Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão Meu Amor

Notícia

Pedro Guerra e a CMTV

Em plena crise dos e-mails, o comentador do Benfica ataca o jornalismo livre da televisão do Correio da Manhã, onde se estreou e de onde saiu porque tinha um cargo incompatível na BTV.
16 de junho de 2017 às 07:00
...
Pedro Guerra e a CMTV
Foto: Cofina Media

Pedro Guerra é um comunicador enérgico, que desenvolveu uma personalidade televisiva inconfundível. O percurso como comentador começou em 2013, na CMTV, com Paulo Andrade, Octávio Machado e o ex-árbitro Jorge Coroado.

Guerra protagonizou grandes duelos televisivos, sobretudo com Coroado, em redor do Apito Dourado. Apesar disso, e porque um canal não se faz só de audiências, Guerra teve de sair da CMTV.

A determinado ponto, chegou ao conhecimento da direcção do CM e da CMTV que Pedro Guerra tinha sido investido no cargo de director-geral de Conteúdos da BTV, facto que desconhecíamos e para o qual não tínhamos sido alertados.

Considerámos que um cargo de responsabilidade numa televisão concorrente, ainda por cima vinculada a um clube, era incompatível com o lugar de comentador-representante desse mesmo clube na CMTV. Foi o que, pessoalmente, lhe transmiti numa conversa, que aconteceu (refiro-o, para evitar problemas de memória) num café que existe no edifício do Correio da Manhã.

A presença regular de Guerra na CMTV terminou nessa altura, sem embargo de alguns convites pontuais. Desde então, ele passou a ser um problema de Luís Filipe Vieira e do Benfica. Agora, em plena crise dos e-mails, Guerra tenta afastar a pressão que o submerge através de ataques à CMTV e com tentativas de reescrever a história da sua saída da estação líder do cabo.

A crítica ao jornalismo livre é normal em personalidades como Pedro Guerra. Já a reescrita da história só se justifica com nova falha de memória, algo que, pelos vistos, o ataca frequentemente. 

Mais notícias de A Grelha da Semana

O morgado e o deserdado

O morgado e o deserdado

Também a televisão tem horror ao vazio, como a natureza e a política. Grande ideias, formatos maravilhosos, apresentadores geniais, quantas vezes de nada valem porque alguém trabalha mais.
Cristina e o 'chef' a dividir

Cristina e o 'chef' a dividir

A SIC recuperou a liderança, a TVI afundou-se e a RTP estabilizou em 2019. Mas. no final, foi o furacão Ljubomir Stanisic que acabou por se impor como um dos protagonistas.
Eu, abaixo-assinado

Eu, abaixo-assinado

Nos moldes em que foi feita, a defesa da ex-diretora da RTP procura consagrar o jornalismo como uma espécie de sistemas de castas, com valores e normas éticas à parte do resto da sociedade. Isso é intolerável.
O ano do 'Sexta às 9'

O ano do 'Sexta às 9'

Consegue manter no ar um programa com investigações relevantes, e a fazer audiências. Enfrenta com coragem a tentativa de condicionamento por parte da direção da RTP. Sandra Felgueiras é uma das figuras do ano.
Manual de realização

Manual de realização

TVI derrota a SIC. Baratas, fogões imundos, comida apanhada do chão, um cozinheiro muçulmano que não pode provar os petiscos. O Pesadelo... tinha tudo para arrasar. Mas teve, sobretudo, um realizador de eleição.
Da Amadora para o RIO

Da Amadora para o RIO

Durante a homenagem na Câmara da cidade, Jesus bem perguntou, à esquerda e à direita: "Então e o hino de Portugal?"A bandeira das quinas ostentada pelo treinador não chegou para aproximar os países irmãos.

Comentários

Comentários
este é o seu espaço para poder comentar as nossas notícias!
;