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"Sozinha e desamparada"! Milla Jovovich revela que fez um aborto aos 5 meses de gravidez

A antiga top model e agora atriz faz uma terrífica confissão sobre um dos episódios mais traumáticos da sua vida. Tão traumático que a fez mergulhar numa depressão profunda. "Nenhuma mulher deveria passar por isto", defende.
16 de maio de 2019 às 16:03

Este é um episódio traumático e muito pessoal, que era suposto não sair da intimidade de Milla Jovovich, mas a atriz resolveu falar do assunto, por defender por completo a legalidade do aborto e por não estar de acordo com as mudanças da lei em certos estados norte-americanos.

A atriz e antiga top model faz o pugente relato na sua conta de Instagram. Aos 43 anos, mãe de duas meninas,  Ever, de 11 anos, e de Dashiel, de quatro, Milla Jovovich relata o episódio mais "horrível" que estará para sempre gravado na sua memória e que a mergulhou numa grave depressão. 

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I don’t like to get political and I try to only do it if a really have to and this is one of those times. If someone doesn’t want to continue reading, you have been warned. Our rights as women to obtain safe abortions by experienced doctors are again at stake. Last Tuesday, Georgia Governor Brian Kemp signed a draconian bill into law that outlaws all abortions after six weeks — before most women even realize they’re pregnant — including in cases of RAPE OR INCEST. This makes Georgia the sixth state to pass such a restrictive six-week abortion ban, joining Ohio, Mississippi, Kentucky, Iowa, and North Dakota. These laws haven’t been passed yet, but lawmakers in these states are trying. Abortion is hard enough for women on an emotional level without having to go through it in potentially unsafe and unsanitary conditions. I myself went through an emergency abortion 2 years ago. I was 4 1/2 months pregnant and shooting on location in Eastern Europe. I went into pre term labor and told that I had to be awake for the whole procedure. It was one of the most horrific experiences I have ever gone through. I still have nightmares about it. I was alone and helpless. When I think about the fact that women might have to face abortions in even worse conditions than I did because of new laws, my stomach turns. I spiraled into one of the worst depressions of my life and had to work extremely hard to find my way out. I took time off of my career. I isolated myself for months and had to keep a strong face for my two amazing kids. I started gardening, eating healthier and going to the gym everyday because I didn’t want to jump into taking anti depressants unless I had tried every other alternative. Thank God I was able to find my way out of that personal hell without turning to medication, but the memory of what I went through and what I lost will be with me till the day I die. Abortion is a nightmare at its best. No woman wants to go through that. But we have to fight to make sure our rights are preserved to obtain a safe one if we need to. I never wanted to speak about this experience. But I cannot remain silent when so much is at stake. #prochoice #prochoicegeneration

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"Passei por um aborto de emergência há dois anos. Estava grávida de quatro meses e meio e a gravar na Europa Ocidental. Entrei em trabalho de parto prematuro e disseram-me que tinha que ficar acordada durante todo o procedimento. Foi das experiência mais horríveis que já vivi. Ainda tenho pesadelos. Estava sozinha e desamparada", explicou a atriz de origem sérvia. 

"Quando penso que há mulheres que enfrentam abortos em condições ainda piores do que a minha por causa das leis, o meu estômago dá voltas
", escreveu indignada. 

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Milla Jovovich

"Fiz uma pausa na minha carreira. Isolei-me durante meses" falandpo da depressão que enfrentou após o aborto. Explicou ainda que teve de "trabalhar muito" para conseguir sair do estado depressivo. "Graças a Deus consegui ultrapassar este inferno pessoal sem recorrer à medicação, mas as recordações daquilo que passei e do que perdi ficarão comigo até o dia da minha morte".

"Nunca quis falar sobre esta experiência. Mas não posso manter-me em silêncio quando está tanta coisa em jogo", justificou-se. 

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