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Quintino Aires
Quintino Aires Isto é só uma opinião

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'Fail'

Perdeu-se uma excelente oportunidade de ajudar centenas de pessoas em Portugal. O pai do Bruno bem tentava, repetindo várias vezes, que depois do choque no momento tem tentado falar abertamente com o filho. Mas este sempre fugia, mesmo quando o pai tentava por telefone. E a emoção de um pai que se sente impotente perante o muro intransponível que o filho lhe impõe percebia-se no seu rosto.
21 de novembro de 2021 às 07:00
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Big Brother, Bruno, pai Foto: TVI
Mais uma vez nas galas do Big Brother. Recebi uma mensagem de uma amiga, que me perguntava se estava a ver a gala. Achou curiosa a relação do Bruno com os pais. Interrompi o episódio da série que estava a assistir, mudei de canal e voltei atrás, e vi duas vezes. Lamentável! Perdeu-se uma excelente oportunidade de ajudar centenas de pessoas em Portugal. O pai do Bruno bem tentava, repetindo várias vezes, que depois do choque no momento tem tentado falar abertamente com o filho. Mas este sempre fugia, mesmo quando o pai tentava por telefone. E a emoção de um pai que se sente impotente perante o muro intransponível que o filho lhe impõe percebia-se no seu rosto.

Os apresentadores, empenhados que estavam em corrigir e orientar aquele pai, nem conseguiam ouvir o que ele lhes dizia. O pai repetia que tentava falar com o filho, mas que este não aceitava. E os apresentadores insistiam que ele tinha de respeitar, que não era uma escolha do filho. Lamentável perder esta oportunidade. Há quase uma década que digo e escrevo que hoje a homofobia está mais dentro da cabeça de quem está homo-orientado do que em quem os rodeia. A narrativa de vítima, o discurso de agressões que imaginam ser-lhes exclusivo, empurra muitos homossexuais para guetos de sofrimento e de afastamento social e afetivo que me corta o coração. Já estamos longe do tempo, como aquele em que eu vivi a minha juventude, quando os amigos partiam para outros países depois de escutarem os pais dizerem que aos paneleiros se enfia um peixe pelo c* e se puxa com força para sentirem as espinhas. O tempo em que ao sair da discoteca à noite, no Príncipe Real, havia sempre o risco de a Polícia levar alguém para a esquadra e bater, sem qualquer consequência para os agentes.

Mas o mundo mudou. A homofobia ficou retida na cabeça de alguns homossexuais, numa narrativa que os afasta das próprias famílias. Aquele pai quis dizer que desejava conseguir falar com o filho. Era preciso ter dito àquele filho que tivesse coragem e falasse com o pai. Àqueles filho e pai, e às muitas centenas de pais e filhos que estavam a assistir. Mas perdeu-se a oportunidade. Que pena. 

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'Fail'

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Perdeu-se uma excelente oportunidade de ajudar centenas de pessoas em Portugal. O pai do Bruno bem tentava, repetindo várias vezes, que depois do choque no momento tem tentado falar abertamente com o filho. Mas este sempre fugia, mesmo quando o pai tentava por telefone. E a emoção de um pai que se sente impotente perante o muro intransponível que o filho lhe impõe percebia-se no seu rosto.
Gostei

Gostei

Dizem as más-línguas que durante a noite se conseguia ouvir nas ruas um zzzzzz, certamente fruto dos milhões de publicações, onde expressavam a muita raiva. Que graça que eu achei. Estavam ofendidos, porque o resultado não foi o correto, o que para estas pessoas significa a sua própria forma, correta, de ver o mundo. A Ana Morina continuou na casa do Big Brother, o que deve ter deixado os mais imaturos a babar veneno. Fez-se justiça, e o Ricardo também lá continuou.
Alma

Alma

Gosto da Ana Morina. Gosto de gente com alma. Gosto de gente adulta com personalidade estruturada, gente independente, que pensa alguma coisa, e que é capaz de expressar o que pensa. Sobretudo se TODOS têm um entendimento diferente. Para importantes cientistas do comportamento humano, essa independência é a marca da maturidade.
Azeite

Azeite

Um Big Brother deve ser uma novela da vida real. E a vida real não são apenas jovens adultos com corpos lindos (nem todos …) e narrativas que estejam na moda. Sempre lamentei que a produção não abrisse a porta a concorrentes de outras idades. Para podermos acompanhar a interação entre gerações. Muitas seriam as conversas fora do programa. Saiu a Conceição, mas felizmente entrou a Felicidade.
Morreu

Morreu

Gostamos do BB e paramos tudo para assistir, porque o BB é Vida! Hoje em dia, os concorrentes entram com força. Mas apenas no primeiro dia. Depois começam a perder a alma, tentam só fazer o que é politicamente correto, e mesmo quando se esquecem do guião de "bonzinhos", rapidamente o BB ou os apresentadores os alertam, e então voltam a enfiar-se num colete-de-forças de bonzinhos. Esmorecem novamente e entram em coma.