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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Grelha da Semana

Notícia

Descansem, Agricultores

A que se deve este cansaço do formato da SIC? Fazer televisão bem-disposta, romântica e luminosa agrega o público, a espaços regulares, e em determinados contextos históricos. A presença simpática da apresentadora também ajudou a construir o fenómeno. Andreia Rodrigues teve aqui o melhor desempenho da sua carreira, perfeitamente adequada às emoções de um programa que procura o amor. Mas de boas emoções está a televisão cheia, pelo que este tipo de formatos são sempre de desgaste rápido.
11 de novembro de 2021 às 12:38
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Apresentamos-lhe os cinco agricultores que voltaram ao reality show para encontrar o amor.

'Quem Quer Namorar com o Agricultor?' é um formato que morreu, ou que pelo menos vai hibernar longamente na televisão portuguesa. Resistiu a diversos confrontos, conseguiu bater-se galhardamente até com algumas edições do 'Big Brother', mas, como todos os organismos televisivos, primeiro nasceu, depois cresceu, agora envelheceu, e finalmente há de morrer. Não há nada de extraordinário neste tipo de ciclos televisivos. Outros formatos, e tão ilustres como este, fizeram o mesmo percurso. Veja-se os 'Ídolos', por exemplo, que seria eventualmente uma forma bem conseguida de combater o 'The Voice'. Desapareceu da televisão portuguesa, e não mais voltou.

Seja como for, a presente edição dos 'Agricultores' da SIC fraqueja de forma acentuada, e só o facto de o 'Big Brother' deste ano ser muito débil poupa a SIC a maiores dissabores ao domingo. Apesar disso, o 'BB' vive, mesmo assim, das polémicas, e consegue, dessa forma,  sobrepor-se pontualmente à concorrência. Ambos, 'BB' e 'Agricultores', estão em enormes dificuldades frente ao formato da RTP1.

A que se deve este cansaço do formato da SIC? Fazer televisão bem-disposta, romântica e luminosa agrega o público, a espaços regulares, e em determinados contextos históricos. A presença simpática da apresentadora também ajudou a construir o fenómeno. Andreia Rodrigues teve aqui o melhor desempenho da sua carreira, perfeitamente adequada às emoções de um programa que procura o amor. Mas de boas emoções está a televisão cheia, pelo que este tipo de formatos são sempre de desgaste rápido. A autofagia das "experiências sociais", como a direção da SIC lhes chamava, há anos, é rápida e irreversível. Novo formato para domingo à noite na SIC precisa-se.

 

PROGRAMAÇÃO - AS BOLSAS SARA CARREIRA

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As bolsas Sara Carreira

O programa 'Sementes do Futuro', na SIC, foi um daqueles raros momentos em que a televisão é mais que mero espetáculo.A ideia da família Carreira de entregar bolsas a jovens talentos em diversas áreas está na base da emissão. Trata-se de uma forma humaníssima de sublimar a perda da jovem Sara. As histórias de cada um dos candidatos são a necessária densidade da iniciativa. A fórmula encontrada para associar as marcas que são parceiras da iniciativa também foi uma lição de como o futuro da indústria exige novas soluções comerciais – os chefes das companhias envolvidas apadrinham os bolseiros. Com bom gosto e muita emoção. Parabéns à SIC e à família Carreira.

 

INFORMAÇÃO - ERROS NA SIC NOTÍCIAS

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Erros na SIC Notícias Foto: João Miguel Rodrigues / Correio da Manhã

A grelha da SIC Notícias tem duas novidades que são dois atos falhados. Terça à noite há agora 'Sem Moderação'. Quatro políticos em debate e um deles é o moderador rotativo. Vem do 'canal Q', um canal pequeno que o leitor talvez desconheça. A falta de um apresentador profissional faz da conversa um pastelão sem ritmo. Pior é 'Linhas Vermelhas', à segunda-feira, que junta Mesquita Nunes e Mariana Mortágua. A pior forma de tratar a política na TV é juntar políticos pouco conhecidos e sem técnica televisiva. A repetição e insistência nos mesmos rostos só acentua o erro. Futuro difícil para os dois formatos.

 

SOBE - TIAGO GUEDES

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Tiago Guedes

Muitos leitores não terão oportunidade de ver, porque se trata de um produto apenas disponível na plataforma a pagar Netflix. Porém, a estreia da primeira série portuguesa na gigante do streaming deve aplaudir-se, e mais tarde ou mais cedo chegará a um público mais alargado. Voltaremos a este tema, analisando a série 'Glória', que já estreou. Uma boa notícia para a indústria dos media e o realizador Tiago Guedes é o rosto ideal para este elogio.

 

SOBE - MARCELO

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Marcelo Foto: Presidência da República

A comunicação ao País, feita pelo Presidente da República para anunciar a dissolução do Parlamento e a data das eleições, foi uma lição de bem comunicar. Os argumentos, ditos um por um, cuidadosamente, fizeram sentido. Prova da eficácia da mensagem é o facto de que a polémica que começava a rodear a ação presidencial nesta crise política desvaneceu-se instantaneamente.

 

DESCE - GRAÇA FREITAS

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Graça Freitas

A diretora-geral da Saúde voltou à ribalta porque, pelos vistos, sucedeu ao vice-almirante como líder do processo de vacinação. Domingo foi à SIC defender-se dos atrasos que já se notam na terceira dose contra a covid-19. A confusão de números, percentagens e datas foi de tal forma que provavelmente ninguém ficou a perceber quem deve ser vacinado, nem como, nem quando. Voltaram os piores tempos iniciais do processo de vacinação.

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Fátima

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O triste espetáculo dado pela estação ao colocar uma apresentadora deste género como autêntica rececionista de um bar de má fama, no programa 'First Date-Primeiro Encontro', colocou um ponto final simbólico no percurso de Fátima Lopes na TVI. Agora, o regresso à SIC é uma boa notícia para a televisão.
O fim do mito (Cristiano Ronaldo)

O fim do mito (Cristiano Ronaldo)

Ronaldo tem um estatuto de lenda que faz dele um dos maiores jogadores de futebol da história. Há até quem entenda que foi o maior futebolista de sempre. Que é o maior embaixador do País, conhecido em todo o planeta, disso não restam dúvidas. Porém, apesar dessa dimensão estratosférica, começa a ser habitual este tipo de situações lamentáveis em redor do grande jogador, que se aproxima do final de carreira.
Descansem, Agricultores

Descansem, Agricultores

A que se deve este cansaço do formato da SIC? Fazer televisão bem-disposta, romântica e luminosa agrega o público, a espaços regulares, e em determinados contextos históricos. A presença simpática da apresentadora também ajudou a construir o fenómeno. Andreia Rodrigues teve aqui o melhor desempenho da sua carreira, perfeitamente adequada às emoções de um programa que procura o amor. Mas de boas emoções está a televisão cheia, pelo que este tipo de formatos são sempre de desgaste rápido.
Verde-Marcelo-Verde

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Há, porém, imagens dignas de registo. Como a de Marcelo no multibanco. É já uma das imagens do ano. Rejeitado o Orçamento havia poucos minutos, e horas antes de receber Costa e Ferro, eis que o Presidente da República sai da palácio e vai pagar uma conta, em sinal de normalidade. Marcelo sabe o suficiente de televisão para tudo ter previsto ao milímetro.
O grande salto da TVI

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O mês de outubro fecha com a SIC mais de dois pontos percentuais à frente da TVI. Tem sido uma constante e contribui para o triunfo da SIC em 2021. Por mais armas que a TVI convoque, o mais perto que conseguiu chegar da liderança foi sempre muito longe. Ao longo do ano, a distância tem variado entre 1 e 3 pontos, sempre com o canal de Balsemão à frente.
Chuva de milhões

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A criação de uma nova taxa de 2 euros em todos os contratos de fornecimento de televisão por cabo vai criar uma receita adicional de 8,6 milhões de euros, que se destinará na totalidade ao serviço público. Quando uma empresa é deficitária significa que gasta mais que o dinheiro que obtém. Na vida real e entre os privados, sempre que há um défice de operação deste género, a única solução viável é reestruturar o funcionamento. Neste caso, tratando-se de uma empresa do Estado, a solução foi encontrar novas vias de financiamento.

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