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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão, Meu Amor

Notícia

A SIC da Manuela

Chama-se "A Procuradora" o novo espaço de comentário do Jornal da Noite, da SIC, aguardado com tanta expectativa que pode alterar o ADN da informação de Carnaxide.
04 de outubro de 2018 às 08:09
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Manuela Moura Guedes e Rodrigo Guedes de Carvalho

Antigamente havia uma promoção ao canal 1 que tentava humanizar a televisão. Era a "televisão do Artur, a televisão do Zé Eduardo, a televisão da Judite". Foi nos idos de 90 do século passado, a RTP tinha acabado de sair do monopólio e estava obrigada a desfazer-se da imagem de gigante frio e mastodôntico, para se aproximar do dia-a-dia e da vida real.

O truque promocional era simples: por trás da tecnologia estão pessoas como nós, de carne e osso, que sofrem, riem, choram, amam as suas famílias e fazem companhia aos espectadores, seus iguais. Essa campanha de marketing foi vítima do seu sucesso: era de tal forma poderosa que se sobrepunha ao próprio canal, ou seja, acabava a promover mais o Artur, o Zé Eduardo, a Judite ou o Raul do que o próprio canal, no caso, a RTP1.

Lembrei-me desta memória do início da minha carreira ao receber a notícia que, à terceira tentativa, Manuela Moura Guedes vai finalmente entrar na SIC. Depois de o anterior director-geral, Luís Marques, ter tentado, sem sucesso, entregar-lhe um programa na antena de Carnaxide, Manuela Moura Guedes vai agora ser comentadora no Jornal da Noite, a partir da próxima segunda-feira, num espaço provocantemente chamado de "A Procuradora", nome que joga com a actualidade devido à saída de Marques Vidal, precisamente a PGR que acusou José Sócrates, inimigo figadal de Manuela.

A expectativa é grande. A informação da SIC nunca mais será a mesma. A chegada de Manuela é um acontecimento de intensidade altíssima, susceptível de fazer renascer uma certa ideia de televisão da Manuela.

A liderança da TVI
Boa entrevista, ao Público, do director de Programas da TVI, Bruno Santos, que traça o rumo com clareza: "A TVI é líder, quer continuar a ser líder, e vai continuar a ser líder." No meio do desnorte que se tem notado em Queluz de Baixo, emana alguém capaz de enfrentar dificuldades e de manter o ânimo da empresa.

Fecha-se a linha para Hernâni
O programa baratinho com que a anterior direção tentou "tapar o buraco" das 19:00, na SIC, quase "queimava" a carreira de Hernâni Carvalho, mas os equívocos do formato, aqui apontados logo ao início, não são culpa do apresentador, que vai retomar o posto, onde é muito bom:  comentador de segurança no day time. 

'Valor da Vida', valor das generalistas
A TVI interrompeu o Pesadelo na Cozinha por uma semana, de forma a estrear a nova novela na noite de domingo. É curioso que, na apresentação da nova grelha do canal, segunda-feira passada (um evento em que faltou luz, faltaram câmaras e abundaram os rostos assustados... ), tenha havido elogios ao desempenho de Valor da Vida. Olhemos mais de perto. O episódio liderou, mas perdeu meio milhão de espectadores em relação à estreia da novela anterior. Caso para dizer: "querida, encolhi as generalistas".

A verdade, Carlos Daniel!
A saída de um pivô de um canal para o outro seria sempre uma notícia relevante para a indústria. Algo de estranho se passa quando se trata de um jornalista que, ainda há meses, era apontado como próximo director de Informação da TV do Estado, e que decide sair para o canal da Federação, o qual ainda não está no ar. Carlos Daniel devia contar toda a verdade sobre o que se passou na RTP.

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Chuva de milhões

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A criação de uma nova taxa de 2 euros em todos os contratos de fornecimento de televisão por cabo vai criar uma receita adicional de 8,6 milhões de euros, que se destinará na totalidade ao serviço público. Quando uma empresa é deficitária significa que gasta mais que o dinheiro que obtém. Na vida real e entre os privados, sempre que há um défice de operação deste género, a única solução viável é reestruturar o funcionamento. Neste caso, tratando-se de uma empresa do Estado, a solução foi encontrar novas vias de financiamento.
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Fernando Mendes está de pedra e cal na RTP1, com quem renova mais uma vez. Ele é, hoje em dia, verdadeiramente, o espírito do serviço público. Apresenta com ritmo, com graça, com inteligência, e com afeto. Os quatro ingredientes que fazem com que parte da população organize as suas rotinas de maneira a estar em frente ao ecrã da RTP1 todos os dias, às 7 da tarde.
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Em suma, os Globos de Ouro da SIC deste ano tinham tudo para ser um grande show. Porém, tiveram também um erro técnico infantil. A certo ponto, o espetáculo parou e durante 27 longos segundos todo o País pôde ver cabos e um técnico a falar ao telemóvel. A partir daí toda a equipa se enervou. É inglório uma estação passar meses a preparar tudo, para tudo se desvanecer em 27 segundos. Serão estes 27 segundos que ficarão na memoria.
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O facto verdadeiramente novo e interessante é a divulgação de uma imensidade de propostas, candidatos e discursos muito locais, através da proliferação de vídeos e de transmissões em direto nas redes sociais. Tais vídeos e transmissões em direto têm sempre um impacto limitado, quer porque chegam a pouca gente, quer porque a generalidade dos portugueses gosta de ver as redes sociais, mas não confia nelas, e bem.
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