Francisco Moita Flores
Francisco Moita Flores piquete de polícia

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O Caso Luís Grilo

Dentro dos prazos, saiu a Acusação contra Rosa e Fernando, acusados de em coautoria terem assassinado o marido da primeira, o triatleta Luís Grilo. Agora, que sabem o que defende o Ministério Público, é chegada a hora de conhecermos a perspetiva da Defesa dos dois presumíveis autores.
31 de março de 2019 às 16:26
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O Caso Luís Grilo

Dentro dos prazos, saiu a Acusação contra Rosa e Fernando, acusados de em coautoria terem assassinado o marido da primeira, o triatleta Luís Grilo. É abundante o material de suporte que sustenta o documento, revelando informações que nunca vieram para o domínio público e dificilmente podem escapar a um julgamento por homicídio qualificado. Agora, que sabem o que defende o Ministério Público, é chegada a hora de conhecermos a perspetiva da Defesa dos dois presumíveis autores. Seguramente vão apresentar outra versão dos factos optando por uma de duas vias: ou pedindo a abertura de instrução do processo, para ser submetido a um juiz,  que os pronunciará ou não. Ou, então, deixando o caso ir imediatamente para Tribunal para julgamento, apresentando aí a argumentação contra a tese inscrita no despacho do Ministério Público.

Seja como for, existem alguns factos que merecem, desde logo, atenção. O depoimento de Rosa Grilo perante o juiz de instrução está esvaziado. Não há, na acusação, qualquer sinal da presença de pessoas estranhas ao casal. Os tais angolanos que teriam executado o marido, por eventuais negócios de diamantes, não existem. Foi uma invenção sem suporte em factos reais. Não existe nada que sustente as muitas voltas que, angolanos ou outros, terão dado com o cadáver da vítima, na companhia da Rosa. Numa palavra: a confissão é uma invenção.

Dirão alguns que não ser conhecido o automóvel em que o cadáver foi transportado para o Alentejo favorece o casal. Não é verdade. Não foi usada qualquer viatura para cometer o homicídio. O Luís foi assassinado na sua própria residência e são abundantes as provas que demonstram tal facto. A questão da viatura apenas se coloca para a execução de um outro crime que existiu a seguir ao homicídio, a profanação de cadáver, com moldura penal bem longe dos 25 anos de cadeia que podem ser aplicados como decisão judicial pela morte do marido de Rosa.

Dito isto, é preciso que se saiba que o processo não acabou. O direito à defesa é inalienável e novas provas poderão surgir em favor dos arguidos. Porém, é um grande passo para o fim desta novela de mau gosto em que Rosa Grilo transformou a morte do seu marido. Nunca se viu nada assim.

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