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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Grelha da Semana

Elogio dos debates

Há que dar a mão à palmatória: o interesse suscitado pelos debates foi enorme, e isso traduziu-se em audiências muito interessantes para as estações. Os debates foram bem realizados, com uma ou outra falha técnica. O nível médio dos moderadores foi bom, com diferenças entre si. A duração, curta, que muitos criticaram, aproveitou à qualidade do espetáculo.

Ainda não é desta

A SIC é muito melhor a gerir a grelha que os seus concorrentes, e por essa razão já está outra vez no controlo da situação. Bastou uma semana para dominar o ataque da TVI, com prolongamento da informação, dose reforçada de Araújo Pereira e proteção ativa do chef Ljubomir, o elo mais fraco da estação, no presente. Com estes movimentos, a que se juntou uma tarde bem planeada, a SIC voltou a ganhar ao domingo.

Os enigmas de 2022

Uma previsão sem grande risco aponta para mais uma provável vitória da SIC no ano que vem. Contrariar este destino compete à TVI. A nova tentativa para os domingos à noite, com o Big Brother Famosos apresentado por Cristina Ferreira, é a principal incógnita, mas é sobretudo uma aposta arriscada.

Tantos debates!

Organizar dezenas de debates em pouco mais de duas semanas é bizarro. Eventualmente, os prazos eleitorais não deixaram alternativa. Porém, dar mais de 30 debates em poucos dias, por vezes à razão de três por dia, vai estabelecer uma confusão tal no espectador que chegaremos todos ao fim com a noção de que pouco ou nada ficou de substantivo da enorme cacofonia política que se vai gerar.

2021, ano em ponto morto

A hierarquia entre os canais pouco ou nada mudou em relação ao ano anterior. A SIC liderou do princípio ao fim, umas vezes mais apertada, outras mais à vontade. A generalidade das apostas da TVI não surtiu efeito, e mesmo as que revelaram bom desempenho acabaram por soçobrar devido a erros táticos. A RTP, pelo seu lado, teve em 2021 nova administração, liderada por um antigo jornalista, Nicolau Santos, mas que, até ao momento, não conseguiu inverter o rumo da empresa.

Uma tarde nas corridas

O espectador casual, que não acompanha a Fórmula 1, ficou surpreendido com a qualidade televisiva das transmissões. Há grandes planos de beleza extrema e pormenores que reforçam a emoção global, vemos as equipas a torcerem, ouvimos as comunicações. Claro que decidir a época toda na última volta ajuda, mas o espetáculo foi arrasador.

O passageiro

Eduardo Cabrita acaba por sair do cargo com a imagem de uma certa desumanidade, que surpreende todos os que o conhecem bem. A forma fria como falou da morte de um trabalhador, em consequência de um acidente com o automóvel em que se deslocava, marcou, desde o primeiro momento, o seu destino.

RTP ameaça TVI

Em novembro, a distância da RTP1 para a TVI encurta de uma forma que há muito não se via. Neste momento, a televisão pública aproxima-se de Queluz de Baixo, algo que seria impensável há poucos meses. Na TVI, tudo se passa como se o esforço desenvolvido no cabo tivesse esgotado as energias da empresa, e agora estivesse a roubar espectadores ao canal principal. Um alerta que já aqui deixámos, mas que dificilmente se poderia prever que se agravaria até este ponto. Não está fácil a vida do canal generalista de Queluz de Baixo.

Fátima

O triste espetáculo dado pela estação ao colocar uma apresentadora deste género como autêntica rececionista de um bar de má fama, no programa 'First Date-Primeiro Encontro', colocou um ponto final simbólico no percurso de Fátima Lopes na TVI. Agora, o regresso à SIC é uma boa notícia para a televisão.

O fim do mito (Cristiano Ronaldo)

Ronaldo tem um estatuto de lenda que faz dele um dos maiores jogadores de futebol da história. Há até quem entenda que foi o maior futebolista de sempre. Que é o maior embaixador do País, conhecido em todo o planeta, disso não restam dúvidas. Porém, apesar dessa dimensão estratosférica, começa a ser habitual este tipo de situações lamentáveis em redor do grande jogador, que se aproxima do final de carreira.

Descansem, Agricultores

A que se deve este cansaço do formato da SIC? Fazer televisão bem-disposta, romântica e luminosa agrega o público, a espaços regulares, e em determinados contextos históricos. A presença simpática da apresentadora também ajudou a construir o fenómeno. Andreia Rodrigues teve aqui o melhor desempenho da sua carreira, perfeitamente adequada às emoções de um programa que procura o amor. Mas de boas emoções está a televisão cheia, pelo que este tipo de formatos são sempre de desgaste rápido.

Verde-Marcelo-Verde

Há, porém, imagens dignas de registo. Como a de Marcelo no multibanco. É já uma das imagens do ano. Rejeitado o Orçamento havia poucos minutos, e horas antes de receber Costa e Ferro, eis que o Presidente da República sai da palácio e vai pagar uma conta, em sinal de normalidade. Marcelo sabe o suficiente de televisão para tudo ter previsto ao milímetro.

Os Cúmplices

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