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Da Amadora para o RIO

Durante a homenagem na Câmara da cidade, Jesus bem perguntou, à esquerda e à direita: "Então e o hino de Portugal?"A bandeira das quinas ostentada pelo treinador não chegou para aproximar os países irmãos.
29 de novembro de 2019 às 11:53
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Da Amadora para o RIO
Foi no edifício da Câmara Municipal do Rio de Janeiro que Jorge Jesus foi menosprezado pela última vez no Brasil. O preconceito anti-português que atravessa a sociedade brasileira manifestou-se desde o exato momento em que o treinador foi contratado pelo Flamengo. Esse discurso chegou a ser maioritário nos principais meios de comunicação do país. Só à conta do sucesso que se foi acumulando, e, no final, da glória sem fim, é que o futebol brasileiro teve de engolir o português nascido há 65 anos na Amadora.

Menos de 24 horas depois de milhões de adeptos celebrarem o triunfo com a euforia que só os brasileiros sabem emprestar à vida, Jesus foi homenageado na Câmara. Chegamos, então, ao Palácio Ernesto, sede do poder autárquico da maior cidade brasileira, segunda-feira à tarde. Jesus vai ser cidadão honorário do Rio de Janeiro, sinal de reconhecimento pela glória a que conseguiu elevar um dos maiores clubes da cidade.

Ao entrar para o edifício, o aplauso parecia marcar a reconciliação final com o treinador. Seguiu-se o hino brasileiro, e depois nada. Começaram de imediato os discursos. Nesse breve hiato, entre uma coisa e outra, Jorge Jesus ainda pergunta para o lado, ao presidente do clube, e depois para a outra ponta da mesa. E o hino português? Eis a frase que se pressente na leitura dos lábios, na reportagem da CMTV no local. 

O português mais importante da História do futebol brasileiro conseguiu ser homenageado sem que o hino nacional ecoasse na sala. Breves segundos de imagens. Síntese de décadas de História.

Futuro da TVI
Fátima Lopes é a melhor apresentadora de entretenimento da TVI. O combate que dá à SIC mostra como nem todos os melhores da estação se rendem à falta de clareza estratégica que contamina os decisores. Fátima Lopes já ganhou o direito de ser peça-chave em qualquer projeto sensato para o futuro da TVI.

RTP corrige o tiro
Faz todo o sentido a nova linha de apostas da RTP em ficção, apresentada publicamente pelo diretor de Programas, pelo presidente da estação e pelo secretário de Estado, Nuno Artur Silva, responsável pelo fracasso total da estratégia anterior. Serão 13 telefilmes que prometem ir à procura de público - única forma de a RTP justificar a aposta.

Apostas falhadas
Novembro fecha com as grandes tendências cada vez mais consolidadas. A_SIC_paira acima dos 20%, a ganhar praticamente todos os dias e em todos os horários. A RTP1 cada vez mais perto da TVI, num duelo que se avizinha duro. Este mês, é o Benfica na Champions que salva a TVI do último lugar, algo impensável há pouco tempo. E já é possível fazer um balanço das apostas recentes da TVI com um certo grau de objetividade: nenhuma rendeu frutos, seja por falta de qualidade, seja por erro na escolha do horário de emissão, como o Mental Samurai.

Vai cair o mito?
Vai ser interessante verificar a performance do chef Ljubomir, de regresso à TVI já este fim de semana. Até agora, sempre que apareceu em grelha arrasou a concorrência. Nesta fase da estação, porém, o mais certo é que também ele se desgaste e acabe por perder a aura de invencibilidade. Mas ir à luta, só por si, é um ato de coragem que deve ser sublinhado antes mesmo de chegar o veredicto das audiências.

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