'
Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Grelha da Semana

O melhor apresentador

Fernando Mendes está de pedra e cal na RTP1, com quem renova mais uma vez. Ele é, hoje em dia, verdadeiramente, o espírito do serviço público. Apresenta com ritmo, com graça, com inteligência, e com afeto. Os quatro ingredientes que fazem com que parte da população organize as suas rotinas de maneira a estar em frente ao ecrã da RTP1 todos os dias, às 7 da tarde.

27 segundos

Em suma, os Globos de Ouro da SIC deste ano tinham tudo para ser um grande show. Porém, tiveram também um erro técnico infantil. A certo ponto, o espetáculo parou e durante 27 longos segundos todo o País pôde ver cabos e um técnico a falar ao telemóvel. A partir daí toda a equipa se enervou. É inglório uma estação passar meses a preparar tudo, para tudo se desvanecer em 27 segundos. Serão estes 27 segundos que ficarão na memoria.

Filme de suspense

A crise grave que o canal público está a atravessar prejudicou o desempenho nas eleições autárquicas, visto que o canal 1 ficou claramente em último, a grande distância das concorrentes privadas. Está a consolidar-se a ideia de que a RTP já não conta para a liga principal de televisão, o que é injusto sobretudo para o pivô, José Rodrigues dos Santos.

Uma bazuca eleitoral

O facto verdadeiramente novo e interessante é a divulgação de uma imensidade de propostas, candidatos e discursos muito locais, através da proliferação de vídeos e de transmissões em direto nas redes sociais. Tais vídeos e transmissões em direto têm sempre um impacto limitado, quer porque chegam a pouca gente, quer porque a generalidade dos portugueses gosta de ver as redes sociais, mas não confia nelas, e bem.

Má ideia

O domingo à noite é o horário tipicamente familiar. Os formatos programados para este horário procuram fazer o arco das idades e dos géneros, para agradar a novos e velhos, homens e mulheres, público citadino e rural. Ora, é precisamente no horário mais transversal da televisão que a TVI faz a escolha disruptiva de colocar dois homens lado a lado? Não se entende.

Pela liberdade

Diz José Gomes Ferreira: "Não me revejo nesta sociedade em que não há uma censura oficial, mas há uma autocensura promovida pela vigilância mútua das redes sociais. Ou dizes o que a mediana das pessoas dizem ou estás queimado. Não entro nesse jogo. Há mais censura hoje nas redes sociais do que nos anos 30 nos jornais em relação a investigação histórica."

"Assassinos"

É interessante observar como subsistem entre nós cidadãos que continuam a defender que a Covid é inofensiva e que as vacinas são um embuste, quando todas as evidências demonstram que a doença mata aos milhares, que as vacinas salvaram vidas em série e que a medicina operou uma espécie de milagre científico. A liberdade de cada um de nós dizer e pensar o que quiser é um valor central do Ocidente. Porém, é sempre espantoso como há quem sucumba ao disparate, mesmo quando os erros são visíveis para todos.

SIC já ganhou o ano

É curioso verificar que a queda de prestígio e de valor da apresentadora e acionista não a retiram do centro do jogo. Os novos donos da TVI já terão percebido que com Cristina aos comandos não vão lá. Mas ela foi deixada transformar-se em acionista, pelo que o problema é de difícil resolução, e em qualquer caso com um enorme potencial desestabilizador. A forma como a TVI resolver o problema Cristina Ferreira vai determinar o futuro.

RTP. Mais dinheiro para quê?

Vejamos: é preciso mais dinheiro, dizem. Para quê? Não é explicado. O serviço da RTP é tão bom que deve crescer? Falso. Olhando para o serviço público inexistente no canal 1, para as audiências residuais da RTP2, para a irrelevância da RTP3, fazendo o balanço de tudo isto, diria que a empresa até devia devolver dinheiro.

Alta Velocidade

Eduardo Cabrita pura e simplesmente ignorou a pergunta. Respondeu a tudo, e ignorou esta questão. Nem sequer referiu que não ia responder. Pior: o seu staff, apagadas as câmaras, ainda criticou o jornalista, nos bastidores. Ora isto representa a tal manifestação do grande vírus da atualidade. O momento em que o poder deixa de responder às perguntas do povo, mediadas pelo jornalista, marca a fronteira entre a democracia e a prepotência.

O fim de Vieira em direto

O País viu através das televisões o líder de um clube de futebol detido, algo que todos dizíamos ser impossível entre nós, e não houve um esgar de espanto, nem de choque, nada. Foi como se já estivéssemos todos à espera, e nos limitássemos a assistir ao espetáculo do mundo.

Comunicar é uma arma

Numa altura em que está a ficar difícil para o poder político explicar que a existência de infeções pela doença covid não significa que o país tenha de fechar, antes é algo com que vamos ter de lidar ninguém sabe durante quanto tempo mais, a presença do vice-almirante no processo é um sinal de esperança.

Os Cúmplices

Os Cúmplices

Mais Lidas

+ Lidas


Newsletter

Subscrever Subscreva a newsletter e receba diariamente todas as noticias de forma confortável
Subscrever