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Judite Sousa e a morte do filho: "Temos que estar preparados para as adversidades"

A jornalista emocionou-se durante a apresentação do livro 'Pensar, Sentir, Viver', um trabalho sobre a saúde mental que escreveu na sequência da sua própria depressão e luto pela morte do filho André Sousa Bessa.
Por Isabel Laranjo | 10 de maio de 2017 às 12:51
Judite emocionada em lançamento do livro
Judite Sousa
Judite Sousa
A mulher de Miguel Relvas, Marta Sousa
Ao centro, a mãe da jornalista
Helena Isabel também marcou presença
Iva Domingues
Sérgio Figueiredo e Cristina Ferreira
Cristina Ferreira
A ex-mulher de Carlos Cruz, Raquel Rocheta
Judite chegou acompanhada de António Santos, companheiro da amiga Cristina Gomes
António Santos é o companheiro da maquilhadora Cristina Gomes
Judite Sousa escolheu um modelo Elisabetta Franchi
Judite reencontra o amigo e comissário europeu, Carlos Moedas
Judite Sousa com a mãe
Judit
Judite Sousa e Tony Carreira
Judite sousa
Judite Sousa, António Santos e Cristina Gomes
Judite sousa, liv
Judite sousa, livro
Judite Sousa recebe o carinho de Cristina Ferreira
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite distribuiu sorrisos após a apresentação do livro
Judite Sousa com as amigas
Luís Cunha Velho, diretor da Plural, recebe o seu livro autografado
A cumplicidade entre dois grandes amigos: Judite e Vítor Gonçalves
Judite Sousa
Judite sousa, livro
Ju
Judit
Judite
Judite sousa
Judite sousa, l
Judite sousa, liv
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Judite sousa, livro
Sorrisos, lágrimas e abraços. O ambiente foi de emoções fortes, na FNAC do Centro Colombo, em Lisboa, onde Judite Sousa apresentou o livro 'Pensar, Sentir, Viver'. Um trabalho baseado em entrevistas ao psiquiatra Diogo Telles Correia e que esclarece muitas dúvidas sobre a saúde mental e o vasto espectro de doenças que abrange.

A morte de André Bessa, seu único filho, no verão de 2014, mergulhou Judite Sousa numa depressão profunda. A jornalista confessa, no prefácio, que a obra nasceu depois do turbilhão. "Infelizmente, na sofreguidão com percorremos este este trajeto sem sentido, só alcançamos a dimensão do nosso vazio quando paramos. E eu parei", explica.

UM LIVRO PARA AJUDAR QUEM SOFRE 

Após o choque inicial de ter perdido André, o seu único filho, conta: "Apercebi-me de que vivemos rodeados de pessoas que sofrem mentalmente, com ansiedade, com depressão ou com situações mais graves, que a todo o momento não encontram solução senão abandonar este mundo".

Judite Sousa pensou ajudar essas pessoas. Pessoas que sofrem, cada uma com o seu motivo, tal como a própria sofre. "Encontrou-se a minha inquietação sobre as questões da mente, nesta fase em que mergulhei no seu universo, por fui obrigada a tal".

A jornalista não quis alargar-se em discursos, a apresentar o livro. Usou como metáfora um dos seus filmes preferidos: 'Casablanca': "Porque tal como a vida é feito de contrastes. De preto e de branco". 

A MAIS DURA DAS DORES

A voz tremeu-lhe, mas manteve-se firme. Uma atitude que tem conseguido conquistar ao longo dos últimos 3 anos, tempo em que vai fazendo o luto pelo único filho que teve. "A vida é feita de ciclos, E temos de estar preparados para sabermos lidar com esses ciclos, com as adversidades da vida, num tempo confuso, complexo, perturbante, em que vivemos", avançou. "Um tempo que nos põe à prova a cada minuto".

Esta mãe, que perdeu o seu único filho, vai ultrapassando a mais dura provação da sua vida. "Precisamos de saber como conduzir as nossas vidas nos planos da razão e da emoção". Ao ajudar-se, durante estas conversas que teve com o psiquiatra Diogo Telles Correia e que agora oferece aos leitores, quer também ajudar os outros. "É este, para mim, o sentido deste livro". 

Muito emocionada, mas contendo as lágrimas, termina com uma frase sentida e que mereceu um forte aplauso de quem se encontrava na sala: muitos amigos, colegas de trabalho e familiares, como a mãe, Isabel. Quando ao sentido da obra, finaliza: "Porque o coração guarda sempre aquilo que nos escapa das mãos".

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