Pedro Chagas Freitas
Pedro Chagas Freitas Dicionário do Amor

Notícia

O amor é...

...a única certeza de que existimos.
27 de agosto de 2019 às 13:28
...
O amor é...
— Sou o que me permito ser, por mais que não faça apenas aquilo que quero fazer.
— Somos o que pensamos?
— Somos o que pensamos sentir.
— Somos então o que sentimos.
— Não.
— ...
— Somos o que fica do que sentimos. O que sobra do encontro do que passa por nós com o que somos nós.
— Somos o resto de nós.
— Isso: somos o resto de nós. Somos inteiramente nós quando deixamos que o que fica em nós seja precisamente o que nós somos.
— Os sonhadores.
— Não existem sonhadores. Existem pessoas. E as pessoas sonham. Quem sonha não é sonhador; é uma pessoa. Quem não sonha é o contrário de si mesmo. Quem abdica de sonhar abdica de ser.
— Às vezes rastejar é preciso.
— Rastejar é um acontecimento mental. Quem pensa pela sua cabeça e rasteja por causa disso não está a rastejar; está a voar junto ao chão.
— E o que fazemos quando não podemos concordar os nossos actos com os nossos pensamentos?
— Somos prisioneiros. Estamos presos naquilo que não conseguimos deixar de ser e que anda assim não conseguimos ser.
— Somos não-pessoas.
— Somos pessoas. Mas presas.
— O que é uma não-pessoa?
— Uma não-pessoa é só aquela que nada deseja. O desejo é o que nos permite ter a certeza de que estamos vivos: de que existimos.
— Se desejo, sou.
— Se desejas, queres ser. É sempre esse o primeiro passo. Querer. Tudo o que interessa começa porque se quer.
— Às vezes é sem querer.
— E no entanto queremo-lo como loucos. A partir do instante em que passamos a querer, somos aquele querer, precisamos daquele querer, dependemos daquele querer. Queremos tanto que tudo o que não seja conseguir o que queremos inexiste.
— Só existe o que queremos.
— Só somos o que queremos.
— Quero-te.
— E eu a ti.

Verdade: s.f. Aquilo que tem várias faces, nenhuma delas inatacável. Se só tem um lado: é mentira.

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