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'Dança com as Estrelas'

'Dança': Anamar obrigada a pedir esmola na rua para sobreviver

A cantora revela que teve o seu lado rebelde e que andou a viajar pelo mundo e que chegou a pedir nas ruas para poder comer.
16 de dezembro de 2018 às 11:29
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Cantora, atriz, rebelde, punk, fadista, porteira…Anamar já foi um bocadinho de tudo. Hoje é uma das concorrentes do 'Dança com as Estrelas'... e está disposta a tudo para a vencer o programa da TVI.

Mas nem todos se lembram da cantora.

Estrela nos anos 80 e 90 em Portugal, acabaria por se afastar das luzes da ribalta apostando mais numa vida espiritual.

Nasceu em Portugal mas cresceu pelo mundo. Numa entrevista há dois anos revelou ao jornal 'Público' os seus segredos. "Os anos formativos foram vividos em Nova Iorque. A primeira memória que tenho da escola é de um menino chinês, um menino negro, um menino branco a correrem pelos corredores. Essa é a minha matriz. Os anos 80, para mim, não foram a descoberta disso. Tive a bênção de ter isso de berço", relembrava.

Antes do final dos anos 70 estava de volta a Portugal, altura em que "os meus pais se separaram", revelou numa conversa em 2013, no Canal Q.

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Anamar

Foi a altura em que se tornou rebelde e até punk.

"Vivi [dessa forma] sobretudo lá fora. Uma das maneiras de respirar (na altura) era sair frequentemente de Portugal. Até aos 20 e tal, entrei e saí constantemente [do pais]. Para respirar outros ares e para me testar a mim própria. Essas saídas proporcionaram-me experiências de um radicalismo [ao nível da sobrevivência] que não tinha pensado viver alguma vez na vida", revelava.

E num desses momentos e sem dinheiro, a viver em Paris mas a sonhar com Estocolmo que se viu obrigada a mendigar.

"Foi na sequência de uma dessas saídas. Era a sobrevivência de adolescentes numa cidade estrangeira. A experimentar o que era a vida. Fomos pedir na rua. Porque não?", reflecte numa conversa  com o jornal Público. "Não foi: coitada de mim, eis-me a pedir na neve, sozinha, numa rua de Paris. Não era a menina dos fósforos", diz

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Anamar

"Confesso que me custou imenso isso. Nunca tinha estado daquele lado. Está-se sujeito a emoções como o desprezo, a ironia, a crítica. Tudo isso nos olhares. Um acto simples como pedir na rua pode suscitar emoções violentas", relembra.

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