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José Alberto Carvalho: descobrimos a paixão secreta do pivô

Foi por causa de uma enorme paixão que José Alberto Carvalho é hoje um dos melhores pivôs da TV nacional.
21 de fevereiro de 2017 às 18:21
José Alberto Carvalho: DJ em Viseu
O DJ José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
José Alberto Carvalho
Gala OMA
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Gala OMA
Gala OMA
Gala OMA
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Gala OMA
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Gala OMA, José Alberto Carvalho
Gala OMA José Alberto Carvalho
Gala OMA, José Alberto Carvalho
Gala OMA,José Alberto Carvalho
Gala OMA,José Alberto Carvalho
Gala OMA, José Alberto Carvalho
Gala OMA,José Alberto Carvalho
Gala OMA
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José Alberto Carvalho diz que foi um acaso que o encaminhou para a vida que hoje tem. O pivô da TVI até pensava seguir medicina veterinária mas foi uma enorme paixão que lhe abriu portas para começar o percurso no mundo da comunicação. E essa paixão tem um nome: música.

Agora que a TVI celebrou 24 anos, José Alberto salientou o momento em que entrevistou em estúdio e em direito Seu Jorge. "Falámos pela primeira vez às 6 da tarde e às 10 da noite despedimo-nos com um beijo. Ficámos amigos para a vida", garante o jornalista, com um brilho nos olhos.

É sempre assim quando fala de música. Afinal foi por causa dela que descobriu que tinha um vozeirão, dom natural que o catapultou para o sucesso que tem profissionalmente. Mas vamos à história. Um dia, um professor faltou à aulas e José Alberto foi desafiado por um amigo a ir com ele a uma rádio pirata.

No dia seguinte voltou, já com discos debaixo do braço. Pouco tempo depois, o amigo desafiou Carvalho a falar ao microfone e... descobriu-se "uma voz radiofónica. Até ali não sabia que tinha, francamente não sabia que tinha. Se não fosse esta circunstância completamente fortuita se calhar a minha vida teria sido completamente diferente", disse numa entrevista a uma radio estudantil.

As portas da rádio abriram-se e, depois mais tarde, também por causa da música, chegou à RTP, onde tinha como missão cruzar uns discos. Mais tarde, graças à voz que tem, foi chamado para a redação. 

A música tem sido uma companheira de vida. E foi por causa da música que aceitou o convite de ser o DJ da 20.ª edição da gala OMA – Os Melhores Anos, que decorreu em Viseu, em outubro, onde José Alberto falou da paixão pela música, da sua juventude e mostrou o lado mais íntimo. Aos 48 anos, José Alberto Carvalho revelou-se "ligeiramente provocador" e garantiu que convive bem com as suas imperfeições.

Recorde a entrevista que deu, em exclusivo.

É o 20.º aniversário desta gala. Apesar de ser a primeira vez que marca presença, sente-se parte integrante desta ‘família’?
Acho que sim… Há 20 anos que me convidam e nunca consegui vir, ou por trabalho ou por obrigações familiares, ou por qualquer outra razão e desta vez achei que tinha de vir. Isto nasceu com a ideia de recuperar algumas memórias e um certo ambiente dos anos 90, quando o The Day After funcionava aqui. O The Day After era uma enorme discoteca, muito divertida e emblemática.

Veio a esta gala com um estatuto especial…
Essa é a parte que vai correr menos bem (risos).

Foi desafiado para ser o DJ convidado ou foi uma proposta sua?
Foi uma conversa louca que tive com o José Arimateia. Disse-lhe que talvez fosse engraçado eu passar umas músicas. Mas a minha ideia era passar umas quatro ou cinco e não fazer uma hora. Gosto muito de música, faço umas brincadeiras em casa para mim.

Quando é que despertou em si esta veia de DJ?
Desde sempre. Quando vivia aqui em Viseu acompanhava um grupo de amigos que tinha um negócio muito revolucionário para a época, que era a Festrónica. Era um conceito de festa portátil, com equipamento, DJ, discos. Tinham uma carrinha e eram contratados para animar festas. E eu sempre os acompanhei, sempre gostei muito de música. Comecei a trabalhar muito cedo porque gostava de música e achava que os meus pais não tinham nenhuma obrigação de me dar dinheiro para comprar discos. O dinheiro que ganhava era praticamente só para discos.

