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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão Meu Amor

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A batalha da meia-noite

A emissão de um magazine social na antena generalista está a criar dificuldades à concorrência no chamado late night, logo a seguir ao horário nobre. A TVI parece que não estava à espera deste desafio.
24 de agosto de 2018 às 13:42
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Liliana Campos

Quando um canal generalista quer subir rapidamente a performance diária é no chamado late night que aposta em primeiro lugar, ou seja, logo a seguir ao horário nobre, da meia-noite em diante. Trata-se de uma parte do dia em que as televisões generalistas costumam apostar menos, quer porque o grosso da receita já está feita, quer porque este horário tem um ocupante fortíssimo e que está cada vez mais forte. Trata-se do cabo, precisamente, que deixa pouca margem de manobra às generalistas, quer através dos canais de informação, que fazem da meia-noite um dos períodos-chave da respetiva aposta, quer através dos canais de séries e filmes, dependentes do público noctívago, já para não falar do consumo de programas gravados.

Ora, se não é um período central para as televisões generalistas, é curioso que seja aqui que a SIC tenha criado a primeira dificuldade à TVI, e acentuado a crise da RTP1, ao colocar na antena generalista o Passadeira Vermelha, que tem liderado e contribuído todos os dias para aproximar os valores de Carnaxide dos de Queluz de baixo. O formato de Liliana Campos é de baixíssimo orçamento, baseia-se numa apresentadora eficaz, num comentador da área social com uma imagem incomparável, Cláudio Ramos, e numa ou outra polémica que tende a acentuar a curiosidade do público.

Até ao momento, a TVI não encontrou antídoto, e mostra-se desorientada com este desafio inesperado. A SIC pode ter perdido share comercial com esta aposta, e perdeu, com certeza. Mas, pelos vistos, essa deixou de ser a prioridade. Isso abre todo um mundo novo para Carnaxide.                          

Derrota surpreendente
Fixe o leitor este número e esta data: sábado, 13,6%. Foi o share com que a TVI perdeu o dia, e com estrondo. É o pior do canal, em anos, e num dia sem qualquer evento desportivo. A SIC ganhou com vantagem surpreendente. Sinal, que não deve ser ignorado, de que algo está a mexer. Veremos até que ponto. 

Touradas no canal 1 da RTP
É de elogiar a decisão de emitir uma corrida de touros, em horário nobre. Só uma visão distorcida da sociedade e do serviço público pode levar alguém a defender que as touradas sejam banidas da RTP. Um rápido visionamento diz-me que a transmissão foi competente, com resultados razoáveis para a RTP1. 

Sporting tv: o debate
Já por alturas do duelo Bruno-Madeira Rodrigues, há ano e meio, aqui tinha escrito que a Sporting TV não é o palco ideal para os debates eleitorais. Quando muito, o canal de um clube deve retransmitir debates de outras estações. Em causa está o impacto reduzido dos canais dos clubes, e também a necessidade de garantir isenção. Este último tema não se aplica este ano: a isenção esteve garantida pela multiplicação de candidatos. Já o impacto reduzido, aí está para o provar: o debate a 7 na Sporting TV teve 22 mil e 690 espectadores, 0,23% de audiência. A quem interessa isto?

As pontes também caem
A realidade é espantosa. Acontecimentos impensáveis, que atribuiríamos a maus guiões se os víssemos na ficção, sucedem-se, e apanham-nos a todos desprevenidos. A queda de uma ponte em Itália é um desses momentos de pasmo inicial, que persiste até assimilarmos que é mesmo real, aconteceu mesmo. Nas nossas televisões, o pretexto foi aproveitado, e bem, para analisar o estado das obras em Portugal.

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