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Fernando Póvoas: "Corri perigo de vida"

A casa do médico dos famosos foi assaltada e Fernando Póvoas ficou sem dinheiro, joias e relógios colecionados há 30 anos.
09 de janeiro de 2017 às 19:53
Fernando Póvoas corre perigo de vida
Fernando Póvoas
Fernando Póvoas e mulher, Ana Maria, chamados à PSP para identificar os bens que lhes roubaram.
Foi por este portão do condomínio na Maia, que os três ladrões iniciaram o assalto.
Fernando Póvoas
Fernando Póvoas e a mulher Ana Maria
Casa de Fernando Póvoas

A casa de Fernando Póvoas, 61 anos de idade, foi assaltada, de forma violenta, na noite de Natal, e o conhecido médico dos famosos esteve a poucos metros de pôr a vida em risco ao quase dar de caras com os ladrões. "Corri risco de vida, mesmo sem ter tido consciência do que se estava a passar dentro da minha própria casa", relata, em exclusivo, à TV Guia, acrescentando mais pormenores: "Fui, na noite da Consoada, cear a casa do meu irmão. Saí com a família, fomos para casa dos nossos familiares e, quando lá cheguei, dei conta de que me tinha esquecido das prendas da minha mulher na garagem. Voltei para trás, entrei na garagem, fui buscá-las ao sítio onde estavam escondidas, meti-as no carro e saí."

Sentindo-se "afortunado" por não ter subido as escadas, Fernando Póvoas continua a recordar o drama: "Se subo, tinha dado de caras com os três ladrões e não sei o que me fariam. Provavelmente, tinham-me tirado a vida. Por isso, apesar do drama que tudo isto foi, prefiro antes que me tenham roubado os bens de valor."

O nutricionista das estrelas revela ainda o que sentiu, naquelas horas, depois das três da manhã do dia 25, quando chegou a casa e as divisões estavam todas revolvidas, exceto a cozinha. "Estava cansado e cheio de sono, mas quando entrei em casa e dei conta de que nos tinham roubado, a adrenalina disparou e, pela primeira vez na vida, tive que tomar um comprimido para dormir, porque não conseguia sossegar", confessa, emocionado.

Feliz por não ter confrontado com os ladrões, mas triste pelas dezenas de milhares de euros de bens furtados, Fernando Póvoas revelou ainda à TV Guia tudo o que perdeu e todos os pormenores de como ficou o interior sua moradia, situada num pequeno condomínio privado na Maia, um espaço intimista que partilha, há seis anos, com mais três famílias amigas.

"Nem tenho noção do dinheiro que levaram"

"Tinha os carros na garagem, todos com as chaves na ignição, e não os levaram. Levaram-me todas as jóias em ouro e deixaram tudo o que não tinha ouro para trás. Furtaram-me todos os meus botões de punho, incluindo uns da Cartier que uns familiares me ofereceram recentemente e que nem sequer tinha usado. Levaram dezenas de relógios, uns mais valiosos do que outros, de uma colecção que demorei 30 anos a fazer. Tiraram tudo das caixas e deixaram-nas no chão. Foram muito criteriosos", descreve, manifestando-se claramente triste por ter perdido "bens e joias com valor emocional": "Joias de família, dos pais e dos sogros, ligadas a momentos importantes, como foi o casamento da minha filha."

Além das peças de joalheria e relojoaria, Fernando Póvoas garante ter perdido "um valor incalculável em dinheiro". "Roubaram-me tanto dinheiro que nem tenho bem noção da quantia. Costumava guardar no cofre todas as notas de 500 euros com que os meus clientes me pagam as consultas e os tratamentos e fui juntando essas notas por hábito. Pois, veja bem, os ladrões foram-me ao cofre que tenho no quarto de vestir, arrombaram-no, e ainda arrombaram cada prateleira dentro do cofre que se abre individualmente e levaram tudo."

Alarme estava desligado

O conhecido nutricionista do Porto reconhece ter cometido alguns erros, nomeadamente o facto de não ter ligado o alarme. "Tenho o alarme instalado desde que há seis anos me mudei para aquela casa, mas raramente o ligo. Agora, depois do assalto, liguei-o para vir para o Brasil e toca todos os dias apenas porque passou um pássaro a voar. Alguma coisa está mal e vai ter de ser corrigida", assegura. Quanto às dezenas de milhares de euros perdidos com este assalto, Fernando Póvoas lamenta, mas não há mesmo nada a fazer: "Tinha um simples seguro de recheio, mas estes bens não estavam inventariados", assume.

Uma semana após o violento assalto à casa do conhecido nutricionista – que viajou para o Brasil "para desligar a minha cabeça destes problemas todos" –, este assume a convicção de que os ladrões sabiam muito bem o que estavam a fazer. "Os três homens encapuzados estiveram duas horas e cinco minutos dentro da minha casa. Fizeram tudo com uma calma impressionante. Tal como comprovam as imagens de videovigilância, deram-se, inclusive, ao luxo de falar para fora do muro, o que dá a entender que havia no exterior um quarto elemento à espera. Treparam o portão principal, entraram pela porta das traseiras, saíram com dois sacos cheios. Falaram uns com os outros, olharam e apontaram para a câmara de vigilância e desviaram o olhar."

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