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Luísa Jeremias
Luísa Jeremias No meu Sofá

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O país que adora uma novela no telejornal

Serão, então, os portugueses um povo fora de série, extremamente interessado no mundo à sua volta, na vida política, nos grandes assuntos que assolam Portugal e o planeta em geral? Ou serão, simplesmente, um bando de coscuvilheiros que veem "telejornais" como quem assiste diariamente a uma novela, mas da vida real? Ou ainda, será que a informação é mais interessante do que o entretenimento e é por isso que os noticiários lideram diariamente os tops dos programas mais vistos do dia?
20 de novembro de 2021 às 07:00
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CMTV

Já se perguntara, por que razão os portugueses consomem tanta informação? Os jornais de horário nobre dos canais generalistas chegam a durar duas horas; a CMTV, estação que faz das notícias (em qualquer lugar) o seu estandarte, é líder incontestada no cabo, ultrapassando qualquer canal infantil, de cinema...de tudo e chegando a competir com a RTP em alguns horários; vem aí a CNN Portugal - desaparece a TVI 24, é certo, mas é um novo canal... de informação.

Mais, entramos em qualquer café deste País – de norte a sul, de aldeias a cidades – e inevitavelmente a televisão está sintonizada em... notícias. Serão, então, os portugueses um povo fora de série, extremamente interessado no mundo à sua volta, na vida política, nos grandes assuntos que assolam Portugal e o planeta em geral? Ou serão, simplesmente, um bando de coscuvilheiros que veem "telejornais" como quem assiste diariamente a uma novela, mas da vida real? Ou ainda, será que a informação é mais interessante do que o entretenimento e é por isso que os noticiários lideram diariamente os tops dos programas mais vistos do dia?

Dá que pensar, não é? Não a nós, que somos meros espectadores de sofá, mas aos programadores dos canais que, às tantas, se deveriam perguntar: mas, afinal, o que querem os espectadores? O que lhes interessa? Por que razão grande parte dos formatos internacionais não funcionam particularmente bem por aí? Não se enquadram na nossa realidade? E as novelas? Não superam a realidade crua dos noticiários?

Para um diretor de informação o desafio é prático e muito objetivo: dar mais e melhor. Dar antes e de forma mais desenvolvida. Ou seja: dar tudo com os pormenores necessários para prender o espectador à cadeira. Para um diretor de programas – ou de ficção e entretenimento – a tarefa complica-se? Dar o quê e como? Repetir fórmulas que já mostraram resultados - como Big Brother, que cada vez que tenta reinventar-se dá mau resultado - ou criar novas personagens? Porque, na verdade tudo entronca no mesmo: quem é o público da TV generalista? O clássico, certo? Então, se calhar está explicado.

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