Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão meu amor

Notícia

O chef é tudo

Ao fim de dois meses de emissão, o formato de Ljubomir Stanisic já triunfou, mostrando que o carisma e o poder comunicacional de um apresentador pode fazer toda a diferença.
05 de maio de 2017 às 15:29

Falemos então de Ljubomir e do Pesadelo na Cozinha. Seria perda de tempo descrever o programa. O leitor, certamente, já o viu, já o conhece, ou, no mínimo, já ouviu falar do fenómeno. Vamos dizê-lo desde já: é um dos maiores e mais surpreendentes sucessos da televisão portuguesa, que consegue resultados superiores aos reality shows, suplanta a ficção nacional e ultrapassa muitos jogos de futebol.

A média de share está acima dos 30%. Mais: fruto do passa-palavra e dos ecos do sucesso, os resultados crescem semana a semana. A média de espectadores chegou ao milhão e 600 mil. Impressionante! A que se deve este triunfo? Até que ponto ele é replicável e abre novas vias para a TVI? Numa das crónicas mais comentadas pelos leitores, Pesadelo na TVI, alertei, no início do projecto, para o facto de este programa poder ser "uma arma fortíssima", mas apontada ao cabo, e que a "migração de formatos para a generalista acabará por anular a personalidade dos canais".

Desafortunadamente, desconhecia ainda o efeito do factor-Ljubomir! Um dos empresários que entrou no programa confessou que o confundiu, de início, com o "querido, mudei a casa". Só que o apresentador fez toda a diferença. O chef mudou as paredes, mas revolucionou também as personalidades e as relações humanas dentro de cada restaurante. Deu lições de gestão, de psicologia e de liderança. O programa prova que, entre nós, não é a produtividade dos trabalhadores que falha, mas sim os modelos de gestão e de liderança.

No sucesso do formato, o chef é tudo. Sem ele, o fenómeno não é replicável. 

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