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Carlos Rodrigues
Carlos Rodrigues Televisão Meu Amor

Notícia

Generalistas afundam-se

As perdas atingem as quatro estações, no ano de 2017. No conjunto, RTP1, Canal 2, SIC e TVI têm menos 70 mil pessoas por dia. Crescimento do cabo vai continuar
03 de novembro de 2017 às 07:00
O ano de 2017 é um ano perdido para as televisões generalistas, em Portugal. A gestão nos tempos da crise foi imprudente, e a recuperação económica não tem produzido efeitos na qualidade, nem na diversidade da programação. Para percebermos a tormenta que afecta as estações, nada melhor que fazer o balanço das audiências num período um pouco mais alargado que o habitual resultado do dia-a-dia.

Fechado o mês de Outubro, comparemos a média do ano de 2017, até este momento, com os resultados do ano passado. Verificamos que os canais de sinal aberto perderam, em conjunto, um total de 70 mil espectadores por dia, este ano, quando comparado com 2016. A queda é geral. A RTP1 perde 27 mil pessoas, o canal 2 fica sem um quarto do seu auditório, com menos 10 mil pessoas por dia, a SIC vê fugirem 15 mil espectadores e a TVI 17 mil. São espectadores que optam pelo cabo, ou por outro tipo de consumo televisivo.

O canal líder, a TVI, já não consegue atingir a barreira dos 21 pontos de share (está com média anual de 20,9%), num sinal irreversível da dispersão do auditório. Se olharmos para as maiores audiências do ano, vemos que o futebol, a ficção em língua portuguesa, e um ou outro fenómeno incomum, como foi o chef Ljubomir, são as armas que restam para juntar toda a família frente ao televisor. Armas que, curiosamente, também funcionam no cabo, onde os canais de informação (com a CMTV à frente de todos, numa alteração histórica da liderança, que era da SIC Notícias há década e meia), de novelas e de filmes ou séries, incluindo infantis, dominam o top-10 anual.

* O autor desta crónica escreve de acordo com a antiga ortografia.

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