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Amor traz mais felicidade do que o dinheiro

Se é daquelas pessoas que espera ansiosamente que lhe saia o Euromilhões, leia este artigo e sinta-se mais feliz.
Por Paula Santos Ferreira | 03 de janeiro de 2017 às 17:36
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Amor traz mais felicidade do que o dinheiro
Foto: Getty Images

Quem defende que o dinheiro compra tudo menos a felicidade, está certíssimo. E é a ciência que o diz. Os resultados de estudo feito pela London School of Economics revelam que o amor gera mais felicidade do que o dinheiro.

Quem está enamorado e é correspondido, ou quem está numa boa relação desenvolve um sentido de bem-estar maior e de felicidade do que se o seu ordenado fosse duplicado. Parece duvidoso, mas este é o resultado das respostas dadas por 200 mil pessoas do Reino Unido, Alemanha, Austrália e EUA.

Numa escala de um a dez, duplicar o salário eleva a felicidade em menos de 0,2 pontos, segundo o estudo. Tal deve-se ao facto, de as pessoas se importarem mais com o seu próprio salário do que com o dos outros. Já estar numa relação eleva a felicidade em 0,6 pontos. Pelo contrário, quando as pessoas se separam, ou perdem um parceiro, a felicidade diminui na mesma proporção.

O mesmo estudo revelou ainda que ter uma boa saúde mental é outro dos factores que mais contribui para a felicidade individual. Do mesmo modo, a depressão e a ansiedade são os factores que mais impacto negativo têm no indivíduo, de acordo com este estudo. Nos inquiridos que sofriam destes problemas o nível de felicidade diminuiu 0,7 pontos. Estar desempregado revelou o mesmo resultado.

Por tudo isto, o cientista Richard Layard, co-autor do estudo sublinha que os resultados sugerem que o Estado se deve preocupar mais com a felicidade e bem-estar dos seus cidadãos. Deve preocupar-se mais "em gerar bem-estar" do que "gerar riqueza". 

Para tal a prevenção é essencial e deve começar a ser feita na infância. "A saúde emocional da criança é determinante no bem-estar que sentirá em adulto", revela o cientista, sublinhando que este é o principal factor para gerar satisfação pessoal na vida adulta e consequentemente desenvolver uma boa saúde mental.

"As evidências mostram que as nossas relações sociais e a nossa saúde física e mental são os factores mais importantes para a nossa felicidade e infelicidade", vinca Richar Layard. Valores fundamentais para a vida de cada um, como para a sociedade e para os próprios governos.

Layard relembra que de acordo com os estudos feitos pela sua universidade desde as eleições europeias de 1970, a satisfação dos eleitores com as suas vidas é a melhor ferramenta para perceber se um governo será reeleito ou não.

"Tal como os Estados combatem fortemente a pobreza, desemprego e problemas na educação e na saúde, têm de desenvolver igualmente medidas para combater a violência doméstica, o alcoolismo, a depressão, a ansiedade, entre outros", disse Richard Layard.

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