Notícia

Entrevista exclusiva

Marcelo Rebelo de Sousa: "O país está mais sereno"

À FLASH!, Presidente fala de esperança, deixa votos para 2017 e revela rituais para o novo ano.
Por Hélder Ramalho | 03 de janeiro de 2017 às 11:15
...
Marcelo Rebelo de Sousa: "O país está mais sereno"
Foto: Liliana Pereira
Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse como Presidente da República a 9 de março de 2016. Em nove meses, mudou por completo o paradigma de ser Presidente. Há quem o critique por "excesso de informalidade", outros preferem olhar para a atuação de Marcelo como uma forma de "humanização" do cargo presidencial.

A verdade é que nunca os portugueses estiveram tão próximos do seu Chefe de Estado. Deram-lhe 52 por cento dos votos, a 24 de janeiro. Rebelo de Sousa não teme a multidão, pelo contrário, abraça-a, tira selfies, sorri e dá beijinhos. A FLASH! apelidou-o de "Presidente do Povo" e Marcelo não recusou o epíteto, antes, reforça-o a cada dia.

A Campanha foi feita de afetos e de afetos tem sido feito o mandato. Seja quando dança a Marrabenta ao lado dos alunos da Escola Portuguesa, em maputo, seja quando se emociona na tomada de posse do amigo António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, ou num qualquer lugarejo de Portugal.

Passarm nove meses de presidência Marcelo e o país está diferente. O Presidente recusa a responsabilidade e dá os créditos aos portugueses. Em entrevista exclusiva à FLASH!, o Presidente da República fala de um país mais sereno e da necessidade do crescimento económico para redistribuir mais riqueza e melhorar as expectativas dos portugueses por um Portugal melhor.


No Natal teve os netos reunidos, "o melhor presente de todos", e cumpriu rituais dos tempos de criança: um mergulho no mar de Cascais. Para entrar em 2017 com energias renovadas  volta a repetir o mesmo ritual. "Irei nadar no dia 1", garante. Fica a entrevista intimista.

Tomou posse como Presidente da República, a 9 de março, de 2016. Sente que o país está diferente desde essa data para cá?
Sinto que o país está mais sereno, menos dividido e menos crispado, do que estava há uns meses claros. Sentiu-se no período de verão, na transição para o outono e sente-se agora no Natal e no fim do ano, um clima menos tenso.

Sente que a sua forma de estar na presidência contribuiu para isso?
Isso eu não diria, ficaria mal elogiar-me a mim mesmo, mas diria que em geral as pessoas sentiram que depois de um período de crise, muito agudo, agora era preciso criar um ambiente de normalidade e elas próprias, naturalmente, foram criando esse ambiente de normalidade. O mérito é dos portugueses, não é do Presidente da República.

O que espera que 2017 traga à sociedade portuguesa?
Acho que depois desta distenção haja mais crescimento económico. O que nós precisamos, de facto, é de mais crescimento económico para o ano que vem, isso vai permitir por um lado que a distenção continue e que, por outro, haja mais riqueza para distribuir e nesse sentido seja possível ir mais longe em domínios em que os cortes financeiros ainda pesaram muito este ano e ir mais longe nas expectativas e nos projetos de vida das pessoas. Para isso, ter um crescimento económico superior ao dos últimos anos é fundamental.

Um ritual que mantenha para entrar no Ano Novo?
Faço sempre uma coisa, que aconteceu no dia de Natal e que acontece no dia de ano Novo: nadar no mar. Isso acontece desde que sou criança. Nadei no dia 24 e no dia 1 de janeiro.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!

Mais Lidas

+ Lidas

Newsletter

Newsletter

Subscreva a newsletter e receba diáriamente todas as noticias de forma confortável

;