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Polémica

Negócio de milhões de 'Gato Fedorento' em risco de boicote

As declarações do primo de José Diogo Quintela, sobre o mercado de trabalho, geraram uma onda de indignação e ameaças contra a 'Padaria Portuguesa'.
Por Isabel Laranjo | 27 de janeiro de 2017 às 17:53
A discussão parlamentar da descida da TSU, no Parlamento, que acabou por ser chumbada, sobrou para o 'Gato Fedorento' José Diogo Quintela. O primo, e gerente do negócio 'Padaria Portuguesa', que conta com 50 lojas na região da Grande Lisboa, aceitou falar sobre o assunto e gerou uma onda de indignação, nas redes sociais. 

Em declarações à SIC, Nuno Carvalho explicou que a descida da TSU não iria beneficiar o negócio familiar.

Adiante, o primo de José Diogo Quintela explicou o que queria ver discutido, em sede parlamentar. "Estamos interessados em medidas estruturais e não temporárias", explicou o gerente da marca 'Padaria Portuguesa' à SIC. 

As medidas estruturais, para Nuno Carvalho, assentariam numa "flexibilização da contratação, do despedimento e do horário extra de trabalho". E foram estas declarações a gerar a fúria nas redes sociais, onde o vídeo desta entrevista à SIC se tornou viral, fazendo que que uma multidão de indignados manifeste a intenção de fazer um boicote à empresa do 'Gato Fedorento' e do primo, não indo a nenhuma das lojas, espalhadas por várias localidades.

O primo de José Diogo Quintela foi mais longe: "O mercado de trabalho é o entendimento entre aquilo que a entidade patronal necessita e os colaboradores também necessitam. E esse entendimento é tácito, hoje, que não deve ser fechado a 40 horas semanais, só porque a lei o diz. Que tem que se pagar horas extra com volumes consideráveis de acréscimo, em matéria de custo com pessoal, que penaliza as organizações".

UMA FAMÍLIA À ITALIANA

Foi em 2009 que os primos José Diogo Quintela e Nuno Carvalho tiveram a ideia de abrir uma rede de padarias, de estilo tradicional e familiar. Em 2011 abriu a primeira loja. Hoje são 50. Servem cerca de 27 mil pessoas por dia, empregam 900 colaboradores e tiveram, em 2016, uma faturação de 26,3 milhões de euros. Em 2017 esperam faturar 38 milhões de euros.

O negócio foi montado com recurso a dinheiro de família. "Somos aquela família tipicamente italiana. Que fala muito, que ri muito, que chora muito", contou, em entrevista ao 'Correio da Manhã'. E explicou como começou aquele que hoje é um autêntico império. "Atirámo-nos às cegas", afirma Nuno Carvalho que contou com todo o apoio do 'Gato' José Diogo Quintela. "O meu primo deu-me cartão verde para tudo". As tias Ana e Graça e o primo Rodrigo foram os restantes investidores.

A 'Padaria Portuguesa' começou a surgir em vários bairros lisboetas. E o negócio corre tão bem que, até 2019, Quintela e o primo pretendem abrir mais 30 lojas, na Grande Lisboa, passar dos 900 para os 1500 colaboradores e mudar a fábrica de Loures para o centro de Lisboa. Resta aguardar pelas consequências de um eventual boicote, prometido nas redes sociais.

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