Paulo Abreu
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O fim de Júlia Pinheiro

Perde sempre como apresentadora e está perdida como directora. "O Goucha vai dar-nos uma sova tremenda", diz, com um "grande sorriso". Assim vai a SIC: de mal a pior.
13 de janeiro de 2018 às 07:55
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O fim de Júlia Pinheiro

Júlia Pinheiro voltou a atacar, depois de tanto tempo de silêncio. Repare bem, caro leitor/a, no que ela diz, a propósito de ser Manuel Luís Goucha o eleito da TVI para apresentar a Casa dos Segredos: "Penso que é uma escolha felicíssima… O Manel está na plenitude absoluta das suas capacidades como comunicador, está cada vez melhor. Tem uma empatia com o público total, hoje em dia, e reuniu uma experiência que faz com que tudo aquilo que é necessário em plateau esteja afinadíssimo." Até aqui, percebo os elogios, tantos são os laços de amizade que unem os dois. O pior veio depois: "Ele vai dar-nos uma sova tremenda! E eu, com um grande sorriso, vou abrir as audiências para ver o grande triunfo do meu amigo." Como? Levando isto para o futebol, alguém imagina Rui Vitória a falar assim de Jorge Jesus? Ou de Pinto da Costa elogiar desta maneira Luís Filipe Vieira? Impossível, obviamente.

Transferida da TVI para a SIC, em Janeiro de 2011, que lhe valeu um contrato milionário – hoje, leva para casa 25 mil euros –, Júlia Pinheiro nunca venceu a concorrência como apresentadora de Queridas Manhãs, de Peso Pesado, de Splash! Celebridades e de Sabadabadão. Nestes últimos sete anos, Júlia Pinheiro nunca venceu a concorrência como directora de Conteúdos. O Poder do Amor, Vale Tudo, Cante… Se Puder, Factor X ou Just Duet são apenas alguns exemplos de formatos anunciados como uma pedrada no charco e, depois, os espectadores viraram-lhes as costas, infligindo-lhes derrotas pesadas nas audiências. 

Com um currículo negro neste seu regresso a Carnaxide, Júlia Pinheiro esqueceu-se de que tem responsabilidades na SIC, uma televisão sem soluções para fazer cócegas à líder TVI (com excepção na ficção nacional) e sem dinheiro para alimentar uma estrutura pesada, e mostrou-se publicamente encantada com um produto rival – e tudo o que o envolve. Pergunto: que margem de manobra tem agora o seu novo programa de entretenimento, Divertidamente, apresentado por João Manzarra e que vai para o mesmo horário de Casa dos Segredos, aos domingos à noite? Uma "sova tremenda", Júlia? "Com um grande sorriso, vou abrir as audiências para ver o triunfo do meu amigo", Júlia? É, de facto, o fim.

* O autor desta crónica escreve de acordo com a antiga ortografia.

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