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Autárquicas 2017

Gabriela Canavilhas: "Considero-me uma pessoa livre na política"

Percorremos alguns dos mais emblemáticos locais de Cascais com a candidata à câmara, pelo partido socialista, Gabriela Canavilhas. Fica a visão de uma mulher que se afirma um "agente político diferente", para um concelho virado para o mar, e o percurso de alguém que está na política porque acredita "no serviço público" e, porque mulher, sente que é "sujeita a criticas muito mais ferozes do que se fosse homem".
Por Hélder Ramalho | 23 de setembro de 2017 às 17:52
Gabriela Canavilhas: "Sou uma mulher de muitas influências"
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
A candidata do PS à Câmara Municipal de Cascais, Gabriela Canavilhas
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
Gabriela Canavilhas fotografada na baía de Cascais
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
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gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
Gabriela Canavilhas na Casa das Histórias Paula Rêgo, em Cascais
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
Gabriela Canavilhas na Casa das Histórias Paula Rêgo, em Cascais
A candidata do PS à Câmara de Cascais, na Guia
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
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gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais
gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais

Gabriela Canavilhas entrou para a política aos 50 anos de idade. Orgulha-se de não ter feito o percurso normal dentro do partido e, por isso, considera-se "um agente político diferente" que acredita "firmemente no serviço público". Nasceu em Angola, viveu nos Estados Unidos, nos Açores e, agora, em Lisboa, o que faz dela uma "mulher de muitas influências", mas sempre com o mar como referência que acredita ser a grande "janela de desenvolvimento".

Foi pianista, diretora cultural, diretora da Orquestra Metropolitana de Lisboa, ministra da Cultura, deputada e, agora candidata à Câmara Municipal de Cascais pelo Partido Socialista. Um desafio que aceitou apesar da oposição da família porque, diz, "se os bons se afastam desta luta fica espaço para os maus".

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gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais Foto: Carlos Ramos

Gabriela tem alguma facilidade em fazer inimigos também pela capacidade em suscitar emoções nos outros. Considera-se espontânea, transparente e algo ingénua, virtudes que considera importantes "para quem quer estar livre na política" e a candidata socialista a Cascais considera-se "uma pessoa livre na política".

A Gabriela Canavilhas nasceu em África, passou pelos Estados Unidos, viveu nos Açores e, agora em Lisboa. De que forma esta mescla cultural transformou a mulher que é hoje?
Enriqueceram-me muito. Hoje, sou uma pessoa com muitas influências. Costumo dizer que um açoreano é um cidadão do mundo, para além disso sou de uma região com mar e com uma ligação muito grande à natureza, o que reforça o meu interesse por Cascais. Com 6, 7 anos, estive 2 anos a viver nos Estados Unidos. Portanto, a 1.ª vez que fui à escola foi numa escola americana. Naqueles 2 anos, vivi experiências de enriquecimento na minha vivência com o mundo que, hoje, são parte substancial da forma como encaro o mundo. Para além disso, também a atividade artística, a atividade pianística, também me levaram para muitas partes do mundo e obrigou-me a focar em partes importantes do ser humano. A ideia que este enriquecimento do ser humano através da cultura, seja através de que área artística for, faz com que seja um ser humano melhor.

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Pianista, diretora artística do Festival Musica Atlantic nos Açores, diretora da Cultura Regional dos Açores, presidente da Orquestra Metropolitana de Lisboa, ministra da Cultura, deputada, candidata à Câmara de Cascais. Um percurso extenso. É um percurso que a realiza?
É, antes de mais, um percurso muito trabalhoso. Tem sido uma vida de entrega, sobretudo a causas, a princípios e a desafios que têm sempre como denominador comum o serviço público. Acredito firmemente no serviço público, acredito que temos uma obrigação que tem a ver para além do nosso bem estar e da nossa família mas temos uma obrigação de nos dar também aos outros, e dar um contributo para que a vida coletiva seja melhor.

Como cidadã, com responsabilidades políticas, de que forma pode fazer a diferença?
Tem a ver com a natureza das pessoas. As pessoas são todas diferentes umas das outras e se os princípios políticos enquadram as pessoas em termos ideológicos, a verdade é que individualmente somos todos diferentes. A minha natureza, a forma como estou na vida, como estou na política, como estou na arte, na música, na cultura, faz de mim um agente político diferente. Talvez seja por essa diferença existir, e as pessoas reconhecerem-na, que o meu percurso tem sido muito vasto e tem sido satisfatório. Tenho tido a felicidade, por onde tenho andado, de ter sentido que tem valido a pena esta minha entrega. As pessoas são todas diferentes umas das outras e garanto-lhe que não há ninguém igual a mim.

