Sandro Bettencourt
Sandro Bettencourt Por detrás das câmaras

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O rei está vivo!

Mas afinal o que representa ainda hoje Eusébio para ser endeusado? A resposta é simples e encontra-se nas virtudes cardeais que todos lhe reconhecem.
23 de janeiro de 2017 às 08:00

Eusébio da Silva Ferreira faz 75 anos, na quarta-feira, dia 25 de janeiro. Escrevo "faz" porque, embora fisicamente já não esteja entre nós, o Pantera Negra continua, vibrante, a povoar o imaginário colectivo, não apenas de um povo, mas sim de todos quantos amam, vivem e estudam o fenómeno que dá pelo nome de futebol.

A sua presença é metafísica e toca-nos. Inebria-nos a todos independentemente do clube que elegemos e seguimos com fervor. Falar de Eusébio da Silva Ferreira é quase como falar do bilhete de identidade de Portugal e do Benfica. Os golos irrepetíveis, os dribles estonteantes, a essência do menino da Mafalala conservam-no numa dimensão que não conseguimos tactear, num mundo onde só os deuses podem habitar.

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Eusébio no jogo que colocou frente a frente o Benfica e o AC Milan, em jogo a contar para a Taça de Clubes Europeus

Ter privado e acima de tudo registado as suas últimas palavras para a FLASH! é uma prerrogativa que guardo com orgulho. Mas afinal o que representa ainda hoje Eusébio para ser endeusado? A resposta é simples e encontra-se nas virtudes cardeais que todos lhe reconhecem: a modéstia, a temperança, o amor, a determinação, a probidade, a força, a vontade, a autodeterminação.


Costumo dizer, que Eusébio e Amália foram os prodígios que permitiram a sobrevivência tardia do Estado Novo. Porque transportavam consigo virtudes universais, porque nunca nos deixaram e continuam vivos, fulgentes, genuínos. Perdidos Eusébio e Amália, faltam-nos os símbolos, que tanta identidade ofereceram, sem pedir nada em troca.

Resta-nos Cristiano Ronaldo. Mas até Ronaldo, o melhor jogador português de todos os tempos, sabe que ganhar um lugar no pódio no arquétipo lusitano, requer muito mais que habilidade, bolas de ouro e milhões de euros na conta bancária. Se ainda for a tempo de cultivar as virtudes de Eusébio, talvez um dia venha a ocupar-lhe o lugar. Portugal necessita disso. Nunca soube viver sem lendas.

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