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Caso Marega. João Reis arrasa adeptos e clube do coração: "A partir de agora chegámos ao ponto da tolerância zero"

O marido de Catarina Furtado reagiu aos insultos feitos pela claque do Vitória de Guimarães: "Como é que eu explico ao meu filho, que nasceu em Lisboa, mas que tem o Vitória no coração?"
18 de fevereiro de 2020 às 13:30
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Caso Marega. João Reis arrasa adeptos e clube do coração: "A partir de agora chegámos ao ponto da tolerância zero"
João Reis é um adepto do Vitória de Guimarães. E dias depois do polémico caso Marega, o marido de Catarina Furtado reage, tendo aproveitado o tempo desde que aconteceram os insultos ao jogador do FC Porto, para pensar na situações.

O ator, recorde-se, é sempre um dos adeptos vitorianos a defender o clube, pelo qual se apaixonou na infância e cuja paixão conseguiu passar ao filho.

"Como é que eu explico ao meu filho, que nasceu em Lisboa, mas que tem o Vitória no coração?", lamenta Reis, deixando uma dura crítica ao clube e aos elementos da claque.

"Nestas coisas, gosto sempre de deixar assentar a poeira, porque há sempre aproveitamentos ilícitos de pessoas que são elas próprias responsáveis por este clima de ódio e caos generalizado que se vive", começou por escrever o marido de Catarina Furtado.

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O caso Marega, como se tornou conhecido, exige efectivamente uma reflexão, mas uma reflexão profunda e transversal que se detenha de uma forma séria sobre todas as matérias que envolvem o futebol. Bastidores, comentadores e dirigentes incendiários, claques, comunicados absurdos e tendenciosos, especulações, suspeitas, pressão permanente sobre arbitragens, ódios e rancores acumulados, histórias mal contadas, insinuações, perseguições e um rol enorme de animosidades difíceis de engolir e de explicar. O que se passou com Marega é vergonhoso e devia envergonhar-nos a todos, os que seguem ou querem seguir o futebol com paixão e fairplay", acrescentou.

Mais: "Como é que eu explico ao meu filho, que nasceu em Lisboa, mas que tem o Vitória no coração, que é sócio e me acompanha em todos os jogos, no estádio e na tv, que um jogador que até já representou as nossas cores foi insultado e humilhado de forma ignóbil perante os nossos? Há alguma coisa, a não ser a ignorância pura e o racismo sem piedade que justifique tal atitude?
Não!! Este não é o meu clube, não é o meu Vitória, não foi o respeito, a alegria, a festa e o prazer de ver um bom jogo de futebol que o meu pai e o meu avô me ensinaram! Haja o que houver, a partir de agora chegámos ao ponto da tolerância zero, e é preciso um sinal claro da Federação e do governo para pôr um fim a estas histórias que teimam em repetir-se e a manchar os desígnios do desporto. Lugar de partilha, de tolerância, de igualdade, de superação, de respeito, de festa e de amizade. E se também é verdade que para muitos o futebol se tornou acima de tudo um negócio e uma projeção de frustrações várias, é preciso que os outros, os que ainda são a maioria, se manifestem e afirmem a sua diferença e a sua indignação perante o lixo que nos invade todos os dias. Basta!", rematou.

Comentários

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Carlos Dias 24.02.2020

Talvez quando perseguirem os nossos no estrangeiro como o fazem ao Marega, talvez aí percebam.

Daniel Tavares 20.02.2020

Sr.João Reis : sempre houve manifestações de racismo no nosso futebol e não só. Todos fingiram que nada se passava. Governo, polícia, tribunais, federações, etc etc.. assobiaram para o lado ! Neste momento, pessoas e partidos políticos, tentam capitalizar, em benefício próprio, o que aconteceu. Pura hipocrisia ! Mas não se preocupe, tudo ficará igual !

Anónimo 18.02.2020

estou mais preocupado com as mortes de pacientes nas urgências dos hospitais....tudo serve para teatro

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