Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão, meu amor

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O programa do ano

O reality show é um fenómeno e está a desorientar a TVI, que menosprezou a ameaça e acabou por sacrificar, no caminho, a apresentadora Fátima Lopes.
30 de novembro de 2018 às 07:00
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O programa do ano

A televisão generalista precisava de um fenómeno assim. Um programa que cria estrelas vindas do nada, que passam a acompanhar-nos todos os dias através do fio das revistas e dos programas cor-de-rosa. Gente como a Ana, o Dave, o João ou a Isabel, pessoas que não sabemos bem quem são, mas que decidiram expor-se, à procura de um lugar ao Sol.

Que esse lugar ao Sol, desta vez, seja uma nesga de amor só prova que a televisão também pode ser um lugar nobre, nem que seja a fazer do amor um belíssimo negócio de audiências. Quem diz que o negócio é uma coisa negativa? Outro balanço que já se pode fazer indica que a TVI  claramente menosprezou o desafio colocado pela nova dinâmica da SIC, e que se materializa essencialmente através dos casamentos. Em gravíssima crise de liderança, e com a informação mal dirigida, a TVI foi atacada quando passava pelo momento mais vulnerável, e hoje em dia apenas a ficção mantém a honra do convento.

Pelo caminho, a forma como a TVI humilhou Fátima Lopes, anulando o formato que lhe tinha sido entregue antes mesmo de estrear, é prova de que, neste caso, Roma paga a traidores  (salvaguardado o simbolismo da metáfora, naturalmente): Cristina Ferreira mudou--se para a SIC mas continua na antena da TVI, numa atitude que ganha o prémio de decisão mais estúpida da década na indústria dos media, enquanto a fiel Fátima Lopes é achincalhada, com o programa na prateleira. Talvez esteja aqui a solução para o calcanhar de Aquiles da SIC, a necessidade de refundar as tardes e ultrapassar o equívoco-Júlia Pinheiro.

Cristina nas Arábias 

A caminho da estreia, Cristina Ferreira aposta forte e prepara-se para arrancar com Jorge Jesus, numa autêntica romaria das arábias. Antes mesmo do balanço do ano, convém sabermos que, quanto mais não seja no domínio simbólico, a luta pela liderança entre SIC e TVI vai jogar-se nas manhãs. Uma bizarria do nosso mercado.

Ministra inculta

A ministra da Cultura é o novo erro de casting do Governo. Depois de ter chamado "pouco civilizados" aos que gostam de tourada, agora diz que o melhor de estar no estrangeiro é não ler jornais portugueses. A frase prova que falta muita cultura à ministra da Cultura, desde logo porque ler jornais é saber mais. Lamentável!

O fenómeno

Chegou ao fim a segunda temporada de Pesadelo na Cozinha. O mínimo que se pode dizer é que os decisores de Queluz de baixo já estão com saudades do chef Ljubomir. A paragem da emissão num domingo chegou para fazer disparar o Casados, da SIC. Imagine-se o que aí vem, agora que não há mais cozinhados nas noites de domingo. Esta segunda temporada foi globalmente mais fraca que a primeira, mas chegou bem para as encomendas, com uma média global acima dos 25%. Que volte depressa. A televisão generalista precisa muito dele.

Um ovni no alinhamento

Terça-feira, dia de Bayern-Benfica, para a Champions. Às 13:44, no Jornal da TVI, a enviada a Munique anuncia uma peça com as declarações de Rui Vitória sobre o jogo. A reportagem que entra refere que o Benfica vai jogar com o Basileia, a quem Vitória espera "ganhar". Ou seja, entrou a peça de há mais de um ano. O jornal seguiu em frente, sem uma palavra sobre o erro. Provavelmente ninguém reparou.

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