Paulo Abreu
Paulo Abreu O Tal Canal

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'Paixão' é a Margarida

A protagonista da nova novela da SIC nunca defraudou as expectativas, bem pelo contrário, e por isso, para mim, continua a ser a melhor da sua geração.
23 de setembro de 2017 às 11:24

1. Vi a estreia de 'Paixão', na SIC, e gostei. Gostei do arranque da história, na África do Sul, da fotografia, do desempenho de alguns actores, como Rita Blanco, ainda um pouco discreta mas já a deixar antever que vai ser um caso sério, mas o que me prendeu, do princípio ao fim, foi a interpretação de Margarida Vila-Nova. Conheci-a em 2001, quando gravava 'Anjo Selvagem', um sucesso estrondoso de audiências na TVI, e percebi rapidamente que não era mais uma que ali estava. Mesmo com 18 anos, idade onde muita coisa está em jogo, Margarida destacava-se já da maioria. Pelo brio, responsabilidade, à-vontade no meio e, claro, talento para representar. De então para cá, protagonizou várias novelas na estação de Queluz de Baixo e, mais recentemente, outras na rival de Carnaxide, apesar de andar entre Lisboa e Macau. Nunca defraudou as expectativas, bem pelo contrário, e por isso, continua a ser a melhor da sua geração.

O primeiro episódio de 'Paixão' não foi o programa mais visto de segunda-feira, 18, mas prendeu ao pequeno ecrã 1 milhão e 417 mil espectadores, um excelente número para a SIC, que lhe valeu um 3.º lugar na tabela. Não sei se o nível de qualidade desta trama, assinada por Joana Andrade e Filipa Poppe, irá manter-se, não sei se as audiências se irão manter, sei que a ficção da SIC deu um salto enorme nos últimos anos, graças a Gabriela Sobral, hoje directora de Programas. E sei também que se a TVI não tem ido buscar José Eduardo Moniz para a ficção, em 2014, a esta hora, havia um campeão indiscutível nas novelas: a estação de Carnaxide.

2. O 'The Voice', da RTP1, continua a ser um grande formato de entretenimento, mesmo quando já vamos numa 5.ª edição e os primeiros sinais de saturação começam a manifestar-se, mas volto a insistir: um programa destes, aposta da estação pública, pago portanto por todos os portugueses, devia saber promover a nossa música, os nossos cantores e os nossos autores. Não o faz – os concorrentes cantam todos em inglês. Daniel Deusdado, director de Programas, que tão bem cavalgou a vitória de Salvador Sobral na Eurovisão, não mete mão nisto. Lamentável!

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