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Luísa Jeremias
Luísa Jeremias No meu Sofá

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'Big Brother': desculpem, em que ano estamos? (ou como regredir uma década num formato)

O que se passou com esta nova edição? Fez-se tábua rasa das inovações do 2020, com estilos diferentes de concorrentes, a ligação maior às redes sociais, a lógica do reality como motor de "consciência social" e regressou-se à versão "vamos lá encher isto" e o resultado é uma salada, entre famosos (na verdade é só um, Nuno Homem de Sá), ex-concorrentes de reality e anónimos "à moda antiga", que não funciona (acredito) como a TVI imaginou.
16 de setembro de 2022 às 06:00
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Cristina Ferreira

Há muito tempo que não adormecia a ver um 'Big Brother'. Ou melhor: não me lembro de adormecer NUNCA no primeiro programa do reality show. Pois aconteceu no passado domingo e não foi por falta de esforço para me manter atenta – o que implicou, inclusivamente, mudar de canal sempre que necessário para me manter firme e hirta e aguentar o que me surgia no ecrã. Pois é, aqui está o ponto que correu mal: o que surgia no ecrã, que é o mesmo que dizer "mais do mesmo", em versão 2010 – eu sei, nessa altura o formato era outro, mas ia dar no mesmo.

O que se passou com esta nova edição? Fez-se tábua rasa das inovações do 2020, com estilos diferentes de concorrentes, a ligação maior às redes sociais, a lógica do reality como motor de "consciência social" e regressou-se à versão "vamos lá encher isto" e o resultado é uma salada, entre famosos (na verdade é só um, Nuno Homem de Sá), ex-concorrentes de reality e anónimos "à moda antiga", que não funciona (acredito) como a TVI imaginou. Porque o casting é mau, francamente mau. E perde ainda mais com a ideia de transformar os jogadores em "casais" – tipo "jantar de casais amigos". Perde-se individualidade, estratégia, graça e transforma-se o formato numa grande pirosada – com as devidas desculpas aos concorrentes, que não têm culpa nenhuma desta opção e estão a fazer apenas o seu papel.

Como é que isto se resolve? Não resolve. Agora é aguentar, esperar que acabe rápido e que possa começar um novo, lá para janeiro. Se possível fazer ali umas mexidas discretas, sob pena de a "tempestade" que tanto foi anunciada se torne arrasadora e traga consequências maiores.

Inevitavelmente, há uma pergunta que se coloca: de quem é a culpa? Quem inventou este modelo cujo casting parece, inclusivamente, feito em cima do joelho, mais para encher do que para resolver? É que a TVI não está para estes "luxos" de não avaliar os produtos que lança e com os quais luta pela liderança. E pelo meio ainda tem uma sorte: é a SIC ter pudor em "tabloidizar" os formatos. Mas essa é uma discussão que fica para depois...

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