestinos. Dos 16 até aos 18 anos, fez cinco operações em Portugal. Depois, foi para Paris e teve de lá ficar três meses em tratamento. Foi uma fase muito difícil. A seguir, teve de tirar um rim, já cá em Portugal, porque a radioterapia acabou por afetá-lo. Depois teve uma embolia pulmonar... Mas é um guerreiro, olha-se para ele e não parece que teve nada daquilo, transmite saúde, bem-estar, está sempre bem-disposto. O meu pai é mesmo uma inspiração para toda a gente.

E agora está bem?
Está. Ele é uma pessoa que trabalha muito e, às vezes, prejudica um bocadinho a saúde dele. E quando tem alguns sintomas, adia ir ao médico, menospreza, e aí tenho de ser eu a dar-lhe na cabeça. Ligo-lhe muitas vezes e é do género: "Papá, o que estás a sentir? Como estás? Já lanchaste? Já comeste o pão com aquela carne ou com o queijo que precisas para aumentar essa massa muscular? Estás a sentir alguma coisa? Se sim, dou-te meia hora para vires ter comigo e ires ao hospital." Estou sempre muito preocupada com ele e é sempre preciso ter alguém ali em cima dele a dar-lhe ultimatos.

E os planos para o casamento?
É um bocado à semelhança da questão dos filhos. Sou uma pessoa intensa e gosto de ver tudo muito bem feito. Não vou casar só para estar casada. Quero casar-me também pela festa e quero viver isso de uma forma tranquila e plena, sem pensar que estou a prejudicar algum trabalho que esteja a fazer. Consigo acumular várias coisas, mas isto é uma coisa tão importante que tem de acontecer numa fase em que tenha tudo mais ‘controlado’ no trabalho. Não sei se será no próximo ano. Não foi algo que tivéssemos planeado para determinado momento ou altura. Mas é um desejo nosso.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Mais Lidas

+ Lidas

Instagram

Instagram

Newsletter

Newsletter

Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável

;