C-Studio

C-Studio i

É preciso combater o estigma da urticária

A 1 de outubro, assinala-se o Dia Mundial da Urticária. Uma doença com consequências que vão além das visíveis manchas na pele.
29 de setembro de 2020 às 10:01
É preciso combater o estigma da  urticária

A urticária é uma doença que afeta entre 15% e 25% da população em geral, pelo menos uma vez na vida. Isto significa que um em cada quatro a cinco portugueses, ao longo da sua vida, irá sofrer de pelo menos um episódio de urticária1.

Esta doença pode definir-se como aguda ou crónica, consoante a sua duração. Cerca de 1% da população mundial sofre de urticária crónica (UC), que afeta sobretudo as mulheres, podendo ter a duração entre um e cinco anos3.

A UC subdivide-se ainda em espontânea (UCE), caso os sintomas surjam espontaneamente ou indutível (UCInd), caso surjam em resposta a estímulos específicos como frio ou calor3, por exemplo. Estima-se ainda que 2/3 dos casos de UC sejam de urticária espontânea4.

Apesar de esta ser uma patologia comum, é complexa e incapacitante, causadora de medo e desconforto, tendo um elevado impacto a nível psicológico e nas atividades diárias dos doentes1-3.

Neste sentido, de forma a sensibilizar todos os portugueses para esta doença, foi hoje lançada a campanha "Viva na pele de quem se sente bem", para assinalar o Dia Mundial da Urticária, celebrado a 1 outubro.

Esta campanha advém de uma parceria entre a Novartis e a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) e pretende, através de uma "mancha" nas redes sociais, alertar a população para as implicações da urticária crónica espontânea, desmistificando a doença e sensibilizando para o impacto que esta tem no dia a dia dos doentes. A campanha pretende chamar a atenção para os sintomas que possam surgir, tais como manchas avermelhadas e com relevo, comichão intensa e inchaço (edema) e para a importância de um acompanhamento e tratamento adequados2,3.

Pelo quarto ano consecutivo existe um esforço conjunto da Novartis e da SPAIC para dar vida à campanha de divulgação da UCE. Este ano, e mantendo a assinatura #eusouatuarede, o mote da campanha "Viva na pele de quem se sente bem" pretende reforçar o facto de as pessoas que apresentam esta doença crónica terem necessidade de contar com uma rede de apoio e compreensão que reconheça as suas dificuldades e necessidades.

Com uma comunicação presente em diferentes segmentos de media e plataformas digitais, de que é exemplo o Facebook da SPAIC, o Instagram "Uma pele para a vida" e o site da Novartis www.umapeleparaavida.pt, o foco da campanha mantém-se nos doentes com urticária, ao mesmo tempo que fornece, a todos os portugueses, informações importantes relativas à doença.

Esta é, portanto, além de uma campanha de informação nas redes sociais, uma ação que pretende sensibilizar a população para o facto de as pessoas que sofrem de UCE serem, muitas vezes, arrastadas para situações que podem vir a provocar o seu isolamento. Este isolamento decorre, muitas vezes, de sentimentos de vergonha e/ou medo de se expor aos outros1,5, privando-se de uma vida normal que chega a ter impacto inclusivamente no uso de certas roupas, convívio com familiares e amigos ou até mesmo implicações e limitações no exercício das suas funções profissionais1.

Referências:

1. Costa, C. et al., Doente com urticária crónica: diagnosticar e tratar melhor, Postgraduate Medicine, Vol. 45(1):1-8;
2. Costa C, et al. AWARE baseline characteristics of Portuguese patients, Acta Med Port 2019 Feb;32(2):133-140;
3. Costa C, et al., Urticária Crónica – Do diagnóstico ao tratamento, revista SPDV 2016, 74(4): 315-325;
4. Costa C, et al., Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Urticária Crónica Espontânea: Recomendações em Portugal Acta Med Port 2016 Nov;29(11):763-781
5. Yadav S, et al., Management of Difficult Urticaria, Indian J Dermatol. 2009 jul-sep; 54(3): 275–279.

 

 

IRCSU/042/092020

Partilhar
;