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Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de Polícia

Notícia

Os bombeiros e a segurança

Vulgarmente, quando se fala de Segurança existe um mecanismo psicossociológico que nos orienta para pensar em Polícias. É um automatismo vesgo. Se existem forças de segurança que são decisivas para a manutenção da paz pública, ganham relevância a ação dos Bombeiros.
08 de janeiro de 2023 às 06:00
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Bombeiros costas

Escrevo a primeira crónica de 2023 para sublinhar um aplauso de reconhecimento e gratidão para aqueles de que só nos lembramos nos momentos mais difíceis das nossas vidas: os Bombeiros.

Vulgarmente, quando se fala de Segurança existe um mecanismo psicossociológico que nos orienta para pensar em Polícias. É um automatismo vesgo. Se existem forças de segurança que são decisivas para a manutenção da paz pública, ganham relevância a ação dos Bombeiros.

As inundações ocorridas nas últimas semanas testemunham este juízo. É graças à intervenção dos Bombeiros que é possível uma política de redução de danos infligidos pela intempérie, quer no que respeita ao salvamento e acolhimento de pessoas, quer nas operações de proteção de bens materiais públicos e privados. E se os vemos em ação nos locais mais severamente atingidos por cheias e inundações, daqui por uns meses, vamos vê-los em ação no combate a incêndios, tornando a salvar pessoas e bens.

Segundo o seu Presidente, António Nunes, um líder de mão-cheia, teremos cerca de 30 mil bombeiros. Quase tantos quanto os meios da PSP e da GNR em conjunto. Deve reconhecer-se que é um formidável exército de ajuda às populações. Desconheço os números em pormenor, mas, seguramente, a esmagadora maioria pertence a Associações de Voluntários, vivendo de pequenas ajudas estatais e da filantropia das comunidades onde estão integrados. Sabendo-se que esses apoios públicos chegam quase sempre tarde e quando já vivem em aflição financeira, é de sublinhar a profunda injustiça que cometemos com os Soldados da Paz.

Não espero muita coisa do ano que agora começa. A política habituou-nos ao imobilismo, ao faz de conta, sem lampejos reformadores, nem de alteridade. Seria uma prenda dada a todos os portugueses que os vários poderes começassem a tratar os Bombeiros com o respeito e solidariedade que as difíceis circunstâncias dos seus trabalhos exigem.

Aqui lhes deixo um fraterno abraço de Bom Ano Novo, com menos trabalho e maior reconhecimento. A nossa Segurança bem os merece.               

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