Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores Piquete de Polícia

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Dinheiro e Justiça

O Orçamento de Estado tornou-se numa tonta novela, no que respeita à sua discussão.
02 de dezembro de 2018 às 13:12
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Dinheiro e Justiça

O Orçamento de Estado tornou-se numa tonta novela, no que respeita à sua discussão. Percebe-se pela quantidade de propostas de alteração – cerca de mil – que não é um exercício sério, feito por gente séria, mas uma procissão de popularidade artificial onde cada partido faz os possíveis para agradar aos seus eleitorados. Quem mais propuser de despesa, melhor sairá na fotografia. Estão à vista as eleições e no hemiciclo começou a campanha eleitoral.

A última notícia, ou uma das últimas, dava conta de uma grande vitória na luta contra a corrupção e o crime em geral. A Polícia Judiciária vai ver o seu minguado orçamento reforçado em quinhentos mil euros. Uma notícia para enganar tansos. Desde logo, porque a precária situação em que se encontra a instituição, sem funcionários, delapidada de meios, com uma exigência confrangedoras de meios em vários domínios da investigação criminal, obrigaria a um sério reforço orçamental. Os seus quadros vão saindo devido à idade, os cursos de acesso estão estrangulados para os vários níveis da hierarquia, os meios necessários, nomeadamente no domínio da cibernética, estão muito longe de serem suficientes e, contras feitas por alto, duvido que cinco milhões de euros chegassem para transformar a PJ na potente máquina que poderia atingir resultados inacreditáveis.

Porém, dou de barato esta expectativa. Fiquemo-nos pelos quinhentos mil euros. É que nem esta verba vai chegar à Gomes Freire. É uma ilusão. Mais um golpe ilusionista deste governo que brinca, goza, manipula, a população como se fossemos fantoches. Aquilo que mostra a história desta governação é o culto das cativações. Promete, garante, convence e depois cativa. Tem sido a regra em todos os domínios da administração. Na Educação, na Saúde, na Defesa, na Segurança. Enfim, em todos os domínios, deixando para trás um rasto de logros e promessas traídas. Nasceu sob o signo da ‘palavra dada, é palavra honrada’ para se converter em ‘palavra dada e acção desonrada’. No que respeita à PJ, instituição que pode ser temível para gente desonrada e sem palavra, quanto maiores forem as suas dificuldade, melhor para a rapaziada que hoje promete milhões sem critério. Amanhã, lá estará o cativador Centeno, a meter tudo no sítio onde deve estar. Tesos. E sem piar.

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