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Judite Sousa sobre Miguel Sousa Tavares: "Senti as lágrimas quase a soltarem-lhe dos olhos "

Depois de entrevista a Marcelo Rebelo de Sousa, o jornalista colocou ontem à noite um ponto final numa carreira de 45 anos no Jornalismo. Judite Sousa não ficou indiferente a este adeus.
Por Ana Cristina Esteveira | 05 de outubro de 2021 às 11:55
Miguel Sousa Tavares volta ao centro da polémica
Miguel Sousa Tavares criticou Ricardo Araújo Pereira, a quem chamou de "muito pouco criativo, muito pouco imaginativo e muito preguiçoso", e Ljubomir Stanisic quando o chef jugoslavo acusou o governo de não ter "tomates para fechar restaurantes", por causa da Covid-19. Agora é ele o criticado.
Miguel Sousa Tavares durante o seu espaço de opinião na TVI
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Ricardo Araújo Pereira
miguel sousa tavares, Ljubomir Stanisic
Miguel Sousa Tavares arrasado após entrevista a primeiro-ministro António Costa
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
graça fonseca, miguel sousa tavares
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Teresa Caeiro, separação
Miguel Sousa Tavares, Ricardo Araújo Pereira
miguel sousa tavares, Ljubomir Stanisic
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Miguel Sousa Tavares, de 69 anos, disse ontem à noite, 4 de outubro, um "adeus" definitivo ao Jornalismo. Depois da entrevista que fez ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, colocou um ponto final numa carreira de 45 anos como jornalista. A decisão já havia sido anunciada pelo próprio à revista 'Visão'.

"Vou revelar um segredo: daqui a três semanas entrego a minha carteira profissional de jornalista e deixo de fazer jornalismo. Vou continuar a ter a minha coluna de opinião no ‘Expresso’ – isso, para mim, não é jornalismo – mas acabaram as reportagens, as entrevistas, isso tudo. Ponto final", anunciou à cerca de três semanas à referida publicação. 

Judite de Sousa não ficou indiferente a esta despedida: "Nas gavetas da vida, que guardamos no cérebro, vamos acumulando memórias, conquistas e desilusões, alegrias, tristezas e, no limite, tragédias. Neste bullying emocional em que vivemos,onde não temos certezas de nada, estamos mais stressados. E, porventura, mais sózinhos. Próximos e Distantes. Frágeis e Fortes. São as estradas da vida que nos levam a cair, a reerguermo-nos, a recomeçar ou então, agarrados ao coração, a ficarmos a chorar baixinho", começou por escrever.

E continuou: "Lembrei-me destas palavras quando ontem senti a voz trémula e as lágrimas quase a soltarem dos olhos do MST [Miguel Sousa Tavares]. E pensei como é difícil libertarmo-nos de uma profissão que nos está colada à pele e, ainda mais difícil, quando se jogou na roleta da vida, se perdeu tudo".

E terminou, sem falar da sua própria experiência: "Qualquer que seja a adesão à realidade, é à volta das forças e fraquezas nesta era da globalização digital que tenho andado a escrever nestes últimos meses. Não é fácil. A escrita pode ser um exercício de uma forte violência psicológica. Vamos ver", concluiu Judite Sousa.

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