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“Porrada” na Júlia Pinheiro

Há quase oito anos na SIC, a apresentadora só agora consegue dar um sinal da sua graça, ao vencer a rival da TVI, Fátima Lopes. Quem lhe fez o funeral, provavelmente enganou-se.
03 de novembro de 2018 às 11:21
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“Porrada” na Júlia Pinheiro
1. Já dei aqui muita "porrada" a Júlia Pinheiro – entenda-se críticas aos (maus) resultados que alcançou desde que regressou à SIC há quase oito anos. Afinal, foram vários os programas a que deu a cara e que – provaram os números – foram um insucesso: ‘Peso Pesado’, ‘Splash! Celebridades’, ‘Querida Júlia’, ‘Sabadabadão’ e ‘Queridas Manhãs’. Neste horário, por exemplo, deu tudo aquilo que sabia e não sabia, acreditando sempre que um dia os espectadores lhe reconheceriam a sua seriedade no trabalho efectuado, mas a verdade é que nunca conseguiu bater a concorrência directa, nomeadamente a TVI.

Os erros acumulavam-se, a estratégia revelava-se por vezes pobre, e, em Queluz de Baixo, afinal, morava a melhor dupla da televisão portuguesa: Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha. Reconheça-se que também não era fácil. Para não dizer impossível. Porém, com a última revolução operada em Carnaxide – Francisco Pedro Balsemão até conseguiu desviar Cristina Ferreira da TVI –, Júlia Pinheiro ganhou um novo fôlego, agora nas tardes, horário que tão bem conhece.

E num espaço de menos de um mês a apresentadora já venceu a rival Fátima Lopes, eterna campeã, vários dias. Ainda é cedo para fazer o primeiro balanço desta guerra que só a 8 de Outubro começou, mas uma coisa é certa: quem lhe fez o funeral – e eu fiz alguns, assumo –, provavelmente enganou-se.

2. A TVI envia para a recta final da campanha presidencial do Brasil o craque da redacção – Judite Sousa –, bate os seus adversários principais, Luís Baila e Cândida Pinto, e depois, continuando a levar isto para o plano futebolístico, na hora de levantar o troféu, desapareceu. Foi o que aconteceu no domingo à noite, dia 28.

Jair Bolsonaro vence as eleições, faz o discurso da vitória, e a estação de Queluz de Baixo não o transmitiu. A opção de Sérgio Figueiredo, o director de Informação, recaiu na emissão de ‘Livre e Directo’. Imperdoável. Valeram-me, nessa hora, a RTP3, a SIC Notícias e a CMTV, mesmo que fosse para ouvir as patetices de Donald Trump II.

3. Deixo uma pergunta de rodapé: Luís Costa Ribas, correspondente da SIC em Washington há quase 30 anos, anda a fazer peças para a estação de Carnaxide em sua casa, com uma estante de livros por trás? Não há orçamento para mais? Surreal.

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