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Gabriela Canavilhas na Casa das Histórias Paula Rêgo, em Cascais Foto: Carlos Ramos

E, dentro desse quadro de diferenças, o que a diferencia mais do atual presidente da Câmara de Cascais?
Julgo que tem a ver com esta multiplicidade de experiências. Não fiz uma carreira dentro do partido [PS], entrei para a política já depois dos 50 anos, não fiz o percurso habitual de quem está na militância partidária…

Foi mais difícil por isso?
Não, acho que foi mais fácil até porque não resultou de um percurso lutador para chegar onde cheguei, resultou de um ato natural, a tal consciência que é preciso entregarmo-nos aos outros em determinada fase da nossa vida. O meu oponente, o candidato da Direita aqui em Cascais, começou com um percurso muito linear ligado ao partido [PSD] e essa é a grande diferença que nos destingue.

"O FACTO DE SER MULHER TORNA-ME MUITO MAIS EXPOSTA"

O facto de ser mulher fragiliza-a na refrega política?
E de que maneira. Portugal tem dado exemplos muito importantes ao mundo, em termos de legislação para a igualdade de géneros, e somos uma referência nesse domínio, mas as mentalidades não se mudam por legislação. Sinto que o facto de ser mulher torna-me muito mais exposta e faz com que eu precise ser muito mais perfeita, sem qualquer tipo de erro, caso contrário sou sujeita a críticas muito mais ferozes do que se fosse homem.

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Sente esse escrutínio, por exemplo, nas redes sociais?
Sinto, absolutamente. E lembro-me de ver comentários muito desagradáveis em relação a Assunção Cristas, que é uma mulher que está na política de uma forma aguerrida e de uma forma séria. Também a Teresa Leal Coelho é uma mulher que tem sofrido muito, apenas por ser mulher. Não é uma questão do lado partidário em que eu me encontro, não é uma questão de Esquerda nem de Direita, é uma questão de género e as mulheres que têm a coragem de enfrentar estes desafios políticos estão também a expôr-se pessoalmente, por vezes a expor as suas famílias e estão muita mais frágeis no espaço público do que os homens.

De que forma é que essas críticas limitam a sua ação?
Francamente, todos os embates e críticas públicas que tenho tido na vida não têm conseguido lograr o objetivo de me manietar, assustar ou restringir a minha ação. É certo que afetam a minha família. Quer a minha filha, quer o meu marido, ficam afectados, não gostam e tentaram evitar que eu fosse candidata aqui a Cascais, até para me preservar. Quando temos a consciência tranquila e a certeza das nossas razões e quando estamos genuinamente no espaço público e no espaço político a pensar nos outros nada disso nos afeta. Porque, acreditem, há políticos que estão no espaço da política porque querem o melhor para os outros, querem servir melhor, é uma questão de serviço à comunidade e há muito mais políticos com qualidades e com mérito do que aqueles que não têm qualidade nem mérito. Quando se denigre os políticos está a denegrir-se a Democracia, porque não há Democracia sem política.

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Gabriela Canavilhas fotografada na baía de Cascais Foto: Carlos Ramos

Falou da família. De que forma o seu marido reagiu quando o informou que iria aceitar mais este desafio?
Não queria. O meu marido estava receoso do tipo de ataques vque podem advir desta exposição e também está consciente que este é um trabalho insano  do ponto de vista pessoal e o trabalho autárquico é dos trabalhos mais difíceis da política, porque não tem um tempo livre, não tem um fim de semana.

Ele está preparado para abdicar de si durante 4 anos?
Ele não está preparado. Tenho consciência que é um sacrifício grande que se pede à família mas é necessário ser feito e, se os bons se afastam desta luta fica espaço para os maus. Quem tem consciência que está a fazer um bom trabalho tem a responsabilidade de partilhar esse trabalho com os outros.

"CONTINUO A TER POR JOSÉ SÓCRATES UM CARINHO MUITO GRANDE"

Disse uma vez que tem alguma facilidade em fazer inimigos. Continua a fazer inimigos no mundo da política? 
É com pena mas a minha mãe disse-me uma vez: "Quem não tem inimigos não merece ter amigos". Isso é verdade porque a capacidade de suscitarmos emoções nos outros – e as emoções podem ser positivas ou negativas – é o que distingue e complementa os inimigos e os amigos que fazemos. Talvez por ser naturalmente espontânea, transparente, um bocadinho talvez ingénua, na medida em que não sou calculista e pensar no que é que vou dizer para me ficar bem e que vai granjear-me este e aquele apoio e que vou conseguir esta e aquela estratégia de futuro, não tenho esse hábito.

E essa transparência é um defeito ou uma virtude?
É um defeito quando se quer fazer carreira política mas é uma virtude quando se quer estar livre na política e eu considero-me uma pessoa livre na política.

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A candidata do PS à Câmara de Cascais, na Guia Foto: Carlos Ramos

É difícil fazer amigos na política?
Não é muito comum. Fazem-se mais amigos na política nesse percurso de longo termo para se atingirem determinados patamares nos companheiros de ‘route’ mas, na vida partidária, no dia a dia dos grupos parlamentares, na luta partidária, não é de facto um meio muito amigo de criar cumplicidades. É um pouco individualista.

Quando José Sócrates esteve detido em Évora, a Gabriela Canavilhas foi uma das pessoas que o visitou. Isso foi uma prova de amizade ou um ato político?
Foi uma prova de amizade como é evidente.

Falo em ato político porque houve outras figuras do PS que não o fizeram.
É verdade mas também houve personalidades de grande peso, como o dr. Mário Soares, que não só o fizeram como uma prova de amizade mas sobretudo como um ato político no sentido que assinalavam aquela visita e a situação em que estava José Sócrates como um ato político. Devo ao eng. José Sócrates bastante, sobretudo o grande apoio de quando eu estava no Governo. A passagem pelo Governo é difícil, o nosso, o 2.º chefiado por José Sócrates, foi particularmente difícil porque apanhou a crise de 2008, apanhou aquele momento em que as economias do mundo estavam todas a descambar a nossa economia, por ser frágil, encontrou ali um embate fortíssimo e por isso foi um Governo com dificuldades, e ele esteve sempre do meu lado e ajudou-me bastante com o apoio incondicional. Nesse sentido, devia-lhe também esse ato de amizade. Devo dizer que continuo a ter por ele um carinho muito grande e espero que a situação dele se resolva o mais depressa possível.

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gabriela canavilhas, autárquicas 2017, candidata, ps, cascais Foto: Carlos Ramos

Não temeu que essa visita a prejudicasse politicamente?

Talvez até tenha prejudicado, sabe? E também me prejudicou, sobretudo do ponto de vista da Direita, eu ter ido ao aniversário dele, já depois de sair da prisão. Mas isso não me impede de manter o carinho que tenho por ele, a amizade e de lhe desejar o melhor nas circunstâncias que ele está a viver e desejar que se resolva o mais depressa possível.

"GOSTARIA DE VER UM CONCELHO MAIS COESO E IGUAL" 

Com a chegada a Cascais, depois dos Açores, é o regresso ao mar. O mar continua a ser muito importante para si?
De uma forma geral, o mar é uma marca profundamente identitária da nossa natureza, mas aqui em Cascais, até mais que no resto da costa, tem um valor simbólico. Foi aqui que o rei D. Carlos desenvolveu 12 campanhas oceanográficas, foi a partir daqui que se iniciou esta relação científica com o mar e Cascais tem esta maravilha que é o mar entrar mesmo dentro da vila e ter esta proximidade tão grande do mar com as pessoas. Estes quase 30 quilómetros de costa deve ser uma janela de oportunidade de Cascais poder relacionar-se com o mar em termos de opção identitária. Não é apenas o turismo que tem sido muito importante, o mar é hoje uma fonte quase inesgotável de conhecimento, na área da ciência, na área da investigação marítima e tudo quanto tem a ver com os novos modelos de alimentação do futuro. O mar é hoje a maior riqueza de qualquer país que tenha costa.

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E como é que vai enquadrar essa ligação na sua visão para Cascais?
Precisamente identificando o mar como o caminho e a prioridade dos pontos de vista dos modelos de desenvolvimento. Sabemos que o emprego está a mudar praticamente todos os anos e todas as grandes movimentações sociais levam a paradigmas diferentes de emprego. Onde é que podemos alocar e lutar para que o emprego tenha um valor acrescido? É no emprego qualificado que se atinge por via da consolidação académica, na consolidação do saber e, sobretudo, este tipo de emprego ter a mais valia de decorrer e gerar riqueza em pequenos organismos. Não é necessário um grande parque industrial para se ter um emprego qualificado na área por exemplo na investigação científica biomarítima ou nas novas tecnologias. A qualificação e a especialização do emprego é aquilo que precisamos apontar para Cascais. Queremos manter os jovens em Cascais.

Num momento em que Portugal vive uma exploção na área do turismo, de que forma este setor está enquadrado no seu projeto?
Não só o queremos consolidar como queremos orientá-lo para segmentos de qualidade. Neste momento é um pouco indefinido o perfil do visitante de Cascais em termos turísticos. Aquilo que temos como dado certo é a procura do mar mas não temos, por exemplo, o turismo cultural, não temos suficientemente desenvolvido o turismo de natureza, estamos ao lado do Parque Natural Sintra-Cascais, temos toda esta costa de mar. Para além disso, Cascais não é só aqui junto ao mar, é um concelho grande, é o 5.º maior do país em termos de população e Cascais tem toda uma ala, a norte e no interior que anseia por um olhar e uma discriminação positiva daquele território, porque tem tudo exceto o mar. Dou o exemplo da arqueologia: os nosso vestígios arqueológicos pré-romanos estão esquecidos, a Villa Romana da Freiria é outro grande polo científico da arqueologia e está abandonado.

As assimetrias dentro do conselho será um dos maiores desafios?
Sem dúvida. O território é grande, tem potencialidades no interior e no norte que não estão a ser exploradas. A ideia de novas centralidades no interior, isto é, se intervirmos na reorganização urbana criando polos de interesse, praças com traço de arquiteto, de qualidade devidamente relacionadas com a natureza e conjugadas com novos centros âncora, se todos os novos projetos que apareçam em Cascais forem direcionados para Alcabideche, se forem direcionados para São Domingos de Rana, vamos criar 2.ªs e 3.ªs alternativas a este centro, porque o centro já está sobrecarregado, não só do ponto de vista da construção como de população, e precisa de respirar até para saber receber bem os seus visitantes.

Para isso terá de haver um trabalho de maior proximidade com as Juntas de Freguesia?
Com certeza, as Juntas de Freguesia são o elo mais próximo das pessoas e com o novo projeto de descentralização administrativa que o governo está a ultimar vai mudar completamente a relação das autarquias com a população neste novo ciclo autárquico. As Juntas de Freguesia vão ter orçamento, vão ter um plano de atividades, vão ter responsabilidades políticas, vão chegar às pessoas e cumprir a sua missão. A centralização é o mal de muitos pecados e queremos inverter esse processo democrático.

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Gabriela Canavilhas na Casa das Histórias Paula Rêgo, em Cascais Foto: Carlos Ramos

Como antiga ministra da Cultura, de que forma vai enquadrar essa área no desenvolvimento do concelho?
Reconhecendo que Cascais tem uma história e uma relação com o património que não está a ser devidamente valorizada. Há pouco falei do património arqueológico, temos vestígios de património arqueológico em Cascais que está completamente abandonado. Temos em Cascais alguns instituições que têm peso, como é o caso da Casa das Histórias Paula Rêgo, mas não temos muito mais do que isso. Tendo em conta a dimensão de Cascais, justificava que tivesse sinais que o colocassem como uma referência cultural. O próprio Festival Internacional de Música do Estoril, que há umas décadas, já tem 24 anos, colocou o Estoril no mundo do ponto de vista cultural, tem os concertos a realizarem-se em Lisboa. Houve um festival de cinema internacional com algum peso e visibilidade. Dois anos depois já estava a ser realizado em Sintra. Cascais abandonou também esse projeto. Durante muitos anos houve o Festival Jazz de Cascais, foi a grande internacionalização de Cascais, morreu. O que há neste momento são as Festas do Mar, que são interessantes como grande massificação do entretenimento mas, para além do entretenimento precisamos de cultura, porque os grandes espetáculos, as grandes manifestações artísticas, podem ser entretenimento sim mas têm que ser também transmissão de saber, consolidação de qualidade, criação de gosto, criação de conhecimento. E é isso que não temos neste momento.

E o que faria sentido, neste momento e em termos culturais, em Cascais?
Entendo que Cascais deveria ter uma bienal internacional de teatro feita com a dimensão suficiente para ter projeção internacional, porque não queremos ser um cochicho ou um quintal de Lisboa, queremos ser uma referência que tem com as sua congéneres aqui ao redor uma posição de competição, mesmo em termos de presença internacional, mesmo que seja feita numa sinergia de forças com Sintra, Oeiras, Amadora, para fazer algo que marque internacionalmente esta região é importante.

Caso venha a conquistar a câmara o que gostaria de ver realizado daqui a 4 anos?
Gostaria de ver um concelho mais coeso e mais igual. Que este desenvolvimento, resultado de décadas, que vemos no litoral, seja encaminhado para o interior. Quero que Alcabideche, São Domingos de Rana, tenham polos de desenvolvimento assentes na especialização, na ciência, na educação, polos de desenvolvimento turístico também. Quero dinamização no emprego. Temos a possibilidade de fazer em Cascais aquilo que o Governo tem feito no país, 175 mil empregos no último ano, queremos fazer o mesmo tipo de trabalho em Cascais.




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