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Porquê, Fátima?

Tirando o dinheiro que possa ganhar a mais, e ganha certamente, Fátima Lopes – tal como Manuel Luís Goucha – não acrescenta nada de importante ao seu currículo com a apresentação de ‘reality shows’.
11 de agosto de 2018 às 07:00
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Porquê, Fátima?

A pouco mais de um mês da ‘rentrée’, normalmente a época em que as televisões abrem os cordões à bolsa, começam a ficar claras quais as estratégias de programação de RTP, SIC e TVI para as suas grelhas, principalmente as dos domingos à noite – historicamente, é o dia mais importante de consumo e investimento em Portugal. Se a grande aposta da estação pública

é o ‘The Voice’, excelente formato de entretenimento, capaz de juntar famílias em frente ao pequeno ecrã, mesmo com os velhos do costume (Catarina Furtado, Vasco Palmeirim, Aurea, Mickael Carreira, Marisa Liz e Anselmo Ralph), as privadas colocam as fichas todas em ‘reality shows’.

Em Carnaxide, teremos ‘Casamentos à Primeira Vista’ – tudo indica com Júlia Pinheiro –, cujo objectivo é procurar pessoas dispostas a subir ao altar… com outras que acabaram de conhecer. Já em Queluz de Baixo, com Fátima Lopes ao leme, estreia-se em Novembro ‘Primeiro Encontro’, que, tal como o nome indica, visa promover relações, heterossexuais ou homossexuais, num restaurante/bar. Além das novelas que SIC e TVI se preparam para estrear nas próximas semanas, ‘Alma e Coração’ (Cláudia Vieira é a protagonista) e ‘Valor da Vida’ (Rúben Gomes é a estrela), respectivamente, estão lançados os principais dados. E, sinceramente, vou confessar já uma coisa: tal como não gostei de ver Manuel Luís Goucha à frente da ‘Casa dos Segredos’, não vou gostar de ver Fátima Lopes neste tipo de formatos, já baptizados de espaços de engates.

Fátima é uma talentosa apresentadora e comunicadora, uma profissional exemplar, bonita e sedutora, mas não tem perfil para Primeiro Encontro – tem, sim, para ‘A Tarde É Sua’, para ‘Conta-Me como És’, para ‘Let’s Dance’ ou, ainda, para ‘Pequenos Gigantes’. Tirando o dinheiro que possam ganhar a mais, e ganham certamente, Manuel Luís Goucha e Fátima Lopes não acrescentam nada de importante aos seus currículos com estes desafios profissionais. E, ao contrário do que alguns possam defender, eles não precisam de fazer isto para provar que sabem fazer tudo (e bem). Afinal, já fazem parte da história da nossa TV como os melhores.

Olhando para esta realidade actual, principalmente na SIC e na TVI, lembro-me de uma frase de José Saramago… que, de tão simples, diz tudo: "É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós."

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