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João Braga reage à polémica: "Se fosse homofóbico ficava a cantar sozinho"

Está ateado o fogo nas redes sociais por causa do filme 'Moonlight', em especial depois do fadista João Braga ter escrito "agora basta ser-se preto ou gay para ganhar Óscares".
Por João Bénard Garcia | 27 de fevereiro de 2017 às 22:06
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João Braga reage à polémica: "Se fosse homofóbico ficava a cantar sozinho"

Com apenas uma frase bombástica o fadista e compositor João Braga, de 71 anos de idade, incendiou esta segunda-feira, dia 27, ao final da tarde, as redes sociais, em especial os utilizadores do Facebook.

A propósito da atribuição pela Academia de Hollywood de um Óscar para melhor filme a ‘Moonlight’, traduzido para português como ‘Sob a luz do luar’ – um filme onde os protagonistas são todos negros – o conhecido fadista decidiu teceu um comentário que, ao site FLASH!, classificou como sendo "uma ironia" e uma "graçola".

"A distribuição dos Trumps – 'Agora basta ser-se preto ou gay para ganhar Óscares'", escreveu no seu mural do Facebook, lançando, em menos de duas horas, um rastilho de raiva e insultos que se espalhou pelo ciberespaço.

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Facebook, joão braga

"Pus aquilo em tom irónico, sem ofender ninguém. Isto não ofende ninguém", defende, enquanto relê, ao telefone, o que escreveu no Facebook e à medida que lê os comentários mais assanhados dos seus interlocutores, agora claramente na pele de opositores: "Há aqui um tipo que me chama racista e homofóbico. E diz que ‘se os filmes fossem sobre p****, touros e vinho Verde eu estava de pé a aplaudir’. Posso-lhe responder?: ‘Só se fosse a tua mãe’"....

Sem ter visto as partilhas em páginas pessoais feitas por muitos dos comentadores da frase que colocou no seu mural do Facebook e sem ter lido os comentários mais agressivos e até insultuosos deixados por várias pessoas a essas partilhas, João Braga minimiza o impacto das suas afirmações dizendo: "Não tive reações violentas".

O fadista considera que as pessoas reagem de forma extrema se alguém falar nas redes sociais em "pretos ou gays" e descreve as reações mais frequentes: "ou saltam do armário ou saltam da cubata".

Para o artista, "aquilo que se passou na madrugada dos Óscares foi uma coisa vergonhosa". "Já o ano passado com aquela revolta do Spike Lee [ator que reclamou por não haver negros entre os nomeados para os Óscares] é uma coisa incompreensível. Não é por um gajo ser preto, tibetano ou chinês que merece mais ou menos receber um Óscar", remata, sublinhando que a sua frase existe num certo contexto: "o ponto disto tudo é aquela cruzada imbecil anti-Trump que se está a fazer nos Estados Unidos, desde que ele ganhou as eleições. Deixem o homem falar".

"SE FOSSE HOMOFÓBICO FICAVA A CANTAR SOZINHO"

"Se tivesse algum problema com pretos ou com gays já se teria dado conta ao longo de todos estes anos. Era só que me faltava chegar a esta idade [71 anos] e dar para ser racista. Nunca fui racista ao longo da vida. E homofóbico ainda menos, pois tive amigos e amigas que são gays. Se calhar, no mundo do espetáculo, corria o risco de ficar a cantar sozinho. Nunca tive esse problema. Não tenho nada a ver com o que as pessoas fazem na sua vida privada", salvaguarda.

Quanto aos comentários menos simpáticos que for lendo nas redes sociais nos próximos dias a respeito do que afirmou, João Braga garante que não vai transformar o seu Facebook "numa peixaria ou numa Praça da Figueira". "Se houver insultos não responderei. Sei que as pessoas se sentem realizadas por insultar figuras conhecidas do público. Acho uma atitude de fraqueza e como não tenho telhados de vidro vou ignorar", remata.

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