Carlos Rodrigues
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A crise dos telejornais

Entre nós, ressurge regularmente o debate sobre a duração dos jornais televisivos. Em Espanha, a partir de 15 de fevereiro, a estação Cuatro vai acabar, pura e simplesmente, com a informação.
18 de janeiro de 2019 às 08:00
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A crise dos telejornais

O anunciado fim dos noticiários num canal generalista espanhol em sinal aberto, a Cuatro, é um acontecimento relevante para a indústria, que não tem merecido a devida reflexão entre nós. O canal faz parte do gigante mundial dos media, a Mediaset, de Sílvio Berlusconi, pelo que, se correr bem, o movimento pode ser exportado.

A estação teve sempre dificuldades em impor-se nas audiências. No segundo semestre do ano passado, os jornais da Cuatro obtiveram audiências médias de 676 mil espectadores, contra mais de 1,9 milhões da líder, por exemplo da também privada Antena 3.

O que é relevante nesta decisão é que ela resulta de uma avaliação, por parte dos gestores, de que os telejornais diários prejudicam o desempenho da Cuatro. Ora, isso é fruto da desqualificação simbólica, em todo o mundo ocidental, da informação trabalhada por jornalistas profissionais, em detrimento das redes sociais.

Em Portugal, a lei da televisão obriga à emissão diária e regular de noticiários nos canais de televisão generalistas de sinal aberto, pelo que um movimento deste género seria impossível. Além disso, os jornais são sempre dos programas mais vistos entre nós. Constituem quase a coluna vertebral de uma grelha que se preze.

Mas esta triste inovação da Cuatro deve pelo menos fazer pensar todos os que, entre nós, se queixam do tempo excessivo dedicado aos telejornais. Numa realidade em que a generalidade dos cidadãos se informa através da televisão, não será sempre preferível jornais longos a jornais inexistentes?

AUDIÊNCIAS DE JANEIRO
Vai ser definida em 'photo finish' a vitória em janeiro. A SIC domina as manhãs e a tarde, a TVI mantém preponderância na ficção e nos fins de semana, em particular aos domingos. A diferença entre os dois canais está em redor do meio ponto percentual. Se a TVI mantiver a liderança, será uma surpresa.

CARLOS DANIEL
Depois da polémica do convite para diretor de informação que não se concretizou, desafiei-o, aqui, para que esclarecesse toda a verdade sobre o caso, depois de ter saído da RTP. Só que, afinal, Carlos Daniel não saiu da RTP, tem licença sem vencimento. Trata-se de uma das decisões mais graves do ainda presidente, Gonçalo Reis, porque é muito lesiva para a empresa.

RAUL MEIRELES, CÉSAR E MANZARRA
Fica como uma das imagens do ano, a performance do ex-futebolista Raul Meireles, no programa da SIC 'Lip Sync', domingo passado. A memória daqueles minutos vai perdurar nas redes sociais. O programa é forte, mas perde. João Manzarra e César Mourão não funcionam como dupla, e fazem lembrar demasiado os tempos da SIC pré-Cristina e pré-Casados à Primeira Vista, os tempos em que a SIC gostava de achar que tem graça, e se contentava com vitórias morais e shares comerciais.

FIM DA QUADRATURA
Na próxima quinta-feira, a fazer fé no anúncio público de Ricardo Costa, irá para o ar a última emissão de 'Quadratura do Círculo', programa de debate político da SIC Notícias, que já levava 15 anos de emissão, e que, no passado, foi um programa de rádio, na TSF, ainda chamado 'Flash-Back'. O fim de um programa histórico é sempre negativo para a indústria, e levanta preocupações sobre o rumo da SIC Notícias.

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