Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de Polícia

Notícia

Dezassete anos depois

Foi a agonia e morte das Torres Gémeas, onde o psicodrama foi mais intenso, que ficou na memória de todos quantos assistiram ao desenrolar da barbárie. E, desde então, o mundo não voltou a ser igual.
16 de setembro de 2018 às 07:00
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Dezassete anos depois

Naquele dia o mundo ficou boquiaberto de espanto. A Al-Qaedda desferia vários atentados espectaculares contra o coração dos Estados Unidos, matando cerca de três mil pessoas com quatro aviões desviados de aeroportos americanos. Porém, foi a agonia e morte das Torres Gémeas, onde o psicodrama foi mais intenso, que ficou na memória de todos quantos assistiram ao desenrolar da barbárie. E, desde então, o mundo não voltou a ser igual. Aqueles ataques contra o país mais protegido e poderoso do Mundo, dizia-nos da nossa pequenez, da nossa fragilidade em face de golpes tão traiçoeiros.  A Al-Qaedda deu o mote, Bin Laden tornou-se o homem mais procurado de todo o planeta até que foi encontrado e abatido. Com a sua morte também minguou este terrorismo inicial, dando espaço à chegada do Estado Islâmico. E nem se pode dizer que esta besta negra assumiu uma cruzada contra o Ocidente. Se é verdade que a Inglaterra, a França, a Bélgica, entre outros, os países mais atingidos por estes novos bárbaros, não deixa de ser menos verdade que têm espalhado o medo e a morte pelo Iraque, pela Síria, pelo Afeganistão, pela Tunísia, pela Nigéria, revelando uma face apocalíptica que lança o caos e a insegurança nos países muçulmanos.

O mundo nunca mais foi o mesmo, dizia eu. Na verdade, estas últimas quase duas décadas confrontaram-nos com uma criminalidade que perturba pela violência e não se consegue explicar totalmente por motivos ideológicos. Aquilo que se conhece deste novo tipo de terrorismo é que tem como objectivo instalar o medo e fizeram a demonstração, para os mais esquecidos de outros holocaustos, que o ódio não tem limites. Nem a cobardia. Matar a eito inocentes faz parte da herança genética que alberga o que de pior existe na natureza humana e, tal como a Al-Qaedda, por mais derrotas que sofra o Estado Islâmico, será quase certo que novas organizações do horror e da crueldade irão surgir, tendo como justificação a diferença religiosa, ou a diferença política, ou a diferença cultural. Serão meros pretextos e só há uma forma de combater esta obscenidade: Não ter medo e enfrentar a vida com determinação.

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