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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Grelha da Semana

RTP. Mais dinheiro para quê?

Vejamos: é preciso mais dinheiro, dizem. Para quê? Não é explicado. O serviço da RTP é tão bom que deve crescer? Falso. Olhando para o serviço público inexistente no canal 1, para as audiências residuais da RTP2, para a irrelevância da RTP3, fazendo o balanço de tudo isto, diria que a empresa até devia devolver dinheiro.

Alta Velocidade

Eduardo Cabrita pura e simplesmente ignorou a pergunta. Respondeu a tudo, e ignorou esta questão. Nem sequer referiu que não ia responder. Pior: o seu staff, apagadas as câmaras, ainda criticou o jornalista, nos bastidores. Ora isto representa a tal manifestação do grande vírus da atualidade. O momento em que o poder deixa de responder às perguntas do povo, mediadas pelo jornalista, marca a fronteira entre a democracia e a prepotência.

O fim de Vieira em direto

O País viu através das televisões o líder de um clube de futebol detido, algo que todos dizíamos ser impossível entre nós, e não houve um esgar de espanto, nem de choque, nada. Foi como se já estivéssemos todos à espera, e nos limitássemos a assistir ao espetáculo do mundo.

Comunicar é uma arma

Numa altura em que está a ficar difícil para o poder político explicar que a existência de infeções pela doença covid não significa que o país tenha de fechar, antes é algo com que vamos ter de lidar ninguém sabe durante quanto tempo mais, a presença do vice-almirante no processo é um sinal de esperança.

Balanço do EURO

A RTP3 teve aquilo que acabou por marcar a diferença. Na noite da derrota portuguesa, não embarcou no discurso complacente. Colocou em estúdio comentadores inesperados e exteriores ao sistema, como Blessing Lumueno e Marta Massada, que analisaram de forma desassombrada e com espírito crítico o que tinha corrido mal. Dois comentadores com foco e sem medo.

Cláudio e Teresa

Com o "reality dos realitys", a TVI voltará a dar luta nalguns horários fulcrais. Se pensar muito bem na adequação dos produtos aos horários, coisa que é rara na estação, pode voltar a competir com a SIC em várias faixas horárias – pelo menos às 7 da tarde e à meia-noite, além da noite de domingo, naturalmente.

O gesto não é tudo

A ERC está a implementar um plano de acessibilidades para pessoas com necessidades especiais. Trata-se de uma ideia nobre, mas que inevitavelmente descambou em exagero, quando foi apresentada a intenção de ocupar com o tradutor uma percentagem desproporcionada da área do ecrã, quando se sabe que o universo-alvo é relativamente restrito, cerca de 80 mil pessoas, no pior dos cenários.

O fim do CGI

A ideia inicial seria aumentar a independência da RTP através da criação de um organismo recheado de personalidades de reputada valia científica, detonadores de processos de decisão isentos e acima de qualquer suspeita de interferência governamental. Mas de boas intenções está o inferno da RTP cheio.

SIC mais líder

A SIC fecha abril a dominar o mercado. Vai alcançar o melhor registo do ano, com 20% de share. Já a TVI volta a descer, para níveis equivalentes aos de janeiro. O fosso entre os dois canais está a aumentar. Nem o concurso de domingo à noite, nem as tardes de Goucha, nem as manhãs de Cláudio logram puxar a TVI para cima.

A Tempestade Perfeita

E se o resultado baixar ainda mais, aproximando-se da casa de um dígito, fruto da profunda desadequação do produto ao horário em que está? Cristina decidirá acabar com o seu próprio programa, a benefício do canal?

Deixem a Liga em paz

Reduzir o campeonato é um erro, destrói valor, vai provocar a quebra de receita televisiva e não traz ganho que se veja, porque seguramente continuará a haver os mesmos três candidatos ao título.

O medo do escuro

A boa televisão é aquela que cria uma verosímil ilusão de realidade, que faz a elipse temporal e anula os momentos mortos, colocando no seu lugar tanta luz, cor e animação quanto possível. O programa Cristina ComVida sofre de uma espécie de síndroma infantil equivalente ao medo do escuro. O resultado é que, durante aquela hora, nada de interessante acontece.

Os Cúmplices

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