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Eu, abaixo-assinado

Nos moldes em que foi feita, a defesa da ex-diretora da RTP procura consagrar o jornalismo como uma espécie de sistemas de castas, com valores e normas éticas à parte do resto da sociedade. Isso é intolerável.
26 de dezembro de 2019 às 00:00
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Eu, abaixo-assinado
O abaixo-assinado de um conjunto de jornalistas em defesa da ex-diretora de Informação da RTP deixa um rasto perturbador sobre a saúde da profissão. Tratou-se de um erro infantil difícil de entender em profissionais tão relevantes como os editores e diretores que aderiram à iniciativa.

Os subscritores do documento confundiram uma suspeita deontológica com uma questão interna da RTP; emitiram um juízo contra uma equipa de jornalistas sem os ouvir; desculpabilizaram a visada com base no passado, ignorando a responsabilidade individual. Aqueles jornalistas defenderam uma colega com base em valores que passam a vida a escrutinar, e bem, noutros atores sociais, como ex-banqueiros e políticos. É uma proteção corporativa muito grave.

Todos os jornalistas que prezam a independência têm obrigação de repudiar o conteúdo deste abaixo-assinado, em defesa da profissão. Os jornalistas são cidadãos iguais aos outros, e devem fazer questão de o afirmar publicamente e de agir em conformidade perante os seus pares. Isso significa que qualquer falha deve ser investigada, e sancionada, se for o caso, sem qualquer imunidade baseada em corporativismos. Não está em causa de quem se trata, Maria Flor Pedroso, ou seja quem for. O ponto é que a defesa de um jornalista unicamente com base no passado significa criar uma ética à parte para a classe, em que nenhuma ação presente é avaliada com objetividade. Vamos ser claros: este abaixo-assinado é uma página negra na História do jornalismo em Portugal.

1. Fim da invencibilidade

Corrigidos os erros de grelha da semana anterior, o 'Pesadelo'... voltou a ganhar, domingo à noite. Ljubomir prova duas coisas com um só projeto: a SIC não é imbatível, o que é um facto muito relevante para o mercado; por outro lado, a TVI pode voltar a ganhar desde que se organize e tenha um plano inteligente.

2. Big Brother

No anunciado regresso do 'Big Brother', 20 anos depois de estrear em Portugal, ainda ninguém sabe quem será o apresentador. Com Teresa Guilherme de fora, a sua grande rival, Júlia Pinheiro, aparece na corrida. Seria uma forma de a TVI ajudar a SIC a resolver um duplo problema: Júlia é cara e pouco competitiva. Será boa ideia para Queluz de Baixo dar uma ajuda assim?

3. Elogio a Gonçalo Reis

A saída de Maria Flor Pedroso do cargo de diretora de informação da RTP era inevitável. Felizmente para o equilíbrio da empresa, o presidente Gonçalo Reis revelou muito mais bom senso que dezenas de jornalistas e percebeu a tempo que mantê-la no lugar era insustentável perante a gravidade do que se passou. A próxima direção deve estar acima de qualquer suspeita e provavelmente o mais sensato será vir do interior da redação, a bem do restabelecimento da confiança entre todos os que fazem jornalismo na estação pública.

4. ARTV viral, por uma vez!

Era uma intervenção parlamentar destinada ao esquecimento total e absoluto. Um deputado usava os substantivos e os adjetivos com liberalidade, sabendo que aquela não seria uma intervenção para a História. A reprimenda que Ferro Rodrigues deu a André Ventura transformou aqueles segundos num sério caso político, e a ARTV, por uma vez, "viralizou", como se diz agora. Melhor publicidade não há...

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