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Terrorismo

Quintino Aires vive de perto terror em São Petersburgo

O psicólogo vai com frequência à Rússia onde estudou e leciona, para além de participar em diversos eventos ligados à Psicologia. Quintino Aires afiança não ter medo, apesar do ato terrorista que provocou 14 mortos e 45 feridos
Por Isabel Laranjo | 04 de abril de 2017 às 20:04
Atentado terrorista em São Petersburgo
O psicólogo Quintino Aires foi a tribunal defender a pedagogia da sua colega Teresa Paula Marques, no final do testemunho ainda foi dar um beijinho à "rival" da estação de Carnaxide que estava na sala de audiências.
Um bombista suicida, de 22 anos, natural de uma ex república soviética, fez-se explodir numa carruagem de metro, em São Petersburgo
São Petersburgo é a segunda maior cidade russa e aquela onde nasceu Vladimir Putin. O presidente russo estava na cidade no dia do atentado terrorista. Aqui, uma vista do Museu do Hermitage, um dos monumentos mais visitados
Quintino Aires é um dos mais conhecidos psicólogos portugueses. Aqui, na Antena 3, no programa 'A Hora do Sexo'
O psicólogo costuma almoçar na copa do Instituto Quintino Aires, onde dá consultas e se dedica aos estudos diariamente
O psicólogo durante uma reunião com a sua equipa, no Instituto Quintino Aires, em Lisboa
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Desde 1996 que o psicólogo Quintino Aires vai regularmente à Rússia. Ao site FLASH!, o psicólogo clínico comenta o atentado ocorrido na tarde de segunda-feira, 3 de abril, no metro de São Petersburgo. "Naturalmente que em qualquer população existe sempre um efeito psicológico, após um acontecimento destes".

Joaquim Quintino aires tem uma ligação de grande proximidade com a Rússia. Fez formação na MGU - Universidade Estatal de Moscovo, onde atualmente leciona algumas cadeiras. Em 2011, recebeu o título de Professor Emérito da Universidade de Moscovo e, em junho de 2012, foi condecorado pela Sociedade Russa de Psicologia. É na qualidade de professor que Quintino Aires viaja com regularidade ao país dos Czars, mais à capital Moscovo, mas também a São Petersburgo – mais a passeio ou a alguma reunião profissional –, antiga Leninegrado, onde esta segunda-feira decorreu o atentado. "Há sempre a preocupação. Felizmente, dos amigos que tenho em São Petersburgo nenhum se encontrava na cidade, estavam todos em Moscovo na altura do tentado", refere o psicólogo Quintino Aires. 

É por esta ligação estreita à Rússia que Quintino aires viveu e sentiu de perto mais este atentado de terror que provocou 14 mortos e várias dezenas de feridos. Mas o psicólogo não se deixa vencer pelo medo e a ligação e as viagens àquele país vão seguir normalmente como até aqui. 

As autoridades russas identificaram Akbarjon Djalivov, 22 anos, natural da antiga república soviética do Quirguistão, com uma população maioritariamente muçulmana, como o bombista suicida, que se fez explodir dentro de uma carruagem, com uma bomba artesanal.

Para provocar maiores danos, a bomba, além de pregos, continha lâminas. Até à tarde de terça-feira, 4 de abril, tinham sido identificados 14 mortos e tinham dado entrada nos hospitais da segunda maior cidade russa 45 feridos.

Quintino Aires mantém a confiança nas suas idas à Rússia. "Receio não possso ter. Temos que continuar a viver. E acredito na capacidade das autoridades para nos protegerem. Mas fico apreensido e triste. É impossível não o ficar. Temos que estar sempre atentos, em todo o lado, e seguir todas as normas de segurança que nos são sugeridas".

O psicólogo terá uma deslocação à Rússia, em julho. "Se não me convidarem antes – porque já tive situações de me chamarem e estar lá passados 3 dias – irei a um congresso em Ectarimburgo, que assinala os 115 anos do nascimento do psicólogo Alexander Luria". 

AVISO À POPULAÇÃO

Sem medos acrescentados. "Não vou recuar. Desde que conheci a Rússia que ganhei um novo gosto pela Psicologia", revela Quintino Aires. "Em 1996, trabalhava no Hospital Militar mas queria despedir-me, porque não gostava do meu trabalho. Foi quando me foi sugerido que fizesse estudos em Barcelona. Aí conheci um colega que tinha estudado em Moscovo e me falou de como era estudar psicologia lá. Depois, fui para o Canadá, onde tive uma professora da Universidade de Moscovo".

Em Portugal, Quintino Aires aconselha a que a população se habitue a seguir normas de segurança. Mesmo que, para tal, tenham, por exemplo, que chegar com maior antecedência a aeroportos ou situações onde há grande concentração de pessoas, como concertos ou jogos de futebol, para que a polícia proceda a revistas. "O facto de as pessoas se aborrecerem com isto mostra que não têm consciência das atuais circunstâncias do mundo em que vivemos".

O psicólogo acrescenta: "Se falarmos com um inglês ou um francês é completamente diferente. Nota-se, no discurso, que estão familiarizados com os perigos e as normas de segurança. Por cá, é preciso irmos respeitando as regras", avisa.

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