Luísa Jeremias
Luísa Jeremias No meu Sofá

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Pessoas que nos fazem felizes de forma simples

Foi a transformar a televisão numa festa que João Baião cresceu e ganhou popularidade. Porque rapidamente percebeu que TV é entretenimento no seu estado mais puro, é fazer rir e chorar, é esquecer dramas do quotidiano, é alienar.
13 de outubro de 2019 às 00:00
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Pessoas que nos fazem felizes de forma simples
Esta semana dei por mim a rever entrevistas mais e menos recentes de João Baião. O ator – que também foi transformado, e bem, em apresentador nos primórdios da SIC – tem aquela capacidade de ser transparente e de nos encher o coração.

O que quer isto dizer? Que aquele sorriso, aquela forma de falar quase infantil, aquele beijinho dado às fãs que o abordam ou enviado "lá para casa" (desde os tempos do 'Big Show SIC') soam a real. João Baião é o que é: um multifacetado ator, consagrado nos musicais de La Féria, uma figura de proa da televisão que só tem sucesso quando mostra o seu lado mais frenético, como se num palco se encontrasse, sem medos nem falsos pudores.

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João Baião Big Show SIC
Foi a transformar a televisão numa festa que cresceu e ganhou popularidade. Porque rapidamente percebeu que TV é entretenimento no seu estado mais puro, é fazer rir e chorar, é esquecer dramas do quotidiano, é alienar.

O modelo Baião foi depois copiado, recriado, reinventado das mais diversas formas noutras estações e com outros apresentadores. Cristina Ferreira herdou-o e bem, por exemplo. Ganha na proximidade que consegue com o espectador, perde em autenticidade (por tudo o que implica a sua postura enquanto figura pública e estratégia comercial).

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Cristina Ferreira
Cristina já não pode usar o blazer que lhe apetece, nem dizer a primeira barbaridade que lhe vem à cabeça. Quando o faz, fá-lo com um objetivo, de forma pensada e inteligente, com resultados à vista. Baião não: faz porque ele próprio é assim. Como Malato, por exemplo. Também ele, discípulo da escola da televisão que se faz com alegria, conseguiu manter-se fiel à sua forma descontraída de olhar a vida e, sobretudo, de não se levar demasiado a sério.

Baião e Malato são, em estilos diferentes, o que sobra da televisão autêntica, que existe para abrir um sorriso, fazer soltar uma gargalhada enquanto se arrumam os pratos na cozinha e se passa mais uma camisa a ferro. São reais (o que não significa que a sua própria vida e carreira tenham sido fáceis) e, sobretudo, fazem-nos sentir em casa. Confortam-nos. E televisão generalista também é isso: simplicidade.

Por isso, aos dois, um beijinho. Obrigado. É bom sorrir de forma genuína e sentir paz.

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José Carlos Malato

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