'
Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de polícia

Notícia

Francisco!

O Mundo tornou-se mais complicado na última década, mais difícil de entender. Que todos se encontrem em Paz para celebrar a Esperança. Que todos, terminados os abraços, regressem em Paz.
14 de maio de 2017 às 22:59
Caminham aos magotes pelas estradas com Fátima no olhar. Não é mais uma peregrinação. Vão encontrar-se com o Papa Francisco. Levam dores de alma, cansaços nas pernas e carregam penitências por cumprir e rezam. Rezam para que regresse a esperança. Rezam que para que a saúde não falte. Rezam para que os trilhos do futuro sejam mais risonhos com a bênção de Francisco.

Os jornalistas fazem reportagens nas estradas mais estranhas, por todo o lado, longas filas de peregrinos com uma luz no coração, diferentes, vindos de lugares tão distantes, andarilhos cansados, em sacrifício, marcados pela dor de tanto andar. Quando lhes perguntam o motivo a resposta, venham do norte ou do sul, da raia os das bandas do mar, respondem que é a fé. A fé que move montanhas, move os passos cansados, já fragilizados, olheiras fundas a desenhar a brutalidade do esforço.

Por fé demandam Fátima. Por fé, procuram a bênção de Francisco. Nunca um Papa teve à sua espera tão grande número de humildes, esfomeados, mais fome da alma do que da barriga, num tempo onde se desentende tudo aquilo que nasceu na ordem secular das coisas certas. O Mundo tornou-se mais complicado na última década, mais difícil de entender. Mudanças em vertigem onde é difícil penetrar a razão. Só pela fé.

Nunca um Papa foi tão desejado por ser um distribuidor de afectos. O sorriso fraterno. A palavra de consolo. A voz da Esperança.
É por isso mesmo paradoxal que esta chegada de um homem de paz, e da Paz, tenha um dos mais poderosos dispositivos de segurança alguma vez montado em Portugal. Meses de preparação. Dias intensos de vigia. Olhos que vasculham cada centímetro quadrado de chão para que peregrinos e Francisco celebrem o conforto espiritual que chega neste encontro. É este Mundo estranho, picotado de violência, que os crentes procuram apreender pela Fé.

Que todos se encontrem em Paz para celebrar a Esperança. Que todos, terminados os abraços, regressem em Paz.

Mais notícias de Piquete de polícia

Os combustíveis e o crime

Os combustíveis e o crime

O governo está a lidar com os aumentos dos combustíveis com propaganda simplista e demagógica. Forjada sob uma grande causa que hoje se coloca ao planeta: é necessário descarbonizar para que não haja um colapso ambiental, por isso, o custo dos combustíveis pode impedir o excesso de mobilidade automóvel e, por isso, a menor produção de gases com efeito de estufa. É uma desculpa cobarde. Sendo verdade a afirmação, é necessário criar os contextos para que essa descarbonização seja sustentada.
Espancamentos noturnos

Espancamentos noturnos

O que surpreendeu o País foi o brutal espancamento ocorrido numa discoteca no Algarve, onde um segurança, credenciado por uma empresa de segurança privada, de forma brutal e desproporcionada flagelou um indivíduo que pacificamente falava com ele. As imagens são arrepiantes.
Eleições Perdidas

Eleições Perdidas

Alguém, porventura, escutou os candidatos a estes concelhos propor políticas de segurança e de prevenção que vão além dos limites do seu próprio concelho? Nem um!
Os marginais

Os marginais

Nestas eleições locais, onde estão em causa questões imediatas, de proximidade, de problemas para resolver dentro da comunidade, em cada dois eleitores, um não votou. Isto é, metade do país desinteressou-se, não quis saber, afastou-se de qualquer decisão sobre o futuro da sua freguesia e do seu concelho.
A menina

A menina

A vacina não é obrigatória. Não existe lei que possa punir quem se recusar a tomá-la. É uma decisão que se encontra na esfera individual de cada um. Os pais podem decidir, se for caso disso, estimular os filhos a querem ser vacinados. Ou não. Porém, neste caso surge outro imbróglio. Será que a decisão da menor em não ser vacinada está de acordo com a ideia que se inscreve no ‘superior interesse da criança’?
História banal

História banal

Não é novidade para ninguém que a violência doméstica continua a multiplicar vítimas atrás de vítimas num local onde se prometeu amor, em que se desejou a esperança e o carinho, a ternura e alegria por todos que habitam no mesmo lugar. Infelizmente não é assim. O problema é que continuamos a lidar com a questão sempre da mesma maneira. Quando não se sabe como resolver, entrega-se o caso à polícia e aos tribunais.

Mais Lidas

+ Lidas