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Paulo Abreu
Paulo Abreu O Tal Canal

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Andreia Rodrigues com herança de 1 milhão e meio

Domingo à noite, há mais um duelo entre SIC e TVI. Este é o maior de todos, aquele que opõe o ‘Agricultor’ ao ‘Big Brother’. A mulher do diretor Daniel Oliveira parte bem à frente de Cláudio Ramos.
24 de abril de 2020 às 22:51
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Andreia Rodrigues, quem quer namorar com o agricultor?, SIC Foto: Cofina media
1. Quem ganhará o primeiro duelo no domingo à noite? 'Quem Quer Namorar com o Agricultor?’, da SIC, ou o ‘Big Brother’, da TVI? Sem ter nenhuma varinha mágica, respondo rapidamente: o 'reality show' de Andreia Rodrigues. Não que seja melhor, que seja uma novidade para os portugueses ou, ainda, que seja a última Coca-Cola do deserto. Não é. Longe disso.

Porém, a realidade atual, e estamos a falar de audiências, não permite outro desfecho. Para se ter uma ideia dos números que separam as duas estações no dia mais importante da nossa televisão, no horário nobre, pegando no exemplo da última semana, há "só" uma diferença de meio milhão de espectadores. É muita gente!

Ou seja, no domingo, Ricardo Araújo Pereira, com o seu ‘Isto É Gozar com Quem Trabalha’, vai entregar nas mãos de Andreia Rodrigues, quando arrancar o primeiro episódio de ‘Quem Quer Namorar com o Agricultor?’, qualquer coisa como 1 milhão e meio de espectadores. É a dinâmica de vitória da SIC. Já o ‘Big Brother’, com uma estreia anormal devido à pandemia da covid-19, sem concorrentes juntos na casa e sem público em estúdio, receberá do ‘Jornal das 8’ uma herança de apenas 1 milhão de espectadores.

Estão lançados os dados, na certeza, porém, de que este é o 'reality show' que nos marcou a todos há 20 anos. Sem a veterana Teresa Guilherme, mas com um Cláudio Ramos capaz de assumir a responsabilidade, qualquer resultado do ‘BB’ que reduza esta diferença abismal existente hoje entre SIC e TVI será seguramente uma vitória em Queluz de Baixo.

2. "Morreu o Filipe Duarte", liga-me a contar a Carolina. Fiquei uns segundos sem reação. Mas, sinceramente, há pouco a pensar quando acontece uma tragédia destas. Afinal, a vida é bem madrasta para muitos – ou uma merda, em bom português. Não sei se era o melhor ator português, como escreveu o meu amigo e camarada José Manuel Freitas, sei que foi "um dos melhores faróis" da sua geração, como assumiu Francisco Moita Flores. As "suas" séries ‘A Febre do Ouro Negro’ (2000), na RTP1, e ‘Equador’ (2008), na TVI, são marcos na ficção nacional e ficarão para sempre na minha memória. Até amanhã, Pipo, e obrigado!

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