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Entrevista exclusiva

Aurea confessa ser uma mulher insegura

Cantora de 29 anos diz que com o passar do tempo lida melhor com as suas fragilidades.
Por Inês Neves | 03 de janeiro de 2017 às 18:00
Aurea como nunca a viu numa produção exclusiva
Aurea fotografada para a FLASH! no showroom da Sá Aranha & Vasconcelos
Aurea fotografada para a FLASH! no showroom da Sá Aranha & Vasconcelos
Aurea fotografada para a FLASH! no showroom da Sá Aranha & Vasconcelos
Aurea fotografada para a FLASH! no showroom da Sá Aranha & Vasconcelos
Aurea
Aurea
Aurea
Aurea
Tímida, pouco confiante e não sabe ouvir um elogio. Nem parece que estamos a falar de Aurea, aquela mulher bonita, sexy e segura de si mesma que vemos no palco ou na televisão. Mas a maturidade ensinou-a a lidar melhor com certas fragilidades. Numa conversa intimista, a cantora fala sobre o perído difícil que passou com a morte de várias pessoas que lhe eram muito próximas e do renascimento da nova Aurea...

Diz que é uma pessoa muito insegura, mas olhando para si, tanto em cima do palco, como na televisão ou aqui na sessão fotográfica, não diria…
Quando estou a trabalhar, foco-me muito naquilo que estou a fazer para que tudo saia o melhor possível e acabo por me abstrair completamente dessas inseguranças e da falta de confiança. Mas acho que já sei lidar melhor com isso, acho que o passar dos anos e a maturidade nos ensinam a lidar melhor com as nossas fragilidades.

Já sabe ouvir um elogio?
Continua a ser estranho, às vezes, não sei bem como reagir. Lembro-me que no início, quando me davam elogios e me diziam "tu cantas muito bem, gosto muito de te ouvir", eu nem obrigada dizia! Sentia-me tão estranha, ser elogiada era tão estranho para mim que bloqueava. Não é que não me sentisse grata, é óbvio que sentia, mas bloqueava completamente não sabia o que é que havia de dizer, o que é que havia de fazer, como é que haveria de reagir. Até que um amigo meu, o Rui Ribeiro, virou-se para mim e disse: "Oh, Aurea tu podes sentir-te mal com os elogios que as pessoas te dão, mas faz uma coisa, diz um obrigada. Isso não é ser convencida, não te fica mal, isso só te fica é bem porque quando as pessoas te o dizem é de forma sincera:" A partir daí comecei a ter muita mais atenção a isso e a dar mais valor às coisas que as pessoas dizem.

Mas de onde é que veio essa insegurança?
Às vezes, aquilo que os outros dizem não é tão importante como aquilo que nós sentimos ou como nós vemos as coisas. Acho que me comecei a sentir mais confiante e segura a partir do momento em que encontrei aquilo que gostava de fazer. Antes de entrar na música sentia-me perdida. Eu queria ir para psicologia, o meu pai queria que fosse para direito. Acabei por seguir linguística, depois mudei para teatro.

E para quem dizia que não queria fazer disto profissão…
Os meus pais sempre me disseram que queria proporcionar a mim e ao meu irmão aquilo que eles nunca tiveram. Então, nasci com essa ideia de ter que ir para a universidade e tirar o meu curso. Mas tinha um gosto tão grande pela música… E passados tantos anos apercebi-me que podemos trabalhar naquilo que realmente gostamos. É uma profissão como outra qualquer, tem coisas mais e menos positivas, também nos sentimos cansados e temos de abdicar de datas muito importantes das nossas vidas e, às vezes, não estamos lá para as pessoas que gostamos muito. Mas realmente é aquilo que eu amo fazer e não me importo de abdicar de uma série de coisas por isso. As pessoas que estão ao meu lado percebem isso e estão comigo para o que der e vier. E uma das coisas que me faz mais feliz, é saber que os meus pais ficam orgulhosos com aquilo que eu faço. Ouvir o meu pai dizer-me "estou orgulhoso de ti", foi a coisa mais bonita que ouvi até hoje. 

Para si, a carreira está em primeiro lugar?
Não consigo descolar as duas partes, a profissional e a pessoal. Tenho de ter tudo equilibrado na minha vida, a minha parte profissional tem de estar bem assim como a pessoal. É tão bom ter as pessoas certas à nossa volta, uma boa base familiar também. A minha família é a minha rede, se acontecesse alguma coisa e eu caio, eles estão lá para me segurar.
 
Eles vivem no Algarve e a Aurea em Lisboa. Como lida com as saudades?
Essa é a parte chata. Ando sempre em viagem, cheia de compromissos, torna-se muito complicado arranjar tempo para ir vê-los. Este verão estive dois meses sem ver os meus pais. Agora estou a tentar arranjar um tempo para ir lá a baixo antes do natal e passar uns dias. De vez quando, eles vêm ter comigo, já tenho um quarto para eles em minha casa.
 
Este foi um bom ano para si? Começou com o lançamento do álbum ‘Restart’ e termina com o ‘The Voice’…
É verdade. Foi um ano muito bom e intenso. Felizmente, vou parar em janeiro, tirar uns diazinhos para descansar, recarregar baterias e para limpar a cabeça.
 
E vai para onde?
Praia. Não consegui fazer praia no verão e vou finalmente fazer uns diazinhos de praia.
 
Esteve quatro anos parada até lançar o ‘Restart’. Foi um período difícil na sua vida, não foi?
Passei por uma série de coisas que me fizeram crescer um bocadinho como ser humano e precisei mesmo de parar.
 
Que coisas?
A morte do meu avô, de uma menina que era minha amiga, a morte da namorada do meu melhor amigo. Foi um ano muito carregado a nível pessoal. A nível profissional também tive de alterar a equipa, mas faz parte do nosso crescimento. Encaro sempre de forma positiva até as coisas menos boas que nos acontecem, porque acho que tudo faz bem. Acho que crescemos com as coisas boas e com as menos boas. Ganhei mais maturidade e tive de aprender a lidar com uma série de problemas e a ser mais forte.
 
Agora temos uma Aurea renovada, fortalecida e melhor?
Sim, sempre para melhor, acredito que temos de estar sempre em constante evolução e tentar aprender um bocadinho, todos os dias, com toda a gente que nos rodeia, com todas as coisas que nos vão acontecendo. E agora voltei com a energia toda.
 
Houve vontade de desaparecer e largar tudo?
Não, largar o meio nunca, porque quando descobrimos aquilo que realmente gostamos de fazer, isso tem um impacto tão grande na nossa vida, por mais coisas que aconteçam, nós temos isso bem firme dentro de nós. É o pilar. Eu sei que gosto disto, eu sei que quero fazer isto. Não quero sair, não quero deixar de cantar.
 
Com tanta correria a nível de trabalho, como é que tem tempo para os seus pretendentes?
Tenho estado tão focada na música, na minha profissão, em estar com a minha família e amigos que não penso muito nesse lado. Neste momento, estou bem assim! Não sinto falta de ter alguém agora. E quando tiver, quero ter tempo para a pessoa, para lhe dar atenção e tudo mais. Este ano, tem sido muito complicado, mas estou feliz assim. Agradeço muito por tudo o que tem acontecido.

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