Que ‘playlist’ escolheu para este evento?
Neste caso é uma ‘playlist’ mais temática porque a ideia é corresponder aos ‘Melhores Anos’ e a média etária está acima dos 40. A ideia é que as pessoas se divirtam, que possam dançar e que tenham boas memórias. A primeira música do alinhamento tem a ver com o facto de há 20 anos eu ser convidado e não conseguir vir, e agora estar cá. A música chama-se ‘Close to You’. É a minha forma de agradecer às pessoas por estar perto delas. Tenho ótimas memórias do tempo que vivi em Viseu, estive cá até aos 19 anos, e mesmo depois vinha cá sempre. Passei anos a vir cá todos os fins de semana, de sexta a domingo, quando fui para o Porto.

Quais foram os seus melhores anos?
As fases são todas diferentes e neste momento sinto-me numa fase muito serena da minha vida em relação a mim próprio.

O GOSTO PELA DESCONSTRUÇÃO

Descobriu em si coisas que desconhecia?
Convivo muito bem com as minhas circunstâncias hoje em dia, com os meus defeitos, com as minhas imperfeições, com as minhas falhas. Não é que deseje as minhas falhas e as minhas imperfeições, mas convivo bem com elas. Estou numa fase muito menos angustiada. Sob o ponto de vista profissional sou suficientemente perfeccionista mas gosto muito da inspiração, do ‘flash’, do ‘kick off’.

Como acha que o público vai reagir à sua atuação?
Com medo! Com medo! (risos) Acho que o processo de desconstrução das coisas, das pessoas, é um processo muito interessante e criativo. E eu sempre procurei fazê-lo na minha vida profissional, sempre procurei desconstruir as coisas.

Foi por isso que deixou de usar gravata às sextas-feiras?
Agora já não faço isso de forma obrigatória, mas sim, foi exatamente por isso. Quis desmistificar a "persona". É um exemplo, mas tenho outros mais subtis, na maneira como tento construir os textos, como tento interpretar as notícias e transmiti-las às pessoas, na maneira como encaro o trabalho de equipa em televisão. Gosto do exercício da desconstrução, porque é um exercício em que as pessoas se encontram numa forma mais genuína. Quando conseguem dar passos no sentido de se desconstruírem a si próprios, encontram-se.

E tem gostado do que tem encontrado em si?
Gosto desse desafio. Tenho um lado rebelde, ligeiramente provocador, no sentido de colocar um bocadinho de roupagem social de lado, e pensar: vamos ser felizes e divertidos!

Quando já se leva toda esta bagagem consegue-se prever o futuro?
Nunca!

NUNCA FEZ PLANOS

O que é que ainda lhe falta fazer?
Não faço ideia, nunca fiz planos na minha vida. Há uma frase do John Lennon que é muito importante para mim: "A vida é o que acontece quando estás ocupado a fazer outros planos." É de uma música maravilhosa, ‘Beautiful Boy’, que foi escrita para o filho dele, o Sean, e tem este verso maravilhoso. Nunca fiz planos.

Mudava alguma coisa no seu percurso?
É fácil dizer que sim… Mas é tão bom não sabermos o que vai acontecer, porque senão fazíamos os planos e dava tudo certo. E a vida era uma grande maçada. O fantástico da vida são os momentos surpresa, os bons e os maus.

É um otimista?
Intimamente acho que sou um otimista. Acho que há sempre tudo para se fazer. Detesto expressões do tipo "já foi tudo inventado". Não foi nada tudo inventado. As pessoas têm tendência para dramatizar os momentos menos bons que passam na vida, mas a verdade é que quando conseguimos ultrapassar esses momentos  –  e em regra conseguimos fazê-lo, com mais ou menos mossa – esses momentos são aqueles que nos transformam e que nos dão a oportunidade de sermos melhores. Não é quando a coisa corre bem que conseguimos ser melhores.

Foi nesses momentos menos bons que, mais uma vez, se encontrou?
As coisas más que me aconteceram foram as melhores que me aconteceram. As coisas más foram as piores de todas, mas permitiram-me, e obrigaram-me, a mudar. E eu encontro-me em praticamente todas as mudanças que fiz. Encontro mais satisfação nos momentos posteriores a esses momentos maus do que nos momentos anteriores.

Gosta da pessoa que é hoje?
Não é um exercício narcisista, nem de vaidade. Como disse, convivo bem com os meus defeitos, as minhas falhas e as minhas imperfeições. Não tenho pretensão de ser exemplar, não tenho pretensão de ser perfeito. Ambiciono ser o melhor que consigo em cada momento. Mas nessa equação do que é melhor em cada momento, a minha satisfação, a minha realização, assume hoje em dia um papel mais importante do que assumiu noutras épocas da minha vida. À minha maneira.

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