Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas Dicionário do Amor

Notícia

O amor é...

...aquilo que só é ridículo quando não é ridículo.
15 de abril de 2019 às 18:22
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O amor é...

[a explicação do sofrimento]

Grande parte dos sofrimentos de que somos acometidos são pré-sofrimentos, sofrimentos que nos atacam porque supomos que os sofrimentos, os reais, vão acontecer. Sofremos porque prevemos o sofrimento, e é esse o maior sofrimento que podemos ter. Quando alguém acredita que algo de mau vai acontecer já está a sofrer como se esse algo de mau que porventura vai acontecer esteja de facto a acontecer. Chama-se vulgarmente a esse tipo de sofrimento o "sofrimento por antecipação", mas não passa, na verdade, de "sofrimento por estupidificação", podem mesmo retirar daí as aspas e deixar ficar a denominação para toda a gente usar sem ter de me citar, eu não me chateio, usem a seu bel-prazer: sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação, sofrimento por estupidificação. E já chega. A ideia está passada: quem sofre por antecipação só pode ser estúpido, e não faltam estúpidos, como todos sabemos, e somos. Sofrimento justifica sofrimento, eis uma máxima a que só os idiotas conseguem aceder, foste um deles?

 

[a explicação da inteligência]

Ou é cedo ou é tarde demais: é assim, com regularidade, na vida. Ou temos a coragem, e a capacidade, de antecipar o mal que pode surgir ou então, quando o percebemos, já não temos possibilidade, nem tempo, para o corrigir, e na maioria dos casos nem mesmo para o minorar. Estamos, quando isso acontece, frustrados pelas múltiplas possibilidades que teríamos se tivéssemos agido a tempo, ficamos retidos no meio de nós, no meio de uma dor que, não sendo física, se propaga pelo corpo todo como se o sangue doesse a passar. É essa a frustração maior que pode atacar um humano, a daquilo que poderia ter tido, que em alguns momentos até pode ter tido, e que deixou escapar por desatenção, por estar a olhar o lado errado da vida. A salvação é, repetidamente, olhar para o lado certo do que estamos a olhar. Pode parecer simples, banal, corriqueiro, mas exige aquilo a que, de forma eufemística, chamamos inteligência, lamentavelmente nem todos temos uma. 

[a explicação da felicidade]

As fechaduras, que não permaneçam dúvidas em ninguém, foram criadas para se poder espreitar por elas, só depois se pensou que poderiam, já que ali estava um buraco, servir para fechar a porta com mais resistência. É para isso, para que se espreite, que elas estão lá, e o Homem, desde sempre, fez por conseguir ser especialista nessa nobre arte. Algumas das revoluções mais marcantes da História são fruto de alguém ter espreitado, um dia, por uma fechadura, e ter descoberto o que não devia, e o mesmo é válido para alguns dos dramas mais marcantes da História. A felicidade é, perdoem-me o toque de livro de autoajuda, saber espreitar pela fechadura certa. Valemos, a nossa vida vale, aquilo que vemos que valemos. Já muitos morreram miseráveis julgando-se ricos.

 

Sexo: s.m. Aquilo que só deveria ser usado em caso de amor; há tantas relações sexuais que são sexuais, sim, mas nem sequer são relações.  

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