Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de polícia

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Outra vez Maddie

Desta vez, foi a ama da miúda que falou. E o que disse? Nada. Recordou os primeiros momentos de procura da criança desaparecida, a aflição dos pais, as buscas feitas no aldeamento e redondezas.
23 de abril de 2017 às 09:00

Quando passam dez anos sobre o desaparecimento da inditosa criança inglesa, na praia da Luz, no Algarve, exercitam-se as comemorações através da descoberta de novos elementos, que de novo nada têm, mas rejuvenescem o caso. Desta vez, foi a ama da miúda que falou. E o que disse? Nada. Recordou os primeiros momentos de procura da criança desaparecida, a aflição dos pais, as buscas feitas no aldeamento e redondezas. Mas disse uma coisa para argumentar em favor do rapto da criança. Que aquela praia era muito dada a violações, por isso, era natural que tivesse raptado a criança.

Ora, é preciso desmontar as invenções comemorativas. A ama de Maddie, não passa de uma funcionária que terá cuidados das crianças do casal Mccann, na semana que eles estiveram em Portugal. Não foi mais tempo do que isso até se dar o fatídico evento e numa semana ninguém pode falar como se fosse uma velha empregada do casal. Produz impressões sobre um punhado de dias, não tem a verdade consigo sobre aquela famíia e aquele grupo de amigos.

Em segundo lugar, vem á baila a história das violações. Que a praia era dada a haver muitas violações. O problema é que violações é uma coisa, uma rede de raptores, que ela acredita terem levado Maddie, é outra. Porém, não existe um único elemento que suporte quer uma teoria quer outra. Não existe um padrão de casos de violação típico da praia da Luz, nem as estatísticas, nem as polícias dão disso nota. Nem existe uma rede de raptores de crianças que apenas teria raptado Maddie. Mais nenhum outro menino ou menina foi notícia de ter sido raptado por tal rede inventada nas imaginações mais fertéis.

Por outro lado, se houve rapto, não havia razão para que a gerência da estãncia turística desse ordens para vasculhar caixotes de lixo e ‘debaixo das camas’. Ninguém rapta ninguém para a esconder debaixo de uma cama.

Não é mais do que uma fuga para a frente. A verdade é que a diligência séria que falta fazer para descobrir o culpado é a reconstituição do que aquele grupo de pessoas fez naquela noite. E é aí que está a verdade escondida.

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