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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Grelha da Semana

E o vencedor é a RTP1

No fecho de junho, há um grande vencedor, a RTP1, um grande derrotado, a TVI, e um canal que, descendo, fica certamente satisfeito. Falo da SIC, porque desce mas alarga a vantagem sobre a concorrência.

Terramoto na televisão

Eis a chave que contraria a ideia de crise da televisão. Grandes jogos de futebol, acompanhamento em direto de notícias, espetáculos grandiosos para toda a família, e a sacrossanta ficção.

A TVI desistiu

Enigma: porque se rende e se retira do jogo a TVI? Abdicar será uma estratégia do diretor-geral Moniz? Se for, é preciso ter cuidado com a passagem à prática.

Jubileu

Há momentos em que alguns canais de notícias e telejornais desatam a imitar-se uns aos outros. Pior: há momentos em que essas imitações desenfreadas não têm qualquer razão de ser. Costumo chamar a esses momentos de imitação, em que os jornalistas decisores desistem de pensar pela sua cabeça e as emissões se replicam umas às outras sem critério aparente.

Verão difícil

O verão vai ser uma "prova dos 9" para a TVI, para podermos avaliar até que ponto o canal de Moniz e Cristina Ferreira está dependente de um só formato.

7 minutos

Sete minutos antes do golo do FC Porto, aconteceram dois lances quase simultâneos em Oeiras e em Manchester: o FC Porto reclamou um penálti por causa de uma mão que levou exatos 7 minutos a ser analisado pelo VAR e pelo árbitro da partida, e a equipa de Guardiola reduzia para 1-2, dando assim início à recuperação histórica.

A cantiga é uma arma

A cantiga é uma arma, diz-se com razão em Portugal, num princípio fundador da música de intervenção. A politização do Eurofestival foi sempre um fator que relativizou a sua importância. Mas o mundo mudou, e as causas irrelevantes do sociedade de consumo foram trocadas pela necessidade real, bruta e imperiosa de defender a paz e a resistência ucraniana contra o invasor russo.

Um título à BTV

O sistema muito particular que existe no futebol em Portugal, em que um clube transmite os jogos no seu próprio canal, foi posto à prova de uma forma que até parece de encomenda. Só um lunático imaginaria que o Benfica iria transmitir na sua televisão os festejos do principal adversário em pleno estádio da Luz. Aconteceu o absurdo – uma equipa festejava o 30º título de campeã, mas a realização mostrava os jogadores da equipa derrotada que termina o campeonato no terceiro lugar.

Marta Louro

A Marta Louro cresceu numa família que lhe passou os valores do trabalho, da coragem e do sacrifício em prol de um bem maior. Partilhava conhecimentos com colegas da sua geração, incentivava-os, num sinal do bom caráter que era o seu. Ajudava de forma altruísta quem a procurava.

Um homem simples

Parecia uma simples celebração da vitória eleitoral, mas na verdade era alta política. O presidente Macron, no último mandato, quer construir o mito de homem simples, do povo, decidido a unir a França e os franceses.

A monocultura de grelha

Repetir fórmulas de sucesso à exaustão é uma velha tentação de qualquer programador. É normal que assim seja. A dificuldade é sempre perceber em que momento se deve parar.

'Ídolos' sem açúcar

A versão estreada esta semana pela SIC é uma espécie de 'Ídolos' light, sem açúcar. Confundindo entretenimento com exigências politicamente corretas, os responsáveis pelo programa, ou a estação, decidiram cortar a parte mais interessante e suculenta, e criaram um divertimento insípido, inodoro e incolor, destinado provavelmente a perder.

Os Cúmplices

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