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Entrevista

Pedro Rodil, o ator rebelde, regressa à TV: "Sempre fui visto como o gajo maluco da história"

Volta à novela pela porta grande como um polícia problemático na novela Alguém Perdeu, que estreia dia 18 na CMTV. Numa entrevista intimista, o ator fala do passado rebelde, de ser pai e de como está a ser esta experiência fascinante. Uma entrevista sem tabus
14 de março de 2019 às 14:53
No papel de Luís Carlos Brandão, um agente da PSP que viveu um casamento conturbado e que acaba por se juntar a alguns ‘fora da lei’, Pedro Rodil está de volta na novela ‘Alguém Perdeu’, com estreia dia 18 na CMTV." O entusiasmo é muito grande. Acho que estamos a fazer história porque é a primeira novela deste canal, e vai ser diferente das outras", assume o ator. Claro que isso me deixa num grande estado de ansiedade. Mas estou exclusivamente focado no trabalho", garante.

O ator está confiante como novo projeto. "A personagem tem sido um desafio porque tem um lado extremamente dramático, que passa por algumas reviravoltas na vida. Mas tem sido fácil, porque temos a equipa bastante envolvida no projeto, e quando assim é o trabalho acaba por ser mais prazeroso, e o resultado será melhor", afirma. 

Antes da estreia, Pedro Rodil passou dias de descanso em Fortaleza, Brasil, com outros atores da novela 'Alguém Perdeu. Foi lá, num cenário paradisíaco, que falou connosco sobre o projecto que o está a entusiasmar e a sua vida pessoal. Uma conversa emocionante na qual nada é deixado para trás.

Esteve alguns anos afastado da representação. Está feliz com este regresso com a novela 'Alguém Perdeu', da CMTV?

O regresso é sempre positivo pela continuidade. Nós, atores, vivemos na dúvida de não termos um trabalho certo. Por vezes temos muito e, subitamente, desaparece. Claro que fico feliz de, nos últimos meses, ter voltado a ter trabalho contínuo e em força. E agora, em especial com a novela da CMTV.

Teve medo de ficar esquecido?
Claro, porque sou apaixonado pelo que faço. Tive medo que este sonho terminasse. Mas fui sempre persistente. E estes períodos, sem trabalho – que não chamo de maus, mas de aprendizagem – serviram para ficar com força. Regresso com mais brio e com mais honestidade do que nunca.

Porque é que durante tantos anos se esqueceram do seu nome?
A vida é feita de fases. Não há um porquê. Durante a fase menos boa foi tornado público que tinha arrumado carros e tinha feito a vida como pescador.

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Passou dificuldades financeiras?
Não! Nenhumas! Pesquei, dei aulas de surf e arrumei carros para arranjar dinheiro. É verdade. Fiz inúmeras coisas mas porque não tenho medo de trabalhar. Eu sempre fui visto como o gajo maluco da história mas fiz isto apenas para ganhar dinheiro. Podia ter enveredado pela prostituição, pela venda de drogas e não o fiz. Isso sim, seria vergonhoso. Fazer o que eu fiz, não! Considero até um ato de coragem. Acabei por ser um exemplo. 
"Podia ter enveredado pela prostituição, pela venda de drogas e não o fiz"

Fala em drogas e prostituição. Nunca pensou em recorrer a algo menos lícito?
Felizmente tenho uma família maravilhosa. Sempre fui abençoado em relação a isso. Ajudaram-me sempre. A base fundamental da minha vida foi o amor e por isso não enveredei pelo caminho mais fácil mas sim pelo que me podia complementar como pessoa.

Nunca se sentiu um coitadinho?
Nunca fui! Acho que de uma forma inocente acabei de ser um bom exemplo. Mudei o estereótipo. Porque a vida de ator não é apenas glamour. É uma profissão cruel, quer na construção das personagens, quer na vida.

Quando começou nos 'Morangos com Açúcar' nunca esperou que isto pudesse acontecer?
A verdade é que quando comecei nos 'Morangos' não tinha grande perspetiva. Aliás, nem me lembro bem o que pensava. Era muito miúdo. Já foi há tanto tempo (risos).

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Pedro Rodril em 'Morangos com Açúcar'

Nunca tinha sonhado em ser ator antes disso?
Já tinha feito pequenas coisas antes mas o click deu-se depois de os 'Morangos Com Açúcar'. Vi na arte da representação algo com que me identifiquei, mas a decisão de me manter como ator aconteceu precisamente quando fiquei com menos trabalho. Deixei de ver as coisas de forma tão superficial. 

Saiu de cena como um sex symbol para as adolescentes mas, hoje, já é pai.
A vida é isso mesmo, a evoluir. 

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Pedro Rodril com a filha Foto: instagram
Queria muito ser pai?
Sendo filho de quem sou, sempre quis ser pai. Sempre olhei para os meus avós e para os meus pais como um exemplo. Quis seguir as mesmas pegadas. E amo incondicionalmente os meus filhos.

Foram planeados?
Não (risos). Aconteceu e aconteceu na altura certa e tenho os filhos mais bonitos do Mundo. A Mel e o Martim. 

É um pai "babado"?
Muito. Eu até digo que posso errar em muita coisa na vida, mas a única coisa em que sei que não quero falhar é a ser pai. Quero ser o melhor do Mundo porque – e digo isto do fundo do coração
–, eles são a força mais importante da minha vida.

"Os meus filhos não foram planeados. Aconteceu na altura certa e tenho os filhos mais bonitos do Mundo"
É difícil estar longe deles?
Muito! Sinto falta do cheiro, do abraço, do sorriso deles. Mas também sei que quando estou longe, eles têm uma mãe belíssima, a minha mulher, a Sílvia. Uma pessoa fantástica que me acompanha já há seis anos. E é uma mãe brutal.

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Estão juntos há seis anos. São felizes?
Sim, muito. Claro que também temos as nossas divergências. Mas ultrapassamos tudo. Porque há um bem maior que são os nossos filhos e, claro, o amor que sentimos um pelo outro!

Nunca pensaram em separar-se?
As pessoas desistem muito facilmente umas das outras. Ao mínimo embate pensam em seguir a vida com outra pessoa. Nós não pensamos assim. Claro que há dias em que também temos momentos que nos apetece dizer: ‘Já chega’. Mas olho para a Sílvia, depois de um dia menos bom, e só consigo vê-la com mais amor e admiração.

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