Notícia

Polémica

Em tempo de crise na TVI, e após ser afastado do canal, José Eduardo Moniz dá "puxão de orelhas" e faz duras críticas

Afastado da estação, antigo diretor-geral da TVI recordou tempos de glória e deixa recado acutilante à nova direção de Felipa Garnel e Luís Cabral.
04 de agosto de 2019 às 15:05
José Eduardo Moniz tece duras críticas à TVI
Em tempo de crise na TVI, e após ser afastado do canal, José Eduardo Moniz dá "puxão de orelhas" e faz duras críticas
Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz
Afastado da estação, antigo diretor-geral da TVI recordou tempos de glória e deixa recado acutilante à nova direção de Felipa Garnel e Luís Cabral.
A Prisioneira, telenovela, TVI, José Eduardo Moniz, Luís Cunha Velho, Joana Ribeiro
A Prisioneira, telenovela, TVI, Lourenço Ortigão, José Eduardo Moniz, Kelly Bailey
A Prisioneira, telenovela, TVI, Lourenço Ortigão, José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz e Helena Isabel em 'Deus e o Diabo'
josé eduardo moniz, TVI
José Eduardo Moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
A Prisioneira, telenovela, TVI, José Eduardo Moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
A Prisioneira, telenovela, TVI, José Eduardo Moniz
Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz
A Prisioneira, telenovela, TVI, Rita Ribeiro, José Eduardo Moniz
A Prisioneira, telenovela, TVI, José Eduardo Moniz, Luís Cunha Velho, Joana Ribeiro
A Prisioneira, telenovela, TVI, Lourenço Ortigão, José Eduardo Moniz, Kelly Bailey
A Prisioneira, telenovela, TVI, Lourenço Ortigão, José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz e Helena Isabel em 'Deus e o Diabo'
josé eduardo moniz, TVI
jose eduardo moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
A Prisioneira, telenovela, TVI, José Eduardo Moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
jose eduardo moniz, manuela moura guedes
José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz
José Eduardo Moniz
jose eduardo moniz, manuela moura guedes

A crise está instalada na TV. Muito se tem escrito sobre isso. E, a cada dia que passa, o poço parece ficar cada vez mais fundo. Mexeu-se na estrutura, com Felipa Garnel a tomar o lugar de Bruno Santos na direção de Programas e Luís Cabral como novo CEO da Media Capital.

Uma reestruturação que tem provocado várias baixas na estação de Queluz de Baixo, com José Eduardo Moniz a ser uma das vítimas das mudanças. O antigo diretor-geral da TVI estava a colaborar com o canal desde 2014 na qualidade de consultor, primeiro para a área de ficção e mais tarde acumulando também o entretenimento.

Com as mudanças, José Eduardo Moniz sai da TVI e passa agora para a Plural, onde fica apenas como consultor para a ficção. O antigo diretor-geral não se conforma com a decadência dos números do canal – resultados de share, em julho, atiram a estação de Queluz de Baixo para o pior resultado desde 1998, com uma média de 14,3%.

Este fim de semana, Moniz recordou os tempos de glória e dá um valente "puxão de orelhas" ao canal e deixa recado acutilante à nova direção que agora entrou, ao publicar um retrato seu, oferecido por antigos colaboradores, muitos deles afastados das lides televisivas.

Ver esta publicação no Instagram

Já lá vão uns anos, era eu ainda Director-Geral da TVI, um grupo de profissionais da Empresa decidiu surpreender-me oferecendo-me esta montagem. Convivo com ela diariamente, no meio dos meus livros, no escritório de minha casa. Quando, como hoje, passo horas a trabalhar , tenho este rosto desdobrado e sorridente a olhar para mim, mesmo de frente. Faz-me recuar no tempo. Um tempo de ambição, de aventura, de risco, de espontaneidade, de profissionalismo, de dedicação, de competência e de coragem. Muitos desses profissionais escolheram outros rumos para as suas vidas. Por razões diversas, pois os caminhos da existência não são uniformes. Não interessa aqui escalpelizar as suas motivações.No entanto, não os esqueço. Nenhum dos que fizeram questão de me surpreender naquela altura ficou fora das minhas recordações. Vivíamos anos de ouro, onde o atrevimento e o arrojo imperavam e o sonho diário era chegar cada vez mais longe. Sou dos que acreditam que o céu é sempre o limite. No respeito pelos outros e na observância dos princípios éticos que devem nortear quem trabalha e se expõe em meio público. Somos um país pequeno, mas com uma enorme capacidade de inovar. Não há, hoje em dia, fronteiras físicas que limitem a capacidade criativa e que inviabilizem a afirmação, no exterior, do talento que por cá existe. Pelas minhas mãos têm passado e continuam a passar pessoas, mais ou menos jovens, com potencial para garantirem o futuro de uma indústria que, embora sofrendo com as debilidades do mercado, pode ser muito melhor do que aquilo que é. Quem se conforma com a adversidade morre. É uma atitude que infelizmente está longe de ser erradicada. O conformismo é o maior inimigo do progresso e da viagem pelos caminhos da modernidade. No caso das indústrias de conteúdos , estagnar é colocar uma corda no pescoço. Olhar para a Programação de uma TV da mesma forma como se olhava há cinco ou três anos é uma verdadeira atração pelo abismo. Éramos todos mais novos, mas cheios de garra e vontade de triunfar. Procurando sempre estar à frente do tempo, no fundo, a arma de quem não se rende e de quem não aceita parar ou acomodar-se . Há saudades que, de facto, não desaparecem.

Uma publicação partilhada por Jose Eduardo Moniz (@jemoniz) a


"Faz-me recuar no tempo. Um tempo de ambição, de aventura, de risco, de espontaneidade, de profissionalismo, de dedicação, de competência e de coragem. Muitos desses profissionais escolheram outros rumos para as suas vidas. Por razões diversas, pois os caminhos da existência não são uniformes."

"(...) Vivíamos anos de ouro, onde o atrevimento e o arrojo imperavam e o sonho diário era chegar cada vez mais longe. Sou dos que acreditam que o céu é sempre o limite. No respeito pelos outros e na observância dos princípios éticos que devem nortear quem trabalha e se expõe em meio público."

"Quem se conforma com a adversidade morre. É uma atitude que infelizmente está longe de ser erradicada. O conformismo é o maior inimigo do progresso e da viagem pelos caminhos da modernidade. No caso das indústrias de conteúdos, estagnar é colocar uma corda no pescoço. Olhar para a Programação de uma TV da mesma forma como se olhava há cinco ou três anos é uma verdadeira atração pelo abismo."

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Mais Lidas

+ Lidas

Instagram

Instagram

Newsletter

Newsletter

Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável