Margarida Rebelo Pinto
Margarida Rebelo Pinto Pessoas como nós

Devíamos ir a Paris

Há um fio que nos une e esse fio é feito de uma matéria invisível e misteriosa, um fio de nuvem que perdura para lá do tempo e do espaço.

Mãos de pianista

Ter um pai melómano é como ter um tesouro debaixo do colchão, e os meus dois irmãos e eu percebemos isso muito cedo.

A falta que me fazes

Sempre que estamos juntos falamos de trabalho e de projetos, trocamos músicas e recomendações de séries, desligamos do mundo e ficamos ligados um ao outro por mil fios que se multiplicam cada vez que ficas mais um bocadinho na minha cama.

A desordem, outra vez

Não conheço nenhum escritor vivo ou morto que não tenha caído na tentação de se perder em cartas.

Algodão doce

No último dia de aulas, tínhamos o hábito de ir à feira popular. Quando lá cheguei para me encontrar com o meu grupo do Maria Amália vi o Gustavo aos beijos com a Raquel, os dois muito derretidos, escondidos atrás de duas nuvens cor-de-rosa de algodão doce. As pernas falharam-me e o queixo começou a tremer.

O Último Pôr do Sol

Ficámos mais um pouco a olhar para o mar, duas vidas em paralelo que voltavam a cruzar-se por breves e preciosos instantes para assinar um tratado de paz há tanto tempo esperado.

Manhãs submersas

Quando mudei para esta casa, nunca imaginei que o rio me fizesse tanta companhia. É certo que a vista não te aquece os pés no inverno, mas pelo menos aquece-te a alma.

Endless Summer

Quando me canso de tanto sossego, vou até à praia e imagino-te em cima de uma prancha à espera da onda da tua vida.

Geração Impulse

Esta história não é minha, é da minha amiga Alice, da minha prima Luísa, da minha colega de trabalho Sofia, de milhões de mulheres espalhadas pelo mundo que estão solteiras e que, entre duas relações, recorrem à reanimação de um namoro antigo ou de um caso mal resolvido para se sentirem vivas.

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