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Paulo Abreu
Paulo Abreu O Tal Canal

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A TVI tem (bom) destino

A nova novela da estação de Queluz de Baixo, gravada no Ribatejo, é um bálsamo na ficção nacional, com Pedro Teixeira em bom plano e outros atores a assinarem interpretações fantásticas. Luís Esparteiro, Marina Mota e Pedro Sousa são três rostos deste sucesso.
15 de maio de 2020 às 23:20
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Pedro sousa, quer o destino, TVI, ator Foto: colina media

Não sei se já teve oportunidade de ver um episódio de Quer o Destino, a novela da TVI passada no Ribatejo. Se já viu, ou é fã, entende o que vou escrever; se ainda não viu nada, espreite, que não se vai arrepender.

É uma boa história, bem adaptada de um original chileno –
Amanda – à realidade portuguesa, tem vários protagonistas e um elenco com uma qualidade acima da média. Embora Pedro Teixeira seja o mais mediático, aquele a quem o elogio seja mais barato, quem segue a trama de Vitória (Sara Barradas), a enfermeira violada aos 14 anos pelos irmãos Santa Cruz, sabe que o segredo do sucesso é mais do que isso.

Para mim, o segredo é ter um Luís Esparteiro, que se estreou como ator em Vila Faia (1982), no melhor papel da sua vida, graças ao fadista surdo Alfredo; é ter uma ressuscitada Marina Mota capaz de fazer rir e, imagine-se, de fazer emocionar; é ter um Pedro Sousa na pele do psicopata Mateus, um médico-veterinário que mete medo a qualquer um; é ter um Rodrigo Paganelli, nascido nos Morangos com Açúcar, dar um festival de representação, na pele de Hugo, trabalhador rural, sindicalista e um puro romântico; ou, por fim, é ter uma Eunice Muñoz, com 91 anos, apesar de ser uma participação especial, a mostrar como se faz.

Quer o Destino tem muita qualidade, é uma excelente aposta da TVI, com uma média de 1 milhão e 200 mil espectadores. E numa estação que anda a caçar com fisgas, que vive uma instabilidade diária remenda, que enfrenta um rival, o de Paço de Arcos, que se dá ao luxo de ter especiais que não têm nada de especial, de manhã à noite – caro Daniel Oliveira, só falta pôr a palavra especial durante os anúncios –, este resultado, que a leva a ser líder ao sábado, tem de ser valorizado.

Outra trama do género, portuguesa, a explorar esta fase emocional que tomou conta de nós todos, bem produzida e com um elenco forte, começava a fazer mossa na SIC. Sim, a fórmula para a TVI poder vencer um dia a SIC é ter na grelha duas boas novelas e um reality show, que pode até ser o Big Brother, que vai começar a crescer nos próximos dias. Mas, claro está, para isso, a estação de Queluz de Baixo precisa de várias coisas, principalmente de estabilidade… que hoje não tem.